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DRE Penha participa de Oficina de “Desprincesamento”

Projeto visa ensinar meninas a quebrarem padrões e a valorizarem as suas identidades e singularidades

Publicado em: 29/03/2017 17h08 | Atualizado em: 30/11/2020

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No dia 24 de março, educadores das Unidades Educacionais da Diretoria Regional de Educação (DRE) Penha participaram no SESC Itaquera da palestra e bate-papo “As Princesas Convencionais e Outras Princesas Possíveis”, ministrado pelas idealizadoras do projeto “Desprincesamento” no Brasil, a jornalista Mariana Desimone e a pedagoga Larissa Gandolfo. Esta ação faz parte do ciclo de projetos oferecido pelo Serviço Social do Comércio (SESC) “Trocando Figurinhas”.

O projeto Desprincesamento nasceu na cidade de Iquique, no Chile, criado pelo Escritório de Proteção de Direitos da Infância da cidade. Posteriormente, o órgão ofereceu uma capacitação para mulheres latino-americanas também aplicarem a oficina a meninas que vivem em situação de vulnerabilidade.

Mariana Desimone explicou que, após um terremoto em Iquique, foram criados “bairros de emergência”. Lá, foi percebido que as meninas ficavam muito vulneráveis a situações de assédio e violência, e que a ideia de ser princesa deixava as meninas ainda mais suscetíveis a esse tipo de ataque. “Ao aprender a ser dócil e obediente, não falar alto e não oferecer nenhum tipo de resistência, a menina tende a achar que é normal e aceitável um caso de abuso”, disse Mariana.

Larissa Gandolfo iniciou a sua fala explicando o funcionamento do curso e o que acontece durante os encontros. “O curso vai falar sobre identidade. A nossa ideia é apresentar o que é uma princesa e fazer as meninas entenderem de que forma esse modelo coincide com o que elas acreditam que é ser menina”, explanou Larissa.

As palestrantes trataram sobre assuntos delicados como o assédio. Abordaram a forma como as meninas devem lidar com essa questão e como os educadores podem ajudá-las. Também falaram sobre a questão da quebra de padrões de beleza, a liberdade, valorização da identidade e singularidade de cada um. Houve grande participação por parte destes educadores que, preocupados com a formação de seus alunos, perguntaram e debateram ideias referentes a estes e outros diversos temas apresentados.

A representante da Divisão dos Centros Unificados e da Educação Integral (DICEU) da DRE Penha, Sandra Magraner, relatou as suas considerações acerca do projeto. “Foi uma oficina muito proveitosa a todos nós. Esse “desprincesamento” não abrange só a parte física, mas também a inserção social e política. Para nós, enquanto educadores, foi uma oficina muito boa e que veio para agregar muitos conhecimentos. Eu acredito que esse projeto deve ter continuidade e que devemos aprofundar o tema em alguns aspectos para lidarmos pedagogicamente com as nossas crianças”, explicou.

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