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Programa Ver e Aprender entrega mais de 66 mil óculos a estudantes da rede municipal de São Paulo

O Programa contempla triagem, consulta, entrega de óculos e acompanhamento especializado, inclusive procedimentos cirúrgicos

Publicado em: 14/05/2026 16h06 | Atualizado em: 14/05/2026
Menina de óculos. Ao fundo, prateleira com livros.

A Secretaria Municipal de Educação (SME) apresentou nesta quinta-feira (14), os resultados do Programa Avança Saúde Escolar – Oftalmologia, considerado o maior projeto de saúde visual já realizado nas escolas da capital paulista. Desde novembro de 2023 até abril deste ano, a iniciativa contabilizou mais de 300 mil atendimentos, 82 mil consultas oftalmológicas e a entrega gratuita de mais de 70 mil óculos a estudantes da rede municipal.

No evento, foi anunciada a expansão da iniciativa para os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), dos Centros Integrados de Educação de Jovens e Adultos (CIEJA) e do Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos (MOVA). A Prefeitura também anunciou a continuidade da iniciativa em uma nova fase, denominada “Ver e Aprender”, previsto para ocorrer em formato intercalado, conforme recomendação médica.

O investimento previsto na 1ª fase para atender 562 unidades educacionais foi de aproximadamente R$ 30 milhões. Posteriormente, o programa recebeu um aditamento contratual de R$ 12 milhões para ampliar o atendimento as novas escolas inauguradas e as unidades municipalizadas entre o final de 2023 e o início de 2026 totalizando 620 escolas contempladas.

O programa atende alunos de 6 a 17 anos matriculados no Ensino Fundamental e Médio, oferecendo gratuitamente a triagem, consultas oftalmológicas, exames especializados, entrega de óculos e acompanhamento médico, incluindo procedimentos cirúrgicos quando necessários.

Durante os atendimentos, os estudantes passam por avaliação completa da saúde ocular. Aqueles que recebem prescrição para uso de óculos podem escolher a armação com o apoio de técnicos especializados, responsáveis pelas medições e pela adaptação adequada ao rosto de cada aluno.

A expectativa inicial era de que cerca de 20% dos estudantes avaliados necessitassem de correção visual ou atendimento especializado. No entanto, os dados apontaram uma taxa superior a 30%, apontando um número significativamente maior de crianças e adolescentes com problemas de visão.

Além das dificuldades com a visão, a iniciativa também identificou situações mais complexas, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento especializado no ambiente escolar.

A cerimônia de apresentação dos resultados aconteceu no auditório da Prefeitura de São Paulo e reuniu representantes das secretarias envolvidas, parceiros institucionais e equipes responsáveis pela execução do projeto. O programa é uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação, a Secretaria Municipal da Saúde e o Instituto Suel Abujamra.

Impacto nas escolas

Na EMEF Dalila de Andrade Costa, da DRE Freguesia, a ação realizada em março de 2026 resultou em 111 prescrições de óculos e 13 encaminhamentos para especialistas. A escola destacou casos de estudantes com graves problemas visuais, incluindo irmãos gêmeos, um deles já com perda significativa da visão.

Segundo relatos dos professores da unidade, muitos estudantes apresentaram melhoras significativas no desempenho escolar após receberem os óculos, especialmente estudantes dos 2º anos do Ensino Fundamental. A percepção positiva também foi compartilhada pelas famílias e pelos próprios estudantes, reforçando o impacto da iniciativa na inclusão e no desenvolvimento educacional.

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