Notícias
EMEF Duque de Caxias faz da rua uma extensão da sala de aula
Moradia, ocupações e a questão da água no Glicério foram tema da aula aberta
Publicado em: 03/05/2019 14h35 | Atualizado em: 04/05/2021
Foto: Tiago Reivax
Estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Duque de Caxias, situada no bairro do Glicério, na zona central da cidade de São Paulo, participaram da aula pública “Moradia, ocupações e a questão da água no Glicério”. O Projeto Aula Pública incentiva que alunos se apropriem do bairro onde vivem e aprendam a partir da interação com os espaços públicos e a comunidade.
A ação foi coordenada pelo Professor de Geografia, Paulo Roberto Magalhães, e envolveu estudantes do 4º e do 9º ano do Ensino Fundamental. Nesta aula também esteve presente Sergio Tulio Caldas, autor de “Água – Precisamos falar sobre isso”, “Terra sob pressão – a vida na era do aquecimento global” e “Com os Pés na África”, livro premiado no Jabuti 2017. O escritor falou sobre a importância da moradia, de organização e preservação dos espaços, além de explanar sobre os rios da cidade e a questão da água no Glicério.

Foto: Tiago Reivax
Os 4º anos possuem uma aula semanal de Geografia com o professor Paulo. Elas são compartilhadas com as professoras Thatiana Bocci, Joyce Santos, Fabiana Castro e Tatiana Ribeiro. A ida às ruas é um desdobramento destas aulas dentro da sequencia de atividades que trata de Projeção Cartográfica, no qual os estudantes construíram planta baixa da escola com as dimensões reduzidas. A escola, a sala de aula e as casas onde vivem são redimensionadas para estimular a melhor percepção e respeito dos espaços privados, compartilhados e públicos.

Foto: Tiago Reivax
Os estudantes do 9º ano participaram da aula como auxiliares do professor de Geografia contando sobre as curiosidades do Glicério. A maior parte destes estudantes participam de aulas públicas com geógrafo desde o 6ºano e já possuem bastante intimidade com os assuntos do bairro.
O professor Paulo conta que as aulas públicas resultam do seu desejo de que os estudantes entendam os conteúdos que ele ensinava de uma forma diferenciada. “O projeto começou a partir da preocupação de que meus alunos ocupassem não só o entorno da escola, mas também do bairro, que é o Glicério, violento e totalmente diferente de outros da cidade”, diz Paulo.
A escola onde o professor trabalha tem uma peculiaridade: há muitos alunos imigrantes e refugiados, característica que faz com que os conhecimentos sobre urbanização, geografia e vida em sociedade se tornem cada vez mais latentes, necessários e as aulas muito mais ricas. Na unidade há estudantes da Bolívia, Haiti, Marrocos, República Dominicana, Colômbia e Síria, entre outros países.

Foto: Tiago Reivax
Notícias Mais Recentes
Educomunicação
Imprensa Jovem faz cobertura da Bienal do Livro
Secretaria Municipal de Educação
Programa EntreNós reúne diretores para discutir clima e convivência escolar
Diretoria Regional de Educação Butantã
Profissionais da Rede Municipal podem participar da construção da Política de Formação
Secretaria Municipal de Educação
Pesquisa rende Prêmio Intelectualidade Amefricana a diretora da Rede Municipal
Secretaria Municipal de Educação
SME realiza Jornada de Educação Bilíngue de Surdos
Secretaria Municipal de Educação
SME participa de seminário sobre o livro como política pública
Relacionadas
CEU Jardim Paulistano reúne mães em ação do Programa São Paulo Carinhosa
Publicado em: 30/12/2015 11h06 - em CEU e COCEU
Coexista, um projeto ligado à Educação Humanitária
Publicado em: 30/12/2015 11h04 - em CEU e COCEU
Campanha Nacional de Erradicação de Doenças Negligenciadas: Tracoma, Hanseníase e Geohelmintíase
Publicado em: 30/12/2015 11h00 - em CEU e COCEU
Ana Estela Haddad parabeniza direção da DRE FO
Publicado em: 30/12/2015 10h59 - em Diretoria Regional de Educação Freguesia/Brasilândia
Cerca de 500 alunos se formam em curso da pós-graduação promovido em Polos da UAB
Publicado em: 30/12/2015 10h58 - em Saúde Escolar