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EMEI Parque Bologne ganha grafite em homenagem à ganhadora do Educador Nota 10

A professora Renata Moura vencedora com o projeto “Pra ver se me enxergo” trouxe mais uma etapa deste trabalho pedagógico, desta vez, em parceria com o grafiteiro Michel Onguer

Publicado em: 17/12/2025 11h30 | Atualizado em: 26/12/2025
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A EMEI Parque Bologne, da DRE Campo Limpo, ganhou novas cores, significados e histórias por meio de um grafite especial que celebra o trabalho da professora Renata Moura, ganhadora do Prêmio Educador Nota 10. A arte foi realizada em parceria com o grafiteiro e artista plástico Michel Onguer e integra o projeto pedagógico “Pra ver se me enxergo!”, desenvolvido pela professora com as crianças da unidade, e reforça o compromisso da escola com uma educação antirracista, territorial e afetiva. 

“Convidamos o Michel e ele topou ensinar as crianças na oficina de grafite. Durante a atividade, as crianças prepararam uma mesa de café da manhã, escreveram cartas de agradecimento e realizamos uma roda de conversa com ele. Além disso, homenageamos o Curió, que também é um artista do território”, explica a professora Renata. 

Durante o desenvolvimento do projeto, as crianças se envolveram intensamente nas propostas, valorizando suas raízes, reconhecendo-se enquanto sujeitos e ampliando o debate sobre racismo e discriminação.  

O projeto teve como objetivo apresentar às crianças personalidades negras de diferentes contextos, mas por meio de suas produções artísticas, fotográficas, musicais e literárias, valorizam a periferia e a diversidade da população brasileira. 

Aprendendo Grafite com Michel  

A vivência “Aprendendo Grafite com Michel”, foi conduzida pelo artista visual e grafiteiro Michel Onguer, morador e atuante no território do Jardim Ângela e região. Reconhecido por revitalizar vielas, muros e escadões da zona sul de São Paulo, Michel retrata em suas obras o cotidiano da periferia, a ancestralidade, a infância e o protagonismo do povo negro. 

Antes da proposta, as crianças pesquisaram sobre a vida e a obra do artista, assistiram a vídeos, analisaram grafites do bairro e participaram da construção dos desenhos que seriam reproduzidos no muro da escola. Também aprenderam sobre os processos necessários para a realização da intervenção, como o pedido de autorização, a escolha do local e a elaboração de perguntas para o artista. 

Na etapa prática, os pequenos experimentaram técnicas do grafite com o auxílio de sprays, tintas e pincéis. Pouco a pouco, o espaço da escola foi sendo transformado por cores, símbolos e expressões que representam diversidade, alegria e pertencimento. 

“Essa experiência marcou as crianças, que puderam conhecer de perto um artista do território. Além disso, vê-las perceber que suas histórias, identidades e sonhos também podem ocupar os muros, a arte e o mundo. Isso me deixa muito orgulhosa e convicta de que o projeto “Pra ver se me enxergo!” vem cumprindo o seu propósito: permitir que as crianças se enxerguem, se projetem e se reconheçam com orgulho”, emociona-se Renata. 

Confira mais registros da vivência:

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