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Projeto estimula conscientização sobre diversidade de maneira lúdica
Iniciativa realizada no CEI Vila Curuçá Velha trabalha o tema com bonecos de diversos tons de pele
Publicado em: 06/11/2018 10h29 | Atualizado em: 30/11/2020
O Projeto “Vem Brincar Comigo”, iniciativa do Centro de Educação Infantil (CEI) Vila Curuçá Velha, da Diretoria Regional de Educação (DRE) São Miguel, desenvolvida desde o primeiro semestre deste ano, estimula a integração entre professores, pais e crianças e trabalha questões referentes ao estudo da cultura africana e da importância do respeito à diversidade.
A primeira parte da atividade consistiu na elaboração, no mês de abril, de bonecas e bonecos em diferentes tons de tecidos e na reunião com os pais, após o recesso, para explicar sobre o funcionamento do projeto e seus objetivos.
Após a explanação da iniciativa, a cada sexta-feira duas crianças passaram a levar os bonecos para casa. Os responsáveis ficam incumbidos de realizar registros, seja por foto, desenho ou por escrito, dos momentos vividos, para que as crianças entreguem o material produzido juntamente com os bonecos.
“O objetivo do projeto é construir ações positivas e afirmativas, em nossos bebês e crianças, oferecer um repertório de brincadeiras africanas e afro-brasileiras (como “Mbube Mbube”, originário de Gana, e “Terra e Mar”, de Moçambique), além de estimular o respeito, a empatia e a equidade étnico-racial e promover a valorização das diferenças e do convívio em harmonia”, observa Gidalva Santana, diretora do CEI Vila Curuçá Velha.
De acordo com a diretora, o projeto, que ainda está em andamento, colabora com a desconstrução de paradigmas, falas e atitudes preconceituosas e racistas. “Já tivemos diversos registros realizados pelas famílias que demostram envolvimento e comprometimento com a iniciativa, além de relatos onde pudemos comprovar que realmente as ações transcenderam os muros escolares, provocando ricas reflexões e contribuindo na formação cidadã de toda comunidade educativa”, ressalta Gidalva. “Esse trabalho busca fomentar o diálogo em busca da desconstrução de paradigmas, falas e atitudes preconceituosas e racistas. Por meio dos filhos, muitos pais tiveram acesso pela primeira vez a um boneco ou boneca negro ou negra”, finaliza a diretora.

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