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“Mulheres de fibra, cada fio da história faz a fibra que nos forma!”

Projeto realizado no CIEJA Santana/Tucuruvi visa relembrar o valor e força do empoderamento às professoras e alunas da unidade

Publicado em: 18/02/2019 15h45 | Atualizado em: 30/11/2020

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“Dar voz é dar a oportunidade de ser você mesmo dentro da sociedade”, diz a professora Gladis Barbosa

A professora Gladis Cassapian Barbosa, do Centro Integrado de Educação de Jovens e Adolescentes (CIEJA) Santana/Tucuruvi, recebeu o 2º lugar do Prêmio Paulo Freire com o projeto “Mulheres de fibra, cada fio da história faz a fibra que nos forma!”, que trabalhou o gênero da autobiografia com o objetivo de promover a conscientização sobre o valor e força do empoderamento de professoras e estudantes, bem como das mulheres próximas aos alunos, por meio do estudo de temas relacionados ao assunto. “A ideia foi atingir a todos da sala de aula, tanto homens quanto mulheres, relembrando a força que cada mulher tem e a sua importância dentro da sociedade”, diz Gladis.

As atividades consistiram em leituras e estudo das biografias de mulheres que de alguma forma revolucionaram as suas histórias, como Malala, Carolina de Jesus e Maria da Penha. Paralelamente, os alunos puderam escrever as suas próprias histórias, iniciando o trabalho de autobiografias. Durante todo o projeto, eles também puderam participar de um sarau sobre o assunto “ser mulher” e de oficina de beleza, construção de bonecas abayomi e rodas de discussões, entre outras ações que procuraram retratar as histórias e a luta das mulheres tanto no passado quanto no futuro, trazendo uma reflexão sobre o papel da mulher e as suas diversidades.

A professora desenvolvedora do projeto ressaltou o quão importante foi poder contar com a parceria da equipe docente da unidade e dos estudantes. Exemplo disso foram as atividades de pesquisa, onde a parceria com a Profª Larissa Patrício, da sala de informática, foi fundamental para que os alunos concluíssem as atividades, bem como com a Profª Susen Covre, da sala de recursos, que junto com os docentes da unidade fez um levantamento das informações pessoais dos alunos com deficiência, a partir dos seus prontuários. Em seguida, as professoras Gladis e Susen narraram a estes alunos as informações colhidas e os ajudaram a escrevê-las, respeitando a necessidade de cada um. Assim, os alunos com deficiência também puderam desenvolver as suas autobiografias.

Com o projeto finalizado, ainda se vê grande repercussão na vida daqueles que participaram. “Nota-se que as alunas se sentem mais a vontade para compartilhar as suas experiências e se impor diante de determinados assuntos quando necessário. Já os alunos mudaram não só o comportamento dentro das salas de aulas com as alunas e professoras, mas também começaram a enxergar de maneira mais igualitária as mulheres que passam pelas suas vidas, respeitando e dando a liberdade que elas merecem”, observa Gladis.

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