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Crianças de CEI fazem autorretratos com tampinha, garrafas, botões e elementos da natureza
Projeto do CEI Jardim Shangri-lá ajudou a desenvolver o autoconhecimento dos estudantes a partir da arte
Publicado em: 01/03/2023 16h09 | Atualizado em: 01/03/2023
Ao observar que as crianças apreciam materiais diversificados e usam sua imaginação e criatividade para construir narrativas, o Centro de Educação Infantil (CEI) Jardim Shangri-lá desenvolveu, com as turmas do Minigrupo I C e II B, um projeto onde elas fizeram autorretratos com materiais que fazem parte do cotidiano.
A ação faz parte do projeto “Autorretrato: como me vejo?”, que possibilita, entre outras habilidades, o conhecimento de sua identidade. Cada criança retratou sua imagem da maneira que se enxerga, usando objetos presentes na rotina, como tampinha, garrafas, caixas, botões, massinha, cds, entre outros. Ainda foram ofertados elementos da natureza, como folhas, galhos, pedras, terra e argila.
Antes de chegar na etapa dos retratos as professoras apresentaram, aos pequenos, artistas como Hanoch Piven, que criava rostos com itens do dia a dia; Frans Krajcberg, que utilizava em suas obras materiais da natureza; e Joan Miró, que criou sua própria linguagem artística. Em seguida, mostraram alguns dos objetos que seriam utilizados, para explorar a imaginação da turma. Então, cada um recebeu sua foto para reproduzir, primeiramente em um desenho comum e depois com colagem dos objetos, montando um rosto.
Além do autorretrato, as crianças desenharam o rosto dos colegas, através de um plástico transparente que foi colocado na frente da face. Também exploraram moldar esculturas com argila, pintura e ornamentação dos galhos e colagem dos materiais que cada um escolheu para fazer um rosto, que podia ser o próprio, o do colega, ou um imaginário.
“A reação das crianças foi a melhor possível, eles têm um encantamento, uma leveza e a gente pode perceber que as atividades auxiliam na construção e reconhecimento da própria imagem, sua identidade, além do reconhecimento do outro. Elas também puderam apreciar outras possibilidades de criação”, disse Benedita Machado de Mello, diretora do CEI.
O projeto possibilitou aos pequenos uma exploração sensorial, da imaginação e proporcionou a expressão de suas emoções. Também foi observado pelas professoras regentes da ação que essas crianças aprenderam a solucionar problemas e desenvolveram a autoestima, já que percebiam as habilidades que estavam adquirindo aos poucos, ganhando confiança para realizarem atividades sozinhas.
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