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Professor do CIEJA Campo Limpo é um dos finalistas do Prêmio Professor Nota 10

Marcos Ribeiro das Neves trabalhou a prática do maracatu com seus alunos como forma de combater o preconceito

Publicado em: 11/10/2018 13h02 | Atualizado em: 30/11/2020

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O Professor de Educação Física Marcos Ribeiro das Neves, do Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos (CIEJA) Campo Limpo, da Diretoria Regional de Ensino (DRE) Campo Limpo, é um dos dez finalistas e vencedores da 20ª edição do Prêmio Professor Nota Dez, com o projeto “A Politização dos Estudantes e a Desconstrução de Preconceitos nas Aulas de Educação Física”.

Na atividade, Marcos trabalhou com seus alunos de 15 a 60 anos o conceito de “Maracatu”, desde o estudo em conjunto sobre a história e significado do movimento cultural até as atividades práticas, onde os estudantes tiveram contato com brincantes do Maracatu e puderam realizar as danças e manifestações artísticas próprias do ritmo.

No início do ano letivo, Marcos percebeu a vontade dos alunos de aprenderem um pouco mais sobre culturas periféricas e discutiu com eles como o tema poderia ser tratado nas aulas de Educação Física. Uma estudante apresentou ao professor a cultura do maracatu, ao comentar que um familiar era brincante do ritmo. A escolha do ritmo para ser trabalhado se deu após o professor perceber a necessidade de desconstruir visões preconcebidas por parte de alguns estudantes em relação ao tema.

“Nesse sentido, a narrativa do colonizador foi questionada e desconstruída por diferentes dispositivos de diferenciação pedagógica. A atividade pode ser uma importante possibilidade de trabalhar com os professores da rede municipal que desejam atuar com os conhecimentos dos grupos que estão à margem da sociedade”, diz Marcos.

Definido o tema, o professor começou a estudar a cultura do maracatu profundamente, fazendo cursos, lendo livros e pesquisando para ter uma base de conhecimento rica e conseguir desenvolver a atividade da melhor forma possível. Como forma de fomentar o interesse nos estudantes, Marcos mostrou a eles alguns materiais sobre maracatu e levou os estudantes até a sala de informática para que eles pesquisassem mais sobre o tema.

Estudos sobre a história dos negros no Brasil, escravidão, história da África e debates sobre a importância do estudo e respeito a todas as culturas também foram realizados como forma de conscientizar os alunos e fazer com que eles compreendessem o contexto histórico por trás da história e prática do maracatu.

Entre as práticas realizadas estiveram atividades envolvendo repetições de passos de danças do maracatu, confecção e utilização de adereços e roupas típicas dessa dança e roda de conversas com brincantes de maracatu do Bloco de Pedra, grupo que realizou com os alunos uma oficina com instrumentos musicais.

Como resultado final, os estudantes organizaram um cortejo (desfile típico do movimento, com alas instrumentais, de dança, estandarte, entre outras) e redigiram uma loa, música cantada pelos brincantes de maracatu, que normalmente tem como tema letras que falam sobre amor e respeito ao próximo.

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