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Educação étnico-racial na EMEF do CEU Butantã
Bate –papo teve como tema Afro-religiosidade e Educação
Publicado em: 16/11/2017 13h34 | Atualizado em: 30/11/2020
No sábado, 21 de outubro, durante a reunião pedagógica da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) do Centro Educacional Unificado (CEU) BUTANTÃ, ocorreu a primeira roda de conversa sobre Afro-religiosidade e Educação que contou com a participação da Iyalorixá (sacerdotisa de candomblé) Ominodô de Ologunedé, nome religioso da Auxiliar Técnico de Educação (ATE) Nádia Souza que conversou com os professores, equipes de apoio e gestão sobre o tema: “Como fazer para que desmistifiquemos o tabu da Religiosidade Afro Centrada na Educação?”.
Embasada nas Leis Nº 10.639/03, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas redes públicas e particulares da educação e Nº 11.645/08, que regulamenta a obrigatoriedade do Ensino da História e Cultura Afro-brasileira e Indígena em todos os níveis de ensino, a Iyalorixá, que também é formada em História, falou sobre as Tradições de Matrizes Africanas e as possibilidades de aprendizado e respeito por uma Educação para a tolerância.
Fora abordadas questões como: “Por que as religiões de matrizes africanas são tão perseguidas?” “Por que as roupas e o jeito de vestir incomodam tanto?” provocando no grupo a reflexão de que as garantias previstas por lei infelizmente são mascaradas, reforçando a realidade de uma estrutura racista. Em sua fala Ominodô enfatizou que descolonizar o currículo é também dar voz às culturas não hegemônicas e o respeito também é um direito de aprendizagem dos alunos.
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