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EMEF Sócrates Brasileiro fica em terceiro lugar no Prêmio Paulo Freire
Escola foi condecorada pelo projeto “Democracia se constrói nas Escolas e no Território, consciência política e participação"
Publicado em: 22/11/2016 15h00 | Atualizado em: 30/11/2020
No dia 19 de setembro, em cerimônia na Câmara Municipal de São Paulo, as unidades escolares da Rede Municipal de Ensino foram homenageadas pela Comissão Julgadora do Prêmio Paulo Freire de Qualidade de Ensino.
Em sua 11ª edição, foram premiados três projetos de escolas, dentre os 114 enviados para avaliação. Em terceiro lugar ficou a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Sócrates Brasileiro Sampaio de Sousa Vieira de Oliveira, pertencente à Diretoria Regional de Educação (DRE) Campo Limpo, pelo projeto “Democracia se constrói nas Escolas e no Território, consciência política e participação”.
O projeto interdisciplinar, que englobou o Fundamental I e II (1° ao 9° ano) da EMEF, além da turma da Educação de Jovens e Adultos (EJA), tinha como objetivo criar um processo de reflexão na unidade escolar sobre o cenário atual da política. “Esse trabalho faz parte do processo de politização que toda escola deve ter, estabelecendo um pensamento crítico, que reflete sobre a realidade em que se vive”, relata a Diretora da Escola, Solange Aparecida Cabrito de Amorim.
Durante os quatro meses de duração, entre março e junho deste ano, Solange conta que o projeto utilizou de exibições de filmes e documentários, palestras, aulas abertas, rodas de conversa e leituras dentro da temática da política para que, assim, incentivasse os seus alunos a produzirem materiais que ilustrassem todo o seu desenvolvimento crítico dentro do projeto. Um dos resultados apresentados pelos alunos foi uma exposição com reflexões sobre o período da Ditadura Militar.
Demanda dos alunos – A ideia de debater política dentro do ambiente escolar veio de uma necessidade sentida pelos alunos. “Nós tínhamos várias situações em que os alunos queriam discutir sobre a polarização da política, se era impeachment ou golpe, a participação da mídia nas coberturas, e queríamos dar voz a eles”, diz Solange. A Diretora ainda afirma que, com os temas abertos à discussão na sala de aula, e os alunos mais livres para opinar, muitas reflexões sobre a democracia que se tem hoje puderam ser levantadas, assim como a posição da periferia nesse cenário.
Como resultado do projeto de discussão política, a EMEF passou, por meio dos trabalhos expostos e desenvolvidos pelos alunos, a consolidar sua identidade. “O projeto tem a ver com a identidade escolar que a gente está construindo. Tem a ver com o Projeto Político Pedagógico, que procura abranger uma participação a todos. A gente quer criar uma consciência política com o nosso currículo”, completou Solange.
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