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Dança Coletiva une mais de cem estudantes na EMEF Capistrano de Abreu
Projeto de dança, iniciado em 2018, promove protagonismo juvenil, inclusão e fortalece vínculos entre estudantes e comunidade escolar
Publicado em: 27/08/2025 16h55 | Atualizado em: 27/08/2025
No último dia 20 de agosto, os estudantes da EMEF Capistrano de Abreu, localizada na Vila Itaim, em São Miguel Paulista, gravaram um vídeo especial. A produção marcou o encerramento do projeto Dança Coletiva na Escola (inspirada em FlashMob), que é tradição anual na unidade desde 2018.
O projeto contou com a participação de mais de cem estudantes, principalmente do 9º ano, que foram responsáveis pela criação da coreografia, escolha das músicas, planejamento dos movimentos, além de ensinar os passos para os colegas. Todo o processo foi acompanhado pela professora de Arte da escola, Joslane Reguini de Sousa.
A iniciativa busca valorizar o protagonismo juvenil, incentivando autonomia, criatividade e cooperação entre os estudantes. Ao mesmo tempo, o projeto fortalece a autoestima e o sentimento de pertencimento à escola. Segundo a professora Joslane, o sonho de unir música e dança nasceu de um pedido dos próprios estudantes e se transformou em uma atividade aguardada por todos a cada ano letivo.
Um dos pontos fortes do projeto é a inclusão, uma vez que estudantes com deficiência e com Transtorno do Espectro Autista (TEA) participam ativamente e encontram no espaço da dança uma forma de expressão e integração, criando um ambiente acolhedor e promovendo o respeito às diferenças.
A Dança Coletiva também tem inspiração na proposta da Educação para o Desenvolvimento Sustentável da Unesco, especialmente ligada ao objetivo de Paz, Justiça e Instituições Fortes. Para os alunos do 9º ano, a atividade faz parte do currículo de Arte, estimulando a reflexão crítica sobre temas contemporâneos e o trabalho em equipe.
A cada edição, o projeto cresce em alcance e significado dentro da escola. Desde o início do ano, os estudantes já perguntam se haverá a dança coletiva, mostrando o quanto a atividade se tornou parte da identidade da comunidade escolar.
Educadores e estudantes acreditam que a experiência pode servir de exemplo para outras escolas, levando a arte por meio da dança, e demonstrado que é possível transformar o ambiente escolar em um espaço mais inclusivo, afetivo e motivador para todos.
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