Academia Estudantil de Letras – AEL

Notícias da Academia Estudantil de Letras

HISTÓRICO

Até 2019, o projeto AEL foi pensando para abranger Escolas Municipais de Ensino Fundamental – EMEFs, Escolas Municipais de Ensino Fundamental e Médio – EMEFMs, Escolas Municipais de Educação Bilíngue para Surdos – EMEBSs e Centros Integrados de Educação de Jovens e Adultos – CIEJAs. No entanto, as formações continuadas, organizadas pela equipe da AEL em SME, atendiam também professores de CEIs e EMEIs. Surgiu, ao longo dos anos, uma grande demanda de educadores interessados em realizar o projeto também na Educação Infantil.

Assim, inicialmente, tivemos duas experiências de escolas que, como “projeto piloto” colheram as experiências de uma “AELzinha”, como carinhosamente alguns professores chamam.

Veja o material de orientações sobre a AEL na Educação Infantil:
https://drive.google.com/file/d/1tFtH4SK8HsazMVJD85ddFax0EEjUOvIB/view?usp=sharing

No início de 2019, surgiram as duas primeiras experiências da AEL em EMEIs. A EMEI Dr. Mário Alves de Carvalho (DRE Penha) trouxe a experiência da academia para a infância com o projeto “Trampolim”. A experiência durou um ano. Já a EMEI Prof.ª Olandya Peres Ribeiro (DRE Itaquera) optou por denominar o projeto da unidade de Academia Estudantil de Letras e, assim, fundou a AEL Anderson Novello, a primeira academia na Educação Infantil.

A AEL Anderson Novello está ativa até hoje e, esta Unidade Educacional, busca realizar a adaptação do projeto dentro das demandas da Educação Infantil. A pandemia de COVID-19 interrompeu a proposta de expansão. Porém, já em 2021 as ações retomaram e a vontade dos professores se ampliou. Em 2023, começou um plano de trabalho de expansão do projeto, com formações e orientação às U.E.s interessadas no projeto, com o apoio e a acompanhamento das DREs.

Saiba mais sobre a AEL na Educação Infantil no link:
https://padlet.com/academiaestudantildeletrasael/ael-na-educa-o-infantil-xfprxqu7gh61df5p

 

COMO DESENVOLVER A AEL NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A ideia de ter uma Academia nas escolas tem como elemento essencial o fato de o projeto valorizar a construção de espaços de convivência, de trocas de experiências, de apreciação literária e artística, do protagonismo e autoria, da expressão e criatividade, além da constituição da cultura de paz nas escolas. Princípios também presentes na Educação Infantil.

Ou seja, entendemos que o projeto AEL pode acontecer em qualquer unidade educacional, respeitando os tempos, espaços e rotinas das Unidades Educacionais.

A expansão do projeto para a Educação Infantil requer um trabalho que valorize o cuidar e o educar das crianças e bebês. Nesse sentido, é importante ressaltar que o trabalho literário é fundamental dentro do ambiente educacional, como um direito e apreciação estética. Nesse sentido, o projeto AEL potencializa as ações que as escolas muitas vezes já realizam, como a leitura compartilhada e empréstimo de livros, em um trabalho de larga escala e longo prazo, em formato de projeto educacional.

 

A ROTINA

É importante a Unidade Educacional planejar ações literárias (mediação, apresentação de obras e autores, contação de histórias, roda de conversa, leituras espontâneas) em horários fixos, previstos no planejamento da escola e no plano de aula do educador.

Da mesma forma, ter no trabalho realizado momentos que apreciação artística e a ludicidade da linguagem teatral estejam presentes nos elementos do faz-de-conta. O trabalho com poesia, com a musicalidade do ritmo, verso e sons das palavras valoriza a fruição estética e podem ser explorados.

Nos momentos de encantamento literário, as crianças são repertoriadas pelo professor na apresentação de obras/autores e personagens da literatura infantil, incentivando assim a afeição dos estudantes pelos livros que os atraiam mais. O professor também promove pesquisas sobre esses autores e temáticas relativas à literatura, ampliando o repertório das crianças e contribuindo para a formação do comportamento leitor.

A expressão dramática já está presente na criança – jogo simbólico -, ou seja, “o faz-de-conta” é manifestação estética da criança. E a literatura e o teatro podem estimular a fabulação, a sensibilidade e criatividade das crianças, respeitando à vontade, o ritmo e a corporeidade.

As práticas dos jogos simbólicos coletivos tendem a evoluir para a elaboração teatral, pois a representação teatral é caracterizada, muitas vezes, como algo sistematizado, com roteiro previamente estruturado, que depende da iniciativa do adulto. Desse modo, o faz-de-conta é “espontâneo”, “ao sabor da fantasia da criança”.

Em suma, a proposta da AEL prevê valorizar a cultura do brincar e remete ao desejo subjetivo de “experimentar papéis”. O professor vai valorizando essa representação, esse devaneio e invenção como uma forma de brincar com as palavras, com o corpo, com a imaginação.

O faz-de-conta possui um grau máximo de improvisação (entendida como adaptação ao meio), porém, é possível desenvolver, a partir daí, a criatividade, pelos símbolos lúdicos em representações. O professor pode propor jogos coletivos, nos quais a fisicalização – experimentação ou criação – de uma realidade será estabelecida por um grupo em função de um interesse comum.

A Academia Estudantil de Letras não visa “treinar” as crianças para apresentações que não façam sentido para sua faixa etária, ou mesmo a ideia de decorar textos. Sugerimos o trabalho com elementos estéticos, que valorizem a compreensão de si e do outro, e a ampliação das linguagens artísticas e corporais, em diálogo com a literatura.

O professor deve favorecer o desenvolvimento da expressividade vocal, gestual ou plástica das crianças e a elaboração de jogos teatrais que valorizam o brincar. A escolha de jogos na educação infantil deve utilizar como critérios aspectos que sejam desafiadores, que permitam a participação de todos, favorecendo a autonomia (social e intelectual), descentrar e coordenar diferentes pontos de vista, e dizer o que pensam, elaborando ideias.

No trabalho de escuta das crianças, consegue-se desenvolver com os questionamentos, as hipóteses, os aspectos composicionais da obra, a estrutura referencial do texto. Esses elementos, quando trabalhados na rotina, potencializam a construção de posicionamentos e o compartilhar de ideias. Em suma, a formação intelectual do comportamento leitor de forma lúdica e intuitiva.

 

O trabalho com múltiplas linguagens artísticas (Teatro, Música, Dança, Artes Visuais) 

A linguagem cênica favorece práticas pedagógicas que ampliem a criatividade, a inspiração, a imaginação e o faz-de-conta das crianças.

Algumas possibilidades do trabalho com as linguagens teatrais:

  • Teatro de Bonecos;
  • Teatro de Máscaras;
  • Teatro de Objetos;
  • Teatro de Sombras;
  • Dedoches e Fantoches;
  • Interação entre vídeos projetados e personagens no palco;
  • Uso de figurinos, maquiagens, construção de cenários;
  • Diálogo com outras linguagens, como a música e a dança.

É importante frisar que o trabalho com a linguagem teatral não é uma recreação, mas uma linguagem dotada de epistemologia, intencionalidade, expressão, ludicidade e linha de pensamento apresentada pelo educador e construída com as crianças.

O amigo literário

Os acadêmicos, inicialmente, serão apresentados para diversos autores para, posteriormente, escolherem o escritor da literatura para representar na Academia, que será seu “amigo literário”.

É recomendável que as crianças sejam apresentadas a vários autores, sem a preocupação de levá-los a escolher rapidamente o seu amigo literário, mas antes, os repertoriar, encantá-los com escritores e textos, abrangendo toda a diversidade da literatura. Assim procedendo, em determinado momento, acontecerá o “estalo” e a criança ou mesmo a turma escolherá o seu amigo literário, por identificar-se com ele e sua obra. Outra possibilidade é a EMEI trabalhar com obras literárias favoritas ou personagens da literatura, para a escolha do autor.

Quando a escola trabalha com um grupo grande de participantes, ou ainda com todas as turmas, o ideal será que a escolha seja do amigo literário da sala, o patrono do grupo. Assim, é possível um trabalho com as referências do projeto AEL: pesquisa da vida e obra dos autores, e possibilitar a troca de experiências entre as turmas, na qual as crianças são repertoriadas sobre diferentes autores.

A escolha do patrono ou patronesse

O patrono ou patronesse será o nome da AEL da escola. Nesse sentido, é importante que a escola desenvolva estratégias de escolha do nome do autor homenageado. Pode ser por meio de um colegiado de educadores, por votação direta das crianças e comunidade. Esse nome permeia o trabalho da academia, sendo um autor a ser apresentado por todas as turmas na rotina da escola.

Anualmente, a posse é o momento no qual os acadêmicos celebram o seu patrono ou patronesse e, no qual, os titulares “tomam posse” de sua cadeira, representando, oficialmente, o seu amigo literário. A Fundação é no primeiro ano da academia, enquanto as Festas Anuais ocorrem nos anos seguintes à Fundação.

Pasta do acadêmico – registros e pesquisas

A pesquisa está intrinsecamente ligada às experiências da Educação Infantil. Ela aparecerá na escuta, na exploração do meio, nas experiências sensoriais, na criação de hipóteses, como apresenta o Currículo da Cidade: Educação Infantil.

Nos momentos de encantamento literário, as crianças são repertoriadas pelo professor na apresentação de obras/autores e personagens da literatura infantil, incentivando assim a afeição dos estudantes pelos autores e obras que lhe atraiam mais. O professor também promove pesquisas sobre esses autores e temáticas relativas à literatura. Esse trabalho valoriza a materialidade, o trabalho com registros, imagens, memórias e afetos das descobertas, das referências de livros, obras, autores (amigos literários).

A pesquisa pode ser realizada com o professor sendo mediador e escriba, com o auxílio dos familiares e com a construção da autoria e pertencimento da criança, sempre que fizer sentido para a turma.

A pasta do acadêmico permite a construção de narrativas e memórias, presentes em desenhos, textos, imagens, fotografias, permeadas pela organização de registros de pesquisas, que devem ser realizadas com pertencimento e ludicidade. Ao trazer a proposta, o projeto AEL visa valorizar a escuta, o conhecimento e compartilhar de experiências individuais e coletivas e o professor é fundamental nessa mediação e descoberta de si, que as vivências se tornem experiências.

Os elementos materiais dos livros, em especial os aspectos paratextuais (prólogos, glossários, textos informativos da biografia do autor e do ilustrador etc.) não são ligados diretamente à história, mas sua base de informações contribui na formação leitora e na curiosidade da criança, a partir da mediação do educador.

O aprendizado das funções dos paratextos ajudarão as crianças a progredirem em sua autonomia para selecionar as leituras.

As pesquisas e vivências literárias das crianças podem ser compartilhadas no grupo, em rodas de conversa, nas quais a sensibilização literária será aflorada. A memória da leitura estará presente nas materialidades do itinerário de leituras da pasta do acadêmico. Inicialmente, o registro será feito pelos familiares e professores, ganhando autonomia nos anos seguintes da criança, no Ensino Fundamental. Mas outras formas de registros podem ser pensadas, como murais na sala, com um “x” assinalado sobre aqueles livros que foram lidos, ou ainda uma votação dos livros favoritos da turma, por exemplo.

As interações com os adultos e com o meio social, tornam as crianças não apenas fruidoras, mas criadoras culturais, como nos jogos e brincadeiras, construídas pela criança. Em suma, o trabalho de exploração do meio com ludicidade potencializa o imaginário infantil.

Em suma, a ideia das pesquisas, com pasta do acadêmico e seminários pode ser realizada com elementos simples, do trabalho cotidiano. Perguntas como “você sabia?”, sobre as obras e autores, são disparadores para a compreensão de elementos presentes na leitura e a ampliação do comportamento leitor.

Atividades de acolhimento e encantamento

Eventos literários potencializam as experiências na educação. A memória vai consolidando momentos vividos marcantes e, cada vez menos, esses espaços de escuta acontecem nas vivências. O tempo contemplado, vivido em sua essência permite que tenhamos o que contar em nossa existência, com emoções, sentimentos, histórias e percepções.

Nesse sentido, ações de acolhimento e de estética da recepção como o “Chá literário” tornam os eventos como uma estratégia de valorização da leitura, quando respeitados os processos e trabalho realizado ao longo do percurso. Essas ações têm a finalidade de acolher e apresentar o projeto aos pais das crianças e jovens que dele participam, aos seus responsáveis, bem como aos professores que não atuam diretamente na coordenação do Projeto na escola, à equipe gestora e aos demais representantes da comunidade escolar, sempre que for possível. Podem incluir momentos artísticos, como saraus, esquetes teatrais, etc.

Por ser uma Academia, o Chá Literário traz o simbólico do encontro literário.  A intencionalidade pedagógica dessa ação é fundamental para não se tornar uma ação solta, mas um encontro dentro de um trabalho em desenvolvimento e troca de experiências.

As “saídas culturais” são atividades realizadas no projeto, com a finalidade de oportunizar e favorecer o acesso incondicional dos acadêmicos à cultura em sua diversidade, fomentando também a formação de público e a fruição nos espaços culturais.

Atividade como “encontro com escritores” também são importantes para criar nas crianças a referência do autor de um livro de forma afetiva.

 

Possíveis atividades a serem realizadas ao longo do ano

  • Saraus;
  • Podcast Literário;
  • Leitura simultânea;
  • Chá Literário;
  • Apresentações artísticas;
  • Empréstimo de Livros;
  • Roda de conversa;
  • Atividades mediadas (contação de histórias, leitura guiada, leituras espontâneas);
  • atividades artísticas.

A Festa de posse

Anualmente, é o momento no qual os acadêmicos celebram o seu patrono ou patronesse e, no qual, os titulares “tomam posse”, representando oficialmente o seu amigo literário. A Fundação é a primeira da academia, enquanto as Festas Anuais ocorrem nos anos seguintes à Fundação.

É um ritual de passagem, no qual se celebra um trabalho realizado ao longo do ano. Essa ação é uma comemoração e acolhimento da comunidade escolar ao projeto.

Diferente da EMEF, na qual as crianças têm uma posse individual na cerimônia e cada estudante escolhe o seu autor favorito, na Educação Infantil a escolha do amigo literário pode ser realizada por toda a turma, sendo uma atividade de acolhimento ao universo literário.

Além disso, o evento poderá contar com apresentações da turma, quando a Unidade achar relevante e com intencionalidade, dentro de um trabalho construído no processo do projeto.

A cerimônia é composta de uma solenidade na qual as turmas são chamadas para terem uma saudação e receberem, simbolicamente, a sua posse na AEL, assinando (à sua maneira) o livro de posse, recebendo o certificado do projeto.

A escola pode organizar o projeto nos seguintes formatos:

1- Dentro da jornada do professor. É a forma mais rápida de implantação, constituindo uma rotina junto com as crianças no horário regular;

2 – Se a escola é em período integral, é interessante se pensar no projeto com todas as turmas da U.E.;

3- É possível, ainda, que a Unidade realize o projeto no contraturno, dentro do previsto na Portaria do Mais Educação.

AEL no Centro de Educação Infantil

A proposta inicial da equipe da AEL em SME era expandir o projeto para a EMEI. No entanto, a própria demanda da rede, o interesse de educadoras que atuam em CEI, fez que algumas Unidades Educacionais começassem a desenvolver projetos literários inspirados na academia. Inclusive, tivemos a criação oficialmente das primeiras academias nessa modalidade educacional.

Considerando a rotina proposta pelo projeto AEL, entendemos que o fundamental, nesta etapa educacional, seja pensar em espaços e contextos de leitura, favorecendo a imaginação, a memória, a surpresa, a sensibilidade e a inferência. O comportamento leitor é desenvolvido nos primeiros anos de vida.

A compreensão da leitura e a escrita como práticas culturais permite o desenvolvimento, nesse acolhimento, de aspectos emocionais e psicológicos, mas também linguístico e cognitivo. A literatura contribui para a humanização, a consciência, o desenvolvimento das relações sociais.

Os bebês são seres sensoriais, nesse sentido, é fundamental pensar em espaços mais dinâmicos e com mobiliário adequado para atender e dar autonomia aos pequenos. A sensibilidade está presente na materialidade das obras, na capa, paratextos, ilustrações e tipos de livros.

A primeira coisa que elas aprendem é a usar os livros, pois eles funcionam como objetos. Esse é um conhecimento que começa desde os primeiros contatos, para que as crianças saibam muito cedo como virar as páginas, que a história não começa na capa, mas que o título do livro está lá ou que se elas o lerem novamente as palavras serão as mesmas.

Um mobiliário confortável, um ambiente aconchegante propiciará a formação da identidade leitora das crianças no contato direto com os livros nas interações presentes com as educadoras com os bebês no colo a ler/contar narrativas. De acordo com a faixa etária há estratégias mais apropriadas da interação com o objeto livro, estimulando a imaginação, a cognição e a expressividade desse leitor em construção.

No CEI, a rotina literária, proposta pelo projeto AEL para a primeira infância, deve prever alternativas de atividades guiadas e, paralelamente, oferecendo a possibilidade de cantinhos livres, bem como ofertar situações coletivas para o ler e o contar histórias, garantindo também os tempos individualizados e a interação das crianças. As ações objetais manipuladoras são fundamentais nessa fase. Em suma, a rotina deve ter intencionalidade e previsibilidade, mas também, dentro das circunstâncias, flexibilidade, diante das necessidades das crianças e bebês.

O professor, sabendo que todas as situações contribuem para o desenvolvimento, tem que ter uma regularidade na organização do tempo, porque os pequenos começam a se orientar a partir de situações que repetem, proporcionando-lhes segurança e confiança devido à possibilidade de antecipar o que virá na sequência e de aprender com as verbalizações do docente. No entanto, é ideal que haja flexibilidade temporal e que as necessidades das crianças (sono, vontades que aparecem subitamente, por exemplo) sejam atendidas, já que elas podem alterar uma programação prevista. O professor, compreendendo isso, pode ser flexível e receptivo às mudanças no planejamento em função das observações que realiza diante do contexto da turma e do estado físico e emocional dos pequenos.

Quanto mais as crianças viverem experiências que potencializam o imaginar, ver, observar, interpretar, experimentar etc., mais aptas estarão para assimilar e criar. O professor, como o agente mediador que ofertará o livro, a linguagem escrita e a ludicidade com literatura, apresentará elementos simbólicos nas brincadeiras, nos brinquedos e nos livros.

O trabalho com o grupo de crianças e bebês possibilita que cada turma tenha um amigo literário: um autor favorito, um personagem ou até um livro predileto da turma. A essência do projeto se constitui com esses elementos nessa etapa da Educação Infantil.