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EMEF Profº Josué de Castro desenvolve Projeto de Educação Inclusiva e Tecnologia Assistiva
Colaboração dos alunos e do professor criaram solução inovadora que promoveu a inclusão e a autonomia dos estudantes com e sem deficiência
Publicado em: 11/12/2024 14h38 | Atualizado em: 11/12/2024
Crédito:Juliana Oli • Fotógrafa
Os estudantes do 9º ano da EMEF Profº Josué de Castro, em parceria com o Professor Pedro Pereira, do Laboratório de Educação Digital (LED), desenvolveram um projeto que integra tecnologia assistiva, educação inclusiva e programação, com o objetivo de unir o uso de tecnologias acessíveis à criação de ferramentas de apoio, proporcionando maior inclusão e autonomia para alunos com e sem deficiência. A iniciativa permitiu que os estudantes com deficiência pudessem participar de forma plena e igualitária no processo de aprendizagem, facilitando a comunicação, o acesso à informação e a interação com o conteúdo.
Durante as aulas no Laboratório de Educação Digital (LED), um espaço dedicado à experimentação e inovação tecnológica da escola, o grupo de estudantes criou três jogos utilizando a plataforma Pictoblox, uma linguagem de programação visual baseada no Scratch, voltada para iniciantes. Esses jogos foram projetados para reconhecer movimentos faciais por meio da webcam, oferecendo uma forma alternativa de interação, para os alunos que não podem utilizar as mãos. Com essa tecnologia, o movimento do rosto é capturado e transformado em comandos dentro do jogo, permitindo que os estudantes controlem a ação de maneira intuitiva.
Além disso, foi desenvolvida uma adaptação com um pedal conectado à placa Micro:bit, que possibilitou uma estudante do 6º ano, com limitações nos movimentos dos membros superiores, interagir com os jogos. Com isso, a estudante pode participar das atividades e interagir com os seus colegas.
O impacto do projeto foi imediato e altamente positivo. A estudante com limitações motoras, que anteriormente tinha dificuldades para interagir com jogos digitais e outras atividades que exigem movimentos manuais, agora consegue jogar de forma independente, compartilhando a experiência com seus colegas e aumentando sua confiança e autonomia. A interação com os jogos e a adaptação do pedal também promoveram um ambiente de aprendizado mais inclusivo, em que todos os alunos tiveram as mesmas oportunidades de participação.
O projeto não apenas estimulou a colaboração entre estudantes ,mas também proporcionou uma experiência prática de como a tecnologia assistiva pode melhorar a vida escolar dos estudantes. Além disso, contribuiu para a criação de um ambiente mais acolhedor e reforçou a importância da educação inclusiva, que reconhece e integra as diferentes necessidades de cada estudante.
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