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DRE Campo Limpo promove “Encontros Decoloniais: Pedagogias Performáticas”
Ciclo de palestras tem como objetivo mostrar a descolonização do currículo escolar
Publicado em: 22/11/2016 18h02 | Atualizado em: 30/11/2020
A Diretoria Regional de Educação (DRE) Campo Limpo, em parceria com a Cooperifa, Sarau do Binho, Núcleo de Estudos Culturais – PUC/SP e o Núcleo de Estudos Culturais Africanos e da Diáspora – PUC/SP, promoverá entre os dias 22 de novembro e 01 de dezembro, o ciclo de palestras “Encontros Decoloniais: Pedagogias Performáticas”.
Marilu Santos Cardoso, diretora da Diretoria Pedagógica (DIPED) da DRE Campo Limpo, e uma das organizadoras do evento, explica que o “Encontros Decoloniais” carrega o desejo de fazer um resumo das atividades pedagógicas desenvolvidas nos últimos quatro anos. “A intenção é pautar tudo o que foi feito nessa gestão, de se aproximar com a comunidade e de conhecer melhor o território”, conta.
Segundo a diretora, os últimos anos foram demonstração de uma “descolonização do currículo”, na tentativa de incentivar as unidades escolares a irem contra a lógica de padronizar comportamentos, aceitando e defendendo a cultura local. “Queremos mostrar através desse evento que a gente procurou chamar a atenção para questões que a própria escola deveria levar em consideração no seu currículo”, comenta Marilu, citando a inclusão de discussões de sociais, raciais, étnicas e de gênero nas políticas pedagógicas.
A cartilha dessas políticas, o Projeto Político Pedagógico (PPP), desenvolvido em 2013 pela DRE Campo Limpo tinha justamente a proposta de “dar vez e voz a todos que compartilham a história da região”, como afirma Alexandre Ferreira Cordeiro, Diretor Regional de Educação da DRE Campo Limpo. Para ele, o PPP foi uma maneira de entender o território e adequar as políticas de ensino para melhorar a região. “A gente procurou estudar a história e os atores da região do M’Boi Mirim e Campo Limpo antes de fazer o PPP”, diz.
Quanto ao evento de cinco palestras diferentes, que será iniciado no dia 22 de novembro, Alexandre Ferreira acredita que será um momento de celebração e síntese do trabalho dos últimos anos. “Vai ser um momento muito rico, de muita troca”, conclui.
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