Notícias

Cuidado que transforma: Mães Guardiãs fortalecem a educação nas escolas municipais 

Atuando na alimentação escolar e na busca ativa de estudantes, cerca de duas mil mulheres contribuem diariamente para uma rede mais acolhedora, participativa e humanizada

Publicado em: 13/05/2026 13h51 | Atualizado em: 13/05/2026

Fotografia de uma mulher e uma criança lado a lado sentadas em momento de alimentação.

No mês em que se celebra o Dia das Mães, é fundamental reconhecer a força, o cuidado e a dedicação de tantas mulheres que contribuem diariamente para o ambiente escolar por meio do Programa Operação Trabalho (POT) Mães Guardiãs, parceria entre as secretarias municipais da Educação e de Desenvolvimento Econômico e Trabalho.  

Atualmente, a SME conta com 475 beneficiárias atuando como GAEs (Guardiãs da Alimentação Escolar) e 1.501 como ABAEs (Agentes de Busca Ativa Escolar). Nas duas frentes, o trabalho se destaca pelo acolhimento, cuidado e compromisso com a educação. Desde 2021, mais de 11 mil mulheres já passaram pelo programa, que visa também a qualificação profissional por meio dos Centros POT, a fim de se preparem para a volta ao mercado de trabalho formal ou para o empreendedorismo. 

No POT Mães GAEs, as participantes apoiam atividades ligadas à alimentação escolar e às hortas pedagógicas, incentivando hábitos saudáveis e práticas sustentáveis entre os estudantes da rede. Já no POT ABAE, realizam a busca ativa, identificando obstáculos ao retorno às aulas e orientando famílias sobre matrícula e rematrícula. Somente em 2025, foram realizados 554.724 telefonemas e 7.907 visitas domiciliares pelas equipes do programa. Já no primeiro quadrimestre de 2026, foram contabilizados 146.457 telefonemas e 3.431 visitas domiciliares, reforçando o trabalho contínuo de aproximação com as famílias e apoio à permanência dos estudantes na escola. 

Mais do que apoiar a rotina das unidades educacionais, tornam-se agentes de transformação dentro das escolas, fortalecendo relações baseadas no respeito, no cuidado coletivo e na participação da comunidade. É o caso de Beatriz Dias Gonçalves, de 27 anos, mãe da pequena Heloísa, de 5 anos, estudante da EMEI Jardim Premiano, zona leste da capital, mesma unidade escolar em que atua desde fevereiro deste ano como GAE. Ao saber da abertura das inscrições para o programa, viu na iniciativa a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho e, ao mesmo tempo, permanecer mais próxima da filha. 

“Essa oportunidade abriu a minha visão. Comecei até a cursar Pedagogia EAD. Também me sinto mãe de cerca de 400 crianças, entre 5 e 6 anos, ao auxiliá-las nas refeições, na introdução de novos alimentos e ao ajudar as professoras na horta pedagógica. Muitas crianças até me agradecem porque passaram a comer certos alimentos aos quais antes tinham resistência”, conta Beatriz. 

Beatriz destaca ainda a importância do vínculo construído com os estudantes e da possibilidade de acompanhar mais de perto o desenvolvimento da própria filha. “Poder estar perto da Heloísa é ponto importante. Como Mãe GAE, também consigo contribuir diretamente na alimentação e nos cuidados dela”, completa. 

Ao transformar cuidado em acolhimento e presença em apoio diário, as Mães Guardiãs reafirmam o papel fundamental da comunidade na construção de uma educação mais humana, participativa e afetiva. 

POT Mães Guardiãs 

Para participar, é necessário ser mãe de aluno matriculado na rede ou da comunidade escolar (avós, irmãs ou responsáveis legais por bebês, crianças e adolescentes), ter entre 18 e 59 anos, residir na cidade de São Paulo, estar desempregada há seis meses e não estar recebendo seguro-desemprego, FGTS, entre outros benefícios. Durante a seleção, é avaliada a renda familiar, que deve ser de até meio salário-mínimo para pessoas que vivem sozinhas e um salário-mínimo per capita para famílias. Também são analisados a escolaridade, a partir do ensino fundamental incompleto, comprovantes de vacinação contra Covid-19, entre outros documentos. 

As participantes contam com bolsa auxílio no valor de R$ 1.702,05 e desempenham atividades de segunda a sexta-feira, com carga horária de 30 horas semanais, sendo seis por dia. Durante a inscrição, é possível optar entre as duas modalidades do POT. 

Podem ficar no programa pelo período de 12 meses, com possibilidade de renovação por mais seis meses, totalizando 18 meses. As beneficiárias que passam na seleção atuam em equipamentos como EMEIs, Emef e Ciejas distribuídos em 13 Diretorias Regionais de Educação na capital, num raio de dois quilômetros entre a residência e o local das atividades. 

Veja mais conteúdos da Rede Municipal.

Notícias Mais Recentes

Relacionadas

Imagem com 2 alunas escrevendo em um caderno e a professora dando instruções ao lado das duas, ao fundo uma lousa de sala de aula.

Prefeitura de São Paulo pagará R$385 milhões de bônus para professores e servidores

Maior Prêmio por Desempenho Educacional da história enviará ate R$5 mil para mais de 80 mil professores e servidores, em parcela única até abril

Publicado em: 28/12/2019 12h11 - em Educadores

Imagem com uma roda de crianças sentadas.

Prefeitura inicia pagamento do Bolsa Primeira Infância

Benefício de R$ 200,00 é destinado a crianças entre 0 e 3 anos que não estão matriculadas em creches da Rede Municipal

Publicado em: 27/12/2019 3h03 - em Educação Infantil

Imagem de 3 pessoas, sendo a do meio se equilibrando em uma barra.

Prefeitura de São Paulo envia R$ 22 mil para realização de oficinas no contraturno das escolas municipais

Valor será repassado por meio do Programa de Transferência de Recursos Financeiros para APM ampliar jornada diária baseada no Programa São Paulo Integral

Publicado em: 26/12/2019 2h54 - em Investimentos

Imagem da fachada de uma escola.

Escolas municipais terão verba de R$ 57,4 milhões para formação de estudantes 

Diretores poderão contratar cursos, workshops e oficinas de forma descentralizada 

Publicado em: 26/12/2019 2h48 - em Investimentos

Imagem de um garoto em um brinquedo segurando em uma barra de ferro, e a escrita

Revista Magistério celebra os 15 anos dos Centros de Educação e Cultura Indígena

Publicação conta história das escolas indígenas que reafirmam e fortalecem a identidade étnica dos povos originários da cidade de São Paulo

Publicado em: 23/12/2019 5h37 - em CECI

1 624 625 626 627 628 1.698