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Mulheres são maioria na Educação Paulistana

Conheça a história de mulheres que fazem parte da educação municipal

Publicado em: 08/03/2020 8h00 | Atualizado em: 30/11/2020
Imagem com fundo lilás, e ao lado direito uma silhueta de um rosto de uma mulher, e ao lado direito a escrita "Mulheres na educação paulistana".

Com intuito de dar visibilidade àquelas que de alguma forma colaboraram para que a educação paulistana fosse significativa e transformadora para os nossos estudantes, realizamos uma pesquisa em parceria com o Memorial da Educação Municipal (MEM) para apresentar a toda Rede de Ensino, mulheres que estiveram à frente da Secretaria Municipal de Educação (SME) de São Paulo e também algumas que tiveram seus nomes escolhidos para representar as nossas unidades educacionais.

A história da Educação em nosso país é marcada pela grande influência de mulheres que atuaram em defesa da educação nas mais diferentes áreas da sociedade, porém, todas alinhadas ao mesmo objetivo: defender o acesso de bebês, crianças, adolescentes, jovens e adultos a uma educação pública gratuita e de qualidade.

De acordo com o Centro de Informações Educacionais (CIEDU), na Cidade de São Paulo, temos aproximadamente 80 mil servidores atuando na educação, destes, mais de 65 mil são mulheres, enquanto 13 mil são homens, ou seja, 83% do número total são mulheres atuam diariamente para a população da maior metrópole da América Latina.

Outra pesquisa realizada no acervo histórico municipal apresenta oito Mulheres que estiveram à frente da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo no período de 1953 a 2016:

Helena Iraci Junqueira – Uma das pioneiras da profissão de Serviço Social. Participou do primeiro curso Ação Social em 1932 e que em 1936 se constituirá como o primeiro curso de Serviço Social no Brasil de influência belga por conta das irmãs Conegas de Santo Agostinho. Em 1936 foi a primeira vereadora por São Paulo. Uma das fundadoras da PUC São Paulo e do Curso de Serviço Social. Foi Secretária Municipal de Educação entre 1953 e 1954.

Guiomar Namo de Mello – Começou sua carreira como professora universitária na PUC-SP e no período de 1982 até 1985 foi Secretária da Educação da Cidade de São Paulo. Em 1986 foi eleita Deputada Estadual e, no Legislativo paulista, foi Presidente da Comissão de Educação coordenando a elaboração dos capítulos das áreas de políticas sociais e educação para a Constituição do Estado de São Paulo. Nesse mesmo período assessorou o Senador Mario Covas na liderança da Constituinte, nos assuntos relacionados com a educação na nova Constituição Federal.

Hebe Magalhães Castro de Tolosa – Foi Secretária Municipal de Educação da Cidade de São Paulo entre março e outubro de 1998.

Ângela Maria Oliveira Mello – Formou-se em Letras pela PUC-SP, tendo experiência em todos os estágios na administração do ensino municipal, principalmente na área de Recursos Humanos. Foi Secretária Municipal de Educação no ano 2000.

Eny Marisa Maia – Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo e foi Secretária Municipal da Educação da Cidade de São Paulo entre os anos de 2002 e 2003.

Maria Aparecida Perez – Graduada em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (1981) e doutorado em Educação pela Universidade de Siegen-Alemanha (2010). Coordenou a elaboração e implantação dos Centros Educacionais Unificados (CEUs) na cidade de São Paulo. Ocupou o cargo de Secretária Municipal de Educação da cidade de São Paulo de 2003 a 2004.

Célia Regina Guidon Falótico – Foi secretária Municipal de Educação da cidade de São Paulo no ano de 2012.

Nádia Campeão – Formada em engenharia agronômica pela ESALQ-USP, foi nomeada secretária de Esportes de São Paulo quando ajudou a oficializar a candidatura de São Paulo aos Jogos Olímpicos de Verão de 2012. Foi vice-prefeita e de junho a dezembro de 2016, foi Secretária Municipal de Educação da cidade de São Paulo.

Abaixo, segue um breve histórico de oito mulheres que tiveram seus nomes escolhidos para representar algumas unidades municipais:

Dinah Galvão (1936-1991) – Iniciou sua jornada da educação em 1963. Foi professora substituta, efetiva e coordenadora pedagógica. Construiu profundo conhecimento da educação através das licenciaturas, habilitações e cursos oferecidos pela Cidade de São Paulo por meio da SME, além do Bacharelado em Ciências Jurídicas e Sociais. Lutou contra o analfabetismo.

Anita Garibaldi (1821-1849) – Revolucionária catarinense conhecida por participar da Revolta dos Farrapos e da campanha de unificação da Itália.

Dorina de Gouvêa Nowill (1919-2010) – Atuou como professora, ativista, filantropa e pedagoga brasileira tendo sido responsável pela inclusão de deficientes visuais no país. Dorina era conhecida por muitos como a “dama da inclusão”.

Chiquinha Gonzaga (1847-1935) – Compositora, pianista e maestrina brasileira, a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil. Autora da primeira marchinha de carnaval “Ô Abre Alas”.

Cecília Meireles (1901-1964) – Poetisa, professora, jornalista e pintora brasileira. Foi a primeira voz feminina de grande expressão na literatura brasileira, com mais de 50 obras publicadas. Com 18 anos estreia na literatura com o livro “Espectros”.

Carolina Maria de Jesus – Autora brasileira, considerada uma das primeiras e mais destacadas escritoras negras do País (1914-1977). Ela é autora do livro best seller autobiográfico “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada”.

Helen Keller (1880-1968) – Escritora e ativista social norte-americana. Cega e surda formou-se em filosofia e lutou em defesa dos direitos sociais, em defesa das mulheres e das pessoas com deficiência. Foi a primeira pessoa cega e surda a entrar para uma instituição de ensino superior.

Cacilda Becker (1921-1969) – Atriz brasileira. Considerada uma das personalidades mais importantes da classe teatral brasileira e líder da categoria na primeira fase do Regime Militar de 1964.

Maria Montessori (1870-1952) – Pedagoga, pesquisadora e médica italiana, a criadora do “Método Montessori” que revolucionou o ensino na educação infantil.

Patrícia Rehder Galvão – Pagú (1910-1962) – Escritora, jornalista, produtora cultural e militante política brasileira. Foi a primeira mulher brasileira a ser presa política no século XX.

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