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II Seminário Dezembro Imigrante promove encontro multicultural entre educadores da RME

Evento contou com apresentações artísticas, projetos e relatos de práticas dos educadores.

Publicado em: 14/09/2018 15h47 | Atualizado em: 30/11/2020

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Na última terça, 12 de dezembro, aconteceu no auditório da Uninove, Campus Barra Funda, o II Seminário Dezembro Imigrante – Educar para integrar: somos todos migrantes.

O encontro foi realizado com o objetivo de discutir questões transversais de interesse dos participantes, como o acesso das populações imigrantes e refugiadas aos serviços públicos de educação, saúde, cultura e trabalho.

O evento teve, como público alvo, Bibliotecários, Coordenadores Pedagógicos, Professores de Educação Infantil, Professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental I, Professores de Ensino Fundamental II e Médio, Auxiliares Técnicos de Educação, Agentes de Apoio, Agentes Escolares, Diretores de Escola e Assistentes de Diretor de Escola das 13 Diretorias Regionais de Educação (DREs) e da Secretaria Municipal de Educação (SME).
Para a cerimônia de abertura do Seminário foi convidado o Diretor do Núcleo Técnico do Currículo (NTC) da Coordenadoria Pedagógica (COPED), Wagner Barbosa de Lima Palanch. Wagner comentou sobre os estudantes imigrantes matriculados na Rede Municipal de Ensino.

“A cidade de São Paulo atende, atualmente, mais de 80 etnias. Isso é motivo de orgulho, pois essas etnias trazem diferentes culturas e ideias”, revela o Diretor.

Na sequência, a Coordenadora do Núcleo de Educação Étnico-Racial, Vera Lúcia Benedito, fez a leitura de um texto introdutório sobre as ações da SME em parceria com organizações da sociedade civil. “A SME tem desenvolvido projetos envolvendo formação de professores, estudantes e famílias com propostas pedagógicas de inovação e acompanhamento psicopedagógico, o que possibilita uma renovação da prática pedagógica do cotidiano escolar levando em conta a interculturalidade”, conta Vera.

A Coordenadora Vera chamou ao palco a Professora da Rede Municipal de Ensino (RME) e Mestre em Educação, Iolanda Cruz Teles, para realizar a mediação dos trabalhos no período da manhã e apresentar os convidados à plateia.

O Diretor da Divisão de Educação para Jovens e Adultos (DIEJA) da SME, Professor Edgar Alves da Silva, comentou sobre o programa Portas Abertas, iniciativa de ensino de português para imigrantes idealizada no começo desse ano e realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC). “O programa Portas Abertas – Português para Imigrantes foi pensado para integrar as pessoas no cotidiano por meio do uso da língua portuguesa. Esse programa tem muitas chances de continuar e ser expandido na cidade”, revela Edgar.

Jornalista e Mestre em Ciências Políticas (USP), Natália Suzuki atualmente coordena o projeto “Escravo nem Pensar!”, um programa de Educação da ONG Repórter Brasil que aborda em unidades da RME o tema da imigração e a prevenção do trabalho escravo. Natália discorreu sobre o tema e promoveu a exibição do vídeo “Escravo nem Pensar”.

Dando continuidade às apresentações, o Professor Osvaldo Alves Brito relatou a sua participação no projeto Portas Abertas na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Fábio da Silva Prado, da Diretoria Regional de Educação (DRE) Penha. “Abrimos duas turmas, uma no período da noite e a outra à tarde. Temos dois grupos maioritários – sírios e colombianos. O maior desafio foi integrar esses grupos tão diferentes. Ao pensarmos em situações de integração para ambos os grupos, encontramos o caminho da culinária. Para mim, o mais gratificante é que a escola pública realmente abriu as portas para todas as pessoas de qualquer origem, gênero e etnia”, afirma Osvaldo.

A palestrante Kyoko Yanaguida Nakagawa prosseguiu com uma explanação sobre o projeto Kaeru, programa que busca a inclusão escolar e social dos filhos dos decasséguis retornados do Japão.

O encerramento das atividades no período da manhã ficou por conta de uma palestra de Antônio Andrade sobre os aspectos culturais da Bolívia e a apresentação cultural do grupo Bolívia Cultural e Kollasuyo Maya. A palestra e a apresentação podem ser conferidas neste link.
No período da tarde, as apresentações tiveram início com o relato de Márcia Kay sobre o projeto Olhares Cruzados sobre a diversidade de São Paulo.
Dando continuidade à temática de projetos, Ana Carolina Prado Alonso apresentou ao público informações sobre o desenvolvimento do projeto “Cidadãs do Mundo, Crianças Refugiadas”.

Em seguida, o Professor Cláudio Marques, da EMEF Infante Dom Henrique e da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Carolina de Jesus, relatou algumas atividades desenvolvidas nestas unidades com a temática dos imigrantes.

A professora de história da EMEF Infante Dom Henrique, Rosely Marchetti Honório, finalista no prêmio Educador Nota 10, apresentou ao público algumas práticas do projeto “O migrante mora em minha casa”.

As apresentações do período da tarde foram mediadas pelo representante da SME, Luiz Fernando de Lourdes.

O encerramento do evento contou com a apresentação artística de Lilibell Torrejón e o coletivo “Se busca uma banda”.

Confira a galeria de fotos

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