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Programa de Apoio Pedagógico promove protagonismo estudantil na EMEF Conde Luiz Eduardo Matarazzo

Mini projetos para cada turma aumentaram a frequência dos estudantes e motivaram escolas da DRE Butantã

Publicado em: 05/07/2024 17h22 | Atualizado em: 05/07/2024
Um mulher posa para foto com três crianças, um menino com uma blusa vermelha e duas meninas com blusas pretas

Professora Mônica e estudantes do Programa de Apoio Pedagógico (PAP)

As aulas de Recuperação Paralela do Programa de Apoio Pedagógico (PAP) na EMEF Conde Luiz Eduardo Matarazzo passaram por uma mudança com as atividades da professora Mônica Zonta, que trouxeram um ambiente de protagonismo e participação ativa. 

Os mini projetos, com particularidades para cada turma do Ensino Fundamental, surgiram com o objetivo de despertar um maior interesse nos estudantes para o PAP e consequentemente reduzir as faltas. As atividades seguem temas que dialogam tanto com os gostos particulares de cada estudante, quanto com o momento e conteúdo a ser aprendido e relacionado.

No caso dos estudantes do terceiro ano do Ensino Fundamental, que ainda estão no Ciclo de Alfabetização, as brincadeiras ainda são algo muito presente na vida das crianças. Pensando nisso, a professora desenvolveu uma atividade complementar chamada “Ler para Brincar” antes mesmo do PAP começar, consistindo em uma série de brincadeiras que posteriormente seriam relacionadas com o conteúdo desenvolvido em sala de aula. 

Com os quartos anos, a professora identificou uma inclinação dos estudantes para questões relacionadas à educação ambiental e desenvolveu o “Ler para Semear”, em que a turma participou de uma oficina na horta da escola e preparou um berçário com plantas na própria sala e relacionou o plantio com o conteúdo por meio de estudos de fichas técnicas e resolução de situações problema. 

Nos quintos anos, após verificar o interesse dos estudantes em alimentação, foi desenvolvido um projeto chamado “Ler para se Deliciar” onde os estudantes votam em uma receita de um alimento a ser produzido. Com base nisso, a turma elabora um texto instrucional em forma de receita e trabalha com hipóteses, além de situações problema envolvendo matemática, com quantidades de porções servidas e divisão de ingredientes, por exemplo. Em um determinado momento, o pessoal vai para a cozinha da escola colocar a mão na massa para preparar as receitas e se deliciar.

Com os estudantes do 6º ano em diante, que contam com uma maior resistência em participar do PAP, o foco é no protagonismo da turma. Os estudantes escolhem os seus temas de interesse a serem trabalhados ao longo dos anos e a professora prepara um cronograma para relacionar com os objetivos do PAP e as escolhas dos próprios alunos. As ações resultaram em uma maior frequência dos estudantes em comparação com os anos anteriores. “A mudança foi evidente, os estudantes se sentem mais animados de participar, não vêem mais o PAP como algo chato e desanimado”, apontou a professora. 

A iniciativa chamou atenção das escolas do entorno e da Diretoria Regional de Educação (DRE) do Butantã, que separaram um dia de formação para visitar a unidade e aprender um pouco sobre os temas trabalhados em sala com os próprios estudantes. As turmas preparam oficinas de culinária, skincare (limpeza da pele) e crochê com as professoras das Escolas Municipais de Ensino Fundamental (EMEFs) do território da DRE. 

O dia seguiu uma prática itinerante da DRE Butantã de levar as formações mensais do PAP para os espaços das próprias escolas. “É uma prática muito boa, porque permite seguir as orientações passadas pela SME e ao mesmo tempo abrir um espaço para conhecer os espaços e ouvir as vivências de cada escola”, apontou a formadora da Divisão Pedagógica da DRE, Ana Marília.

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