Notícias

EMEF Amorim Lima conquista 20 medalhas na Olimpíada Brasileira de Matemática

Unidade se destacou nas etapas estadual e nacional com trabalho pedagógico baseado em autonomia, investigação e integração entre áreas do conhecimento

Publicado em: 16/03/2026 11h03 | Atualizado em: 16/03/2026
Grupo de estudantes em uma sala de aula

Estudantes em visita pedagógica no Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP)

12 medalhas na etapa estadual, 8 na etapa nacional, duas premiações de professora, uma premiação na categoria “Escolas Públicas” e 12 menções honrosas. Esse foi o resultado da EMEF Desembargador Amorim Lima na 20ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). 

O desempenho expressivo reconhece um trabalho pedagógico consistente desenvolvido bom base no Projeto Político Pedagógico (PPP) da unidade, fundamentado na autonomia dos estudantes, no acompanhamento próximo dos professores e em uma abordagem que valoriza o raciocínio, a investigação e a construção gradual do conhecimento no componente de matemática. 

Para a professora de Matemática da EMEF, Lilian Ianishi, é fundamental que a disciplina deixe de ser percebida como um espaço de frustração e passe a ser compreendida como um processo de aprendizagem. “Errar faz parte da aprendizagem, e a superação dos desafios contribui diretamente para o aprendizado”, afirmou. A ideia de que “só quem tem talento aprende matemática” é substituída pela compreensão de que existem diferentes caminhos para aprender. 

O trabalho da professora Lilian e de sua colega Amanda Braga também foi reconhecido pela OBMEP. As duas receberão diploma de homenagem, medalha e livro de apoio à formação matemática, concedidos pela organização da olimpíada. Já a escola como um todo, também foi premiada e vai receber um kit com material didático.  

Diversificando a Matemática no Currículo da Cidade 

Diversificar as formas de aprender Matemática é, antes de tudo, uma forma de respeitar os estudantes. Esse princípio está presente nas escolas e também é um ponto importante do Currículo da Cidade, documento que orienta as práticas pedagógicas da educação paulistana.

No Currículo, o estudante deixa de ser receptor passivo de um procedimento único e passa a ser agente da construção do conhecimento. É neste momento que a frustração diminui: quando o estudante percebe que não existe apenas um caminho, que sua estratégia tem valor, que o erro é parte do processo de investigar e refinar ideias. 

A diversidade de estratégias vista na unidade, portanto, não é um recurso didático isolado. Ela é o que garante que a Resolução de Problemas seja genuína e que o estudante possa descobrir diferentes possibilidades, ter ideias originais e criar soluções próprias.  

Parceria com a USP

Um dos pontos chave para o desempenho da escola foi a parceria com a Universidade de São Paulo (USP), por meio do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência. A iniciativa leva estudantes de licenciatura do Instituto de Matemática e Estatística da universidade até a unidade escolar para vivenciar o cotidiano da escola e colaborar no planejamento das atividades pedagógicas. 

Além da presença dos estudantes universitários na unidade, os próprios estudantes da EMEF visaram visitas no Instituto de Matemática e Estatística da USP em outubro de 2025. A saída pedagógica, chamada de “Virada da Matemática Amorim IME-USP”, foi importante para aprofundar o aprendizado de uma forma lúdica e interativa, com jogos e desafios que ampliaram o pensamento lógicos dos estudantes.  

Para a diretora da escola, Ana Elisa, a parceria contribui com novos olhares pedagógicos, fortalece a aproximação com o ponto de vista dos estudantes e qualifica o planejamento das práticas em sala de aula, ampliando as estratégias de ensino e aprendizagem. 

Já para o Professor do IME, Roberto Marcondes, a parceria com as escolas públicas tem um papel importante a formação de futuros professores e fortalecimento do ensino de matemática nas escolas. “Ao participarem do cotidiano da sala de aula e desenvolverem atividades com os estudantes, nossos licenciandos ajudam a criar um ambiente mais estimulante para a aprendizagem e para o desenvolvimento do raciocínio matemático”, destaca.  

A ação complementa o trabalho dos estagiários que já atuam na rede por meio dos programas Parceiros da Aprendizagem, no qual o estagiário colabora no processo de alfabetização com crianças do 1º ano do Ciclo de Alfabetização, e Aprender sem Limite, que oferece apoio ao professor regente no atendimento dos estudantes com deficiência e com Transtorno do Espectro do Autismo. 

Matemática e outras áreas do conhecimento

Outro eixo estruturante do trabalho pedagógico da unidade é o diálogo entre as áreas do conhecimento. Os professores articulam suas práticas de forma organizada e complementar, permitindo que o estudante compreenda o saber como um conjunto integrado. 

Essa abordagem amplia as possibilidades de aprendizagem por meio de circuitos, projetos e propostas interdisciplinares que conectam o conteúdo escolar às situações do cotidiano, fortalecendo o sentido do que é aprendido em sala de aula. 

A Currículo da Cidade parte exatamente do pressuposto de que a Matemática dialoga com as outras áreas porque o conhecimento humano é, por natureza, integrado. Esse entendimento não é apenas pedagógico, ele é um princípio de direito, fruto da necessidade humana para solucionar problemas em contextos reais. 

O diálogo entre áreas se apoia ainda nos Compromissos Curriculares presentes no Currículo, que são temas contemporâneos como consumo e sustentabilidade, educação digital, equidade de gênero, direitos humanos e educação financeira. Eles funcionam como pontos de encontro entre componentes curriculares.  

Em sala, isso significa planejar situações em que a Matemática é convocada para responder perguntas reais, como interpretar dados, medir impactos, comparar informações e sustentar argumentos.  

Os resultados expressam a coerência entre o Projeto Político Pedagógico, as diretrizes do Currículo da Cidade e as práticas realizadas em sala de aula, demonstrando que a combinação entre autonomia estudantil, mediação qualificada dos docentes e cultura de investigação gera aprendizagem consistente, refletida no desempenho obtido na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, com a conquista de medalhas e menções honrosas nas etapas estadual e nacional. 

Notícias Mais Recentes

Relacionadas

Fotografia aérea da Universidade de São Paulo (USP)

USP apresenta profissões e cursos de graduação em feira que começa nesta quinta

Publicado em: 13/09/2023 3h59 - em Secretaria Municipal de Educação

Fotografia de um grupo de estudantes do curso de confeitaria do Centro Municipal de Capacitação e Treinamento. Todos estão atrás de uma mesa e sobre ela o bolo de princesa que cada um produziu.

Inscrições abertas para as últimas turmas dos cursos profissionalizantes gratuitos de 2023 nos CMCTs

Publicado em: 13/09/2023 12h42 - em Diretoria Regional de Educação São Miguel

Crianças estão sentadas no chão, elas assistem um homem que está de pé na frente delas tocando saxofone.

Professoras da EMEI Cidade Ademar III desenvolvem projeto de música com estudantes

Publicado em: 13/09/2023 9h00 - em Secretaria Municipal de Educação

Minifloresta Ceu Capão Redondo

CEU Capão Redondo ganha minifloresta com o apoio do projeto Formigas de Embaúba

Publicado em: 12/09/2023 4h09 - em Secretaria Municipal de Educação

Estudantes e um homem estão em uma horta. Eles estão de pé e o chão está com plantações.

Prefeitura de SP leva estudantes da Rede Municipal para Rolê Agroecológico em hortas da capital

Publicado em: 11/09/2023 3h42 - em Secretaria Municipal de Educação

1 313 314 315 316 317 1.692