Notícias

Professora trabalha culturas afro-brasileira e indígena para desconstruir estereótipos na Educação Infantil 

As práticas são permanentes na EMEI Professor Sebastião Sanches Martines fortalecem identidade, autoestima e protagonismo infantil

Publicado em: 25/05/2026 11h09 | Atualizado em: 28/05/2026
Sobre uma esteira de palha, estão dispostos elementos que remetem às culturas afro-brasileira e indígena, como bonecas de pano negras com roupas coloridas, instrumentos musicais, sementes, objetos artesanais e cartões com estampas geométricas em tons terrosos. Ao fundo, algumas bonecas estão acomodadas em um cesto de vime, compondo um ambiente educativo e cultural.

Na EMEI Professor Sebastião Sanches Martines, localizada no Parque São Lucas, o trabalho desenvolvido pela professora Maria de Fátima Barreto de Lima vem promovendo experiências que valorizam as culturas afro-brasileira e indígena na Educação Infantil, contribuindo para a construção de relações mais respeitosas e para a desconstrução de estereótipos entre as crianças. 

Atuando na Rede Municipal de Educação desde 2018, Maria de Fátima construiu sua trajetória profissional atuando em diferentes funções, como gestão, coordenação pedagógica e docência. O projeto nasceu a partir de reflexões e aprofundamentos realizados durante sua atuação na pandemia, especialmente com estudos dos documentos orientadores da Educação Infantil. 

“A partir dessas vivências, fortaleceu-se a compreensão da necessidade de práticas pedagógicas intencionais, permanentes e contextualizadas, capazes de promover a valorização das culturas afro-brasileira e indígena desde a infância”, explica. 

As ações acontecem semanalmente e são integradas ao planejamento pedagógico durante todo o ano letivo. Entre as propostas estão leitura de obras literárias com protagonismo negro e indígena, rodas de conversa, valorização de brincadeiras e elementos culturais, atividades de faz de conta, experiências estéticas, pinturas e a organização intencional dos espaços para garantir representatividade. 

Segundo a professora, os resultados podem ser percebidos nas interações cotidianas das crianças. “Observamos a ampliação do repertório cultural e mudanças importantes nas relações entre elas, que passam a demonstrar mais respeito às diferenças. Também percebemos o fortalecimento da identidade e da autoestima quando se reconhecem positivamente nas propostas e vivências.” 

O protagonismo infantil também se manifesta de forma espontânea nas falas e descobertas das crianças. Entre os momentos marcantes do projeto, Maria destaca a fala de uma criança após receber um penteado valorizando seus traços e sua origem: “Professora, meu cabelo também é bonito.” Outra descoberta compartilhada durante as atividades também chamou a atenção da docente: “Professora, pipoca é uma palavra de origem indígena, e eu gosto muito de pipoca”, relata. 

Mais recentemente, o impacto do trabalho ultrapassou a sala de aula. Uma estagiária que acompanhava a rotina da turma relatou ter se sentido inspirada pelas experiências vivenciadas, reconsiderando a decisão de deixar a área da educação. 

Para a professora, episódios como esses reforçam a potência das práticas educativas comprometidas com a valorização da diversidade. “As crianças demonstram pertencimento, autonomia e expressão em suas falas e atitudes, revelando como experiências significativas podem contribuir para a construção de identidades positivas desde a infância”, relata. 

Acompanhe as notícias da Rede Munipal de Ensino.

Notícias Mais Recentes

Relacionadas

Fotografia de um rapaz, dos olhos para baixo. Ele está escrevendo em uma agenda. Ao fundo há um computador portátil e uma planta desfocados.

IFSP recebe inscrições para especialização em Educação Profissional e Tecnológica

Publicado em: 21/06/2022 2h18 - em Secretaria Municipal de Educação

Junho Migrante - diversos retratos de crianças com a imagem de um mapa do mundo

SME promove o Junho Migrante com rodas de conversa sobre migração

Publicado em: 21/06/2022 12h16 - em Secretaria Municipal de Educação

Fotografia fragmentada mostra 3 pares de pés, todos com o pé esquerdo no chão e o direito pouco levantado. No tornozelo direito da pessoa que está no meio há uma tornozeleira para dança de origem indígena, as pessoas que estão nas extremidades têm uma tornozeleira feita de material reciclável.

SME reúne relatos de práticas pedagógicas sobre histórias e culturas indígenas

Publicado em: 20/06/2022 4h12 - em Secretaria Municipal de Educação

Sobre um fundo verde, um mapa da cidade de São Paulo e os dizeres: Curriculo da Cidade, Considerações do Conselho Municipal de Educação de São Paulo

Conselho Municipal emite parecer sobre o Currículo da Cidade

Publicado em: 15/06/2022 3h02 - em Conselho Municipal de Educação

Fotografia de um garoto adolescente sentado em uma escada e mexendo no celular

Estudantes participam do Projeto “Sou Adolescente, e agora?”

Publicado em: 15/06/2022 12h52 - em Secretaria Municipal de Educação

1 … 450 451 452 453 454 … 1.703