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Sarau na EMEF Armando de Arruda Pereira
Atividade teve o objetivo de dar voz e propiciar o protagonismo aos alunos
Publicado em: 27/10/2016 15h59 | Atualizado em: 30/11/2020
A Escola Municipal de Educação Infantil (EMEF) Armando de Arruda Pereira promoveu, nos dias 11 e 13 de outubro, um sarau para os alunos dos períodos da manhã e tarde. Inspirado pelos saraus da Cooperifa e Sarau da Madrugada, o projeto começou a ser trabalhado nas atividades da Sala de Leitura da escola, em parceria com os professores de Língua Portuguesa e Matemática.
Segundo a professora Jaqueline Flores, organizadora do projeto, a ideia surgiu a partir das discussões realizadas nas formações de Professores Orientadores da Sala de Leitura (POSL). Ainda segundo Jaqueline, o sarau teve o objetivo de dar voz aos alunos, dando espaço para que eles lessem, recitassem, compartilhassem ideias e gostos literários, perdendo o medo de falar em público e desenvolvendo o gosto pela leitura. “Queríamos que eles percebessem que o sarau é um espaço democrático, onde todos falam e ouvem, respeitando o tempo e espaço de quem tem a coragem de falar ao microfone”, explicou a professora.
No dia 11, para os alunos do Ensino Fundamental II, o Sarau contou com a participação do poeta Rodrigo Ciríaco, coordenador do coletivo Mesquiteiros. À medida que este se apresentava, convidava os alunos da escola que queriam declamar poemas e que haviam se preparado, ou não, para isso. Também houve música, rap, funk, apresentação com copos, poemas clássicos, pensamentos de autoria dos alunos, poemas que trabalhamos nas aulas de leitura e poemas trazidos pelos alunos.
Ao final das duas horas e meia de apresentações e declamações, os alunos do nono ano distribuíram poemas curtos produzidos por eles mesmos nas atividades na sala de leitura. Os poemas fecharam o ciclo do processo iniciado com a escolha, passando pela digitação, recorte e preparação. Já no dia 13, o Sarau voltado para os alunos do Ensino Fundamental I também teve música, poemas, parlendas, discussões e apresentação da banda.
Para Jaqueline, a atividade foi aprovada por alunos e professores. “A primeira vez que juntamos toda escola no pátio para ouvir e falar poesia. Não houve conflitos, estranhamento, muito menos quem não gostasse”, comemorou. A professora conta que o aumento do interesse dos alunos pela leitura foi imediato. “Agora os alunos vêm à sala de leitura para perguntar se temos o livro de determinado poema que foi lido no Sarau por alguém. Quem ficou com vergonha de se apresentar ou não teve tempo, já quer se preparar para o próximo que acontecer”, relatou Jaqueline.
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