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Mais de 3 mil profissionais participam de formação para apoiar o público da Educação Especial 

A iniciativa aconteceu em janeiro de 2026 e formou Auxiliares de Vida Escolar (AVEs), supervisores técnicos fisioteraputas, terapeutas ocupacionais  e membros do Núcleo Multidisciplinar que fazem parte do Projeto REDE

Publicado em: 10/02/2026 17h20 | Atualizado em: 10/02/2026
Fotografia de um auditório lotado com inúmeras pessoas sentadas.

A Secretaria Municipal de Educação (SME), por meio da Coordenadoria Pedagógica (COPED) e os Centros de Formação e Acompanhamento à Inclusão  (CEFAI), em parceria com a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), realizou a formação de Educação Continuada para Auxiliares de Vida Escolar (AVEs). 

A ação mobilizou mais de 3 mil profissionais, incluindo AVEs, supervisores técnicos (fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais) e membros do Núcleo Multidisciplinar, como psicólogos, assistentes sociais e fonoaudiólogos. Esses profissionais fazem parte do Projeto Rede, composto por três eixos de atuação articulados à SME e DRE. 

A iniciativa integra as metas de SME/COPED/DIEE para promover a formação inicial e continuada para atuação nos serviços de apoio da educação especial da Rede Municipal de Ensino no atendimento a crianças e estudantes com deficiência e/ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) que não apresentam autonomia para a locomoção, alimentação e higiene e/ou que necessitam de apoio intensivo na comunicação verbal e não verbal, bem como na regulação do comportamento e interação social, regularmente matriculados na Rede Municipal de Ensino.

O curso foi realizado em formato híbrido, com atividades síncronas e encontro presencial com as equipes dos Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão (CEFAI) das 13 Diretorias Regionais de Educação (DREs) e a equipe de profissionais do Projeto Rede. Ao todo, a formação teve carga horária de 52 horas.

Um dos principais diferenciais da formação foi a reafirmação da visão social da deficiência, estabelecido pela Instrução Normativa SME nº 14/2025. A proposta rompe com a noção de que o “problema” está na criança/estudante, e passa a concentrar esforços na eliminação de barreiras físicas, comunicacionais e atitudinais. 

Além disso, o enfoque está na acessibilidade curricular para garantir que crianças e estudantes com deficiência e Transtorno do Espectro Autista (TEA) tenham participação plena,  autônoma e efetiva no cotidiano escolar.

Conheça os eixos temáticos

Os eixos temáticos abordaram aspectos centrais da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Entre os temas trabalhados, estão:

  • Ética e Sigilo: reflexões sobre postura profissional, limites de atuação e a importância de manter o sigilo sobre dados sensíveis dos estudantes;
  • Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA): estratégias para apoiar crianças e estudantes com comprometimento na fala, visando o desenvolvimento da linguagem;
  • Alimentação e Disfagia: orientações sobre seletividade alimentar, manuseio de dietas via sonda e procedimentos de segurança em casos de engasgo, autonomia na alimentação;
  • Crises no TEA: identificação de gatilhos para a desorganização emocional e estratégias práticas para atuar de forma segura e respeitosa durante as crises;
  • Tecnologia Assistiva: uso correto de órteses, cadeiras de rodas, andadores e outros dispositivos de marcha para garantir a acessibilidade arquitetônica e motora;
  • Promoção de autonomia na higiene, desfralde e saúde bucal.

Compromisso institucional

A formação continuada, realizada nos períodos de recesso escolar em janeiro e julho, contribui para que o apoio oferecido nas unidades educacionais seja seguro, responsável e centrado no protagonismo das crianças e estudantes elegíveis para o serviço de apoio do Projeto REDE 

Conforme destaca a normativa vigente, a responsabilidade pela acessibilidade é institucional, assegurando que o direito à educação seja garantido de forma efetiva para todos.

Veja, abaixo, alguns momentos da formação:

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