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Estudantes da rede municipal conquistam 1º e 2º lugar em Concurso Nacional de Literatura Surda 

Produções em Libras de alunos da EMEBS Helen Keller se destacam em iniciativa da UFPel e do MEC 

Publicado em: 10/04/2026 10h00 | Atualizado em: 10/04/2026

Imagem composta por duas fotografias. No quadrante à direita, um menino se expressa em Libras em um palco com telão ao fundo; no quadrante à direita, uma menina se expressa em Libras, ao fundo prateleiras de livros.Estudantes da Rede Municipal de Ensino de São Paulo conquistaram o 1º e o 2º lugar na categoria Ensino Médio do Primeiro Concurso Nacional de Literatura Surda, realizado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em parceria com o Ministério da Educação (MEC). 

Gabriel Ferreira Mota, do 3º ano, ficou em primeiro lugar com a obra “De volta ao meu sonho de ser surdo”, assista aqui. Já Julia Dias dos Santos Silva, também concluinte do Ensino Médio em 2025, conquistou o segundo lugar com o trabalho “Poder de cheiro ser resistência”, veja aqui. Ambos são estudantes da Escola Municipal de Educação Bilíngue para Surdos (EMEBS) Helen Keller, da Diretoria regional de Educação (DRE) Ipiranga. 

A premiação será realizada nesta sexta-feira (10) durante o 1º Festival Nacional de Sinalizartes, na cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul, evento que reúne artistas de diferentes regiões do Brasil e marca a culminância do concurso. O estudante Gabriel e o professor Danilo estão em Pelotas para receber o reconhecimento.  

Literatura Surda (1)

As produções foram desenvolvidas ao longo de 2025, sob orientação do professor de Libras Danilo Nascimento de Oliveira, como parte de um projeto pedagógico voltado à Literatura Surda. A iniciativa teve como objetivo incentivar a autoria em Libras e fortalecer a expressão artística e cultural dos estudantes. 

Projeto pedagógico valoriza literatura em Libras 

A Literatura Surda é produzida em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e envolve diferentes gêneros, como narrativas, poesias e drama. Ela se integra à literatura visual e à língua de sinais, entendendo a surdez como a presença de uma identidade cultural e linguística. 

Na EMEBS Helen Keller, o projeto desenvolvido ao longo de cinco meses promoveu oficinas, atividades colaborativas e produções autorais em Libras, incentivando os estudantes a criarem suas próprias obras literárias. 

O resultado evidencia o impacto do trabalho pedagógico desenvolvido pela unidade e reforça o compromisso da Rede Municipal com uma educação bilíngue, inclusiva e centrada no protagonismo estudantil. 

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