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Estudantes da rede municipal constroem objetos com movimentos utilizando material reciclável

A 1ª Feira de Cultura Maker Robótica promovida pela EMEF Pedro Fukuyei expôs à comunidade 15 produções realizadas por mais de 100

Publicado em: 23/09/2019 11h27 | Atualizado em: 30/11/2020

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No último sábado (18), mais de 100 estudantes dos 9º anos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Pedro Fukuyei Yamaguchi Ferreira, da Diretoria Regional de Educação São Miguel, apresentaram suas produções na 1ª Feira de Cultura Maker Robótica promovida pela escola.

A iniciativa deste trabalho foi do Professor Orientador de Informática Educativa (POIE), Moisés Trindade, que desafiou os estudantes dos 6ºs e 9ºs anos por estarem no último ano dos seus respectivos ciclos de aprendizagem. Esta ação possibilitou a percepção do maior índice de aceitação por parte dos estudantes do ciclo autoral (7º ao 9º ano), encontrando o público-alvo ideal para o desenvolvimento deste projeto de forma significativa com as turmas dos 8ºs e 9ºs anos. A ação aconteceu entre os meses de abril e maio de 2019.

No início da proposta, o desafio apresentado aos estudantes deveria cumprir 3 pontos importantes: partir do plano para o espacial; produzir algo com movimento e utilizar o papelão como principal recurso na construção do objeto.

Após conversa, os estudantes tiveram aulas teóricas sobre aspectos históricos da cultura Maker e como ela está inserida no dia a dia da sociedade do século XXI, principalmente pelo uso da sigla DIY (Do It Yourself) traduzido para o português, “faça você mesmo”.

Em seguida, os estudantes foram desafiados a se organizarem em cinco grandes grupos para produção de pesquisas utilizando a plataforma online Youtube, com intuito de explorar formas de superar o desafio apresentado em uma construção utilizando os conceitos Maker e Robótica.

Posteriormente, as primeiras hipóteses de modelos a serem construídos foram apresentados, porém, com recursos distantes daqueles solicitados inicialmente. O objetivo nesta etapa era argumentar sobre a importância do computador e da internet como ferramenta para produção de conhecimento, estimulando-os a produzir um esboço do projeto.

Os estudantes questionaram quando e como seria realizada a produção, neste momento, foi apresentado modelos de construção e critérios a serem observados durante o processo, como período de aprendizagem e ajuste de expectativas.

A realização dos trabalhos foi organizada de duas formas, para os estudantes que optassem por desenvolver em sala de aula bastava trazer os materiais e ferramentas necessárias para produção do protótipo, outra possibilidade era a realização da construção do protótipo fora das aulas de informática educativa, neste caso, a turma deveria gravar um vídeo explicando a forma como construíram o projeto, demonstrando todo o processo. Boa parte dos grupos escolheu realizar os trabalhos nas aulas, sob a mediação do Professor Moisés auxiliando na resolução dos problemas junto com estudantes dos outros grupos.

O resultado final foi a produção de 15 objetos com movimentos não estruturados para robótica, criados a partir do papelão: roda gigante manual, carrossel, jogo pacman, mão mecânica, carrinho motorizado, carrinho movido a imã, ginastas, corrida dos carrinhos, robô bípede, robô Wally, roda gigante automatizada, roleta de pedra, papel e tesoura e vitrola por engrenagens. Todos os protótipos possuem movimento, exceto o robô Wally.

Para o Professor Moisés, foi perceptível em todos os estudantes a ideia do erro durante as etapas de criação como parte do processo de ensino e aprendizagem, mudando concepções e rompendo paradigmas.

Os estudantes do 9º ano relataram os benefícios desta proposta, afirmando que aprenderam a resolver os obstáculos encontrados no meio do caminho com uma visão mais ampla do processo.

A próxima ação acontece no sábado (25/5), na EMEF Pedro Fukuyei Yamaguchi Ferreira, a partir das 9h, na sala 3, com apresentação dos objetos construídos pelos estudantes dos 8º anos.

Cultura maker na Rede Municipal de Ensino – A cultura maker, também chamada de movimento maker, identificada e caracterizada nos Estados Unidos da América no início dos anos 2000 e conhecida como mão na massa, parte do princípio de que pessoas comuns realizam ações de forma individual ou coletiva com suas próprias mãos e buscam a solução de problemas ou a execução e viabilização de suas ideias e planos (ANDERSON, 2012).

De acordo com o Currículo da Cidade de São Paulo da área de Tecnologias para Aprendizagem do Ensino Fundamental, utilizar as potencialidades educativas da cultura maker nas escolas pode promover uma grande transformação no ensino de Tecnologias para Aprendizagem, além de estimular a criatividade, a colaboração e a autonomia (página 76).

Rua: Faveira do mato, 600.

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