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Indígenas recebem alunos da EMEF João Domingues Sampaio
A visita aconteceu na Semana Cultural Guarani, no dia em que se celebra a alimentação tradicional na aldeia Tekoa Pyau
Publicado em: 10/05/2016 14h30 | Atualizado em: 30/11/2020
Os alunos participantes da equipe de Imprensa Jovem da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) João Domingues Sampaio tiveram a oportunidade, no mês de abril, de visitar a aldeia indígena Tekoa Pyau. A visita aconteceu na Semana Cultural Guarani, no dia em que se celebra a alimentação tradicional no povoado.
A Coordenadora Pedagógica, Elisângela Janoni, conta que a oportunidade da visita à aldeia surgiu com o convite da Secretaria Municipal de Educação e que combinou com ações que já estavam ocorrendo na unidade, como no projeto de cultura popular, cultivo de ervas medicinais e o trabalho com lendas indígenas desenvolvidos nas aulas de História dos 6ºs anos com a professora Edna Maria Marino. A partir daí, a decisão foi que cinco alunos da turma de Imprensa Jovem da EMEF, coordenados pela professora Silene Bexiga, representassem os demais alunos na visita e que, na volta, multiplicassem as imagens e os conhecimentos apreendidos com os demais alunos.
O passeio contemplou o reconhecimento do território da aldeia, que fica na região do Pico do Jaraguá, a cerca de 30 quilômetros do centro da capital paulista, a observação do preparo de alimentos e bijuterias tradicionais da cultura Guarani, além de uma oficina de pintura corporal indígena, apresentação de coral e palestra com o pajé da aldeia, José Fernandes, que falou sobre a importância de difundir a cultura Guarani a todos que ainda não a conhecem.

A turma entrevistou o diretor cultural da aldeia Pedro Macena, que falou sobre algumas peculiaridades da cultura indígena e do problema da contaminação das águas dos rios que correm próximo à aldeia. Conforme a cultura Guarani, Macena ressalta que partir do momento que o homem interfere nos elementos da natureza de forma negativa eles perdem o seu espírito guardião, dado pelo “nhanderú”, espécie de Deus criador. “E agora? Como será possível devolver o espírito às águas?”, questiona o diretor cultural.
Os alunos ficaram encantados com tudo o que viram e ouviram na aldeia. Eles não imaginavam que poderia existir uma aldeia indígena dentro da cidade de São Paulo. Participaram de brincadeiras junto às crianças de lá, pega-pega e duro ou mole fizeram parte das atividades recreativas daquela manhã.
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