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Projeto com animais transforma e acolhe estudantes da EMEF Conde Luiz Eduardo Matarazzo

Iniciativa une arte, terapia e apoio de cães e gato para fortalecer a autoestima, inclusão e desenvolvimento emocional de estudantes

Publicado em: 19/11/2025 15h46 | Atualizado em: 19/11/2025
Projeto de arterapia tem ajudado a transformar a rotina e o acolhimento dos estudantes

Projeto de arterapia tem ajudado a transformar a rotina e o acolhimento dos estudantes

Às vezes, a força para recomeçar surge de onde menos esperamos: de um gesto de afeto, de um olhar silencioso ou até do companheirismo de um cão. Foi assim com a professora readaptada Andréa Roberta da Costa, da EMEF Conde Luiz Eduardo Matarazzo, da DRE Butantã, que transformou sua própria trajetória de superação em um projeto de arteterapia capaz de mudar a vida de muitos estudantes. 

Depois de sofrer um AVC em 2017 e passar sete meses afastada, Andréa retornou à escola ainda lidando com sequelas motoras. Nesse processo, contou com o apoio fundamental de Gael, um Golden Retriever que se tornou parte da sua reabilitação física e emocional, e o mascote da unidade. 

Além da questão da própria saúde à época, Andréa passou a acompanhar uma estudante cadeirante, reforçando o poder da arteterapia como ferramenta de inclusão. Desse vínculo, nasceu o projeto Arteterapia, desenvolvido há seis anos na unidade com turmas do 1º ao 9º ano. O cuidado que recebeu do animal logo encontrou um novo espaço: Gael acolhia espontaneamente a comunidade escolar. 

Hoje, as quintas-feiras da unidade são dedicadas a vivências que unem arte, afeto e acolhimento com o apoio do cão terapeuta, além de oficinas de crochê, jogos de rua e atendimentos individuais, sempre conectados ao Currículo Escolar. A iniciativa também cresceu junto com a “família de quatro patas”: além de Gael, passaram a participar Benício, um Yorkshire; Raika, da raça Spitz; e Dominic Toretto, um gato Maine Coon. Todos atuam como facilitadores nas atividades semanais, estimulando socialização, autoestima e segurança emocional entre os estudantes. 

“Os resultados são visíveis: crianças mais confiantes, participativas e emocionalmente acolhidas. A arteterapia cria um espaço seguro para que eles expressem sentimentos, compreendam conflitos internos e se reconheçam como protagonistas”, afirma a professora. 

Para a estudante Joyce Batista, 13 anos, da 8ªC, a iniciativa foi transformadora em sua vida. “Eu me sinto mais tranquila, cuidadosa com os outros e comigo mesma. Minha autoestima melhorou e isso me fez sentir que eu posso, sim, ser protagonista da minha história”, destaca. 

O que começou como um caminho pessoal de cura se tornou um projeto reconhecido pela comunidade escolar como exemplo de inovação, cuidado e humanidade. Uma iniciativa que fortalece vínculos, desperta potencialidades e mostra que, quando arte e afeto caminham juntos, vidas — humanas e caninas — são transformadas. 

Vale ressaltar que os animais são treinados, possuem laudo médico e autorização da Supervisão Escolar para a realização das atividades escolares, e são devidamente vacinados e vermifugados. 

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