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Tecnologias Sustentáveis transforma escola da zona sul em referência de educação ambiental
Estudantes de 15 a 80 anos participam de oficinas e mutirões que ensinam o cuidado com o meio ambiente dentro da escola
Publicado em: 12/03/2026 15h38 | Atualizado em: 12/03/2026
Um espaço que reúne horta, captação de água da chuva, energia solar, criação de abelhas e técnicas de bioconstrução vem transformando a rotina de estudantes e moradores da zona sul de São Paulo. O Parque de Tecnologias Sustentáveis, criado no CIEJA Clóvis Caitano Miquelazzo, se tornou um laboratório a céu aberto para ensinar, na prática, como aplicar tecnologias verdes no cotidiano e promover desenvolvimento sustentável no território.
A iniciativa nasceu em 2023 a partir de um movimento dos próprios estudantes, que buscavam formas concretas de aplicar na prática o que aprendiam sobre uso sustentável da água e do solo. A proposta ganhou força e se consolidou como um espaço pedagógico voltado à educação ambiental e à educação alimentar e nutricional, integrando diferentes atividades da escola.
Voltado exclusivamente para jovens e adultos, o CIEJA reúne cerca de 200 estudantes com idades que vão dos 15 aos 80 anos. Todos participam das ações desenvolvidas no parque. No local, as turmas vivenciam experiências periódicas de plantio, colheita, identificação de espécies vegetais e animais e oficinas de culinária com Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) e ervas cultivadas na própria horta.
Além disso, um grupo de estudantes recebe formação específica para atuar como monitores do espaço, auxiliando nas oficinas e na manutenção das tecnologias sustentáveis instaladas no parque. O espaço também é constantemente aprimorado por meio de mutirões que envolvem estudantes, professores, equipe gestora e parceiros da comunidade.
Coordenado pelo professor Paulo e por um grupo de articuladores formado por membros da gestão e estudantes, o parque funciona de forma interdisciplinar. Professores de diferentes áreas utilizam o local como ferramenta pedagógica para trabalhar conteúdos ligados ao meio ambiente, ciência, alimentação, cidadania e sustentabilidade.
O espaço também extrapola os limites da escola. O parque recebe visitas de outras unidades da rede pública, coletivos e grupos do território interessados em conhecer e aprender sobre tecnologias sustentáveis. As oficinas são conduzidas pelos próprios estudantes monitores, que compartilham os conhecimentos adquiridos ao longo do projeto.
A construção do espaço contou com apoio do projeto Acelerando Hortas, da AdeSampa, e já rendeu reconhecimento à iniciativa. O processo de criação do parque, desenvolvido como um Projeto Curricular Integrado, recebeu o Prêmio Paulo Freire 2025 e também foi destaque na 5ª Jornada de Educação Alimentar e Nutricional do FNDE.
O Parque de Tecnologias Sustentáveis faz parte de uma proposta ainda mais ampla da escola: o Plano de Escola Sustentável, incorporado ao Projeto Político-Pedagógico da unidade. O plano organiza as ações em seis eixos principais: educação ambiental, educação alimentar e nutricional, alimentação escolar, infraestrutura sustentável, relações sustentáveis com cultura de paz e projetos curriculares integrados. A iniciativa é a forma encontrada pela escola para integrar à sua prática os princípios da Agenda 2030 e estimular a construção de um território mais sustentável.
Hoje, além de ser um espaço de aprendizagem para estudantes de diferentes gerações, o parque se consolida como uma referência em sustentabilidade para a comunidade local, mostrando que soluções ambientais também podem nascer e se desenvolver dentro da escola pública. O Projeto Parque de Tecnologias Sustentáveis foi inscrito no Premia Sampa 2026 na categoria Projetos Locais. Além deste projeto, a rede tem outros 29 projetos inscritos. O Premia Sampa tem como objetivo reconhecer e premiar servidores municipais que inovam e que fortalecem, a partir de projetos autorais, a cultura da inovação na Prefeitura de São Paulo.
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