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Biblioteca do CEU Parelheiros recebe o escritor Zé Sarmento
Visita do autor inaugura a série de diálogos “Para Quem Você Faria o Prefácio?”
Publicado em: 17/03/2016 17h37 | Atualizado em: 30/11/2020A Biblioteca Carolina Maria de Jesus, do Centro Educacional Unificado (CEU) Parelheiros, recebeu o poeta e escritor José Marques Sarmento na última sexta-feira (12). O encontro inaugura a série “Para Quem Você Faria o Prefácio?”, que tem o objetivo de levar autores da periferia para conversar com crianças e jovens da comunidade.
Com oito livros publicados, Zé Sarmento, como é mais conhecido, é um escritor e poeta da periferia de São Paulo. Entre suas obras estão “Paraisópolis – Caminhos de Vida e Morte”, “Bixiga – Um Cortiço dos Infernos” e “Ângela: um jardim no vermelho”. Os livros formam uma trilogia que fala sobre bairros da cidade paulistana. Seu mais recente livro é Guerreira, lançado em agosto de 2015, no qual o autor aborda a violência contra a mulher.
Os alunos do sexto ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Manoel Vieira de Queiroz Filho foram os escolhidos para assistir à palestra e conversar com Zé Sarmento. Durante a apresentação, o poeta falou sobre sua origem humilde no sertão da Paraíba e como conseguiu, por meio dos estudos, mudar sua condição. O poeta afirmou que as artes e, principalmente, a literatura, foram essenciais em sua vida e destacou o poder da leitura. “Ela faz a gente pular, saltar, voar. Transforma a gente em um espírito que sai do corpo para explorar outros lugares”, completou
O sotaque nordestino bem carregado e seu jeito eletrizante e informa de falar arrancou risos e conquistou a todos. O poeta chamou a atenção das crianças para a importância de se ter um bom ambiente escolar. “Quando eu era criança, lá no nordeste, eu não tinha uma estrutura como é o CEU para estudar. Vocês, hoje, têm. Portanto, devem aproveitar ao máximo essa oportunidade”, ressaltou.
Zé Sarmento afirma que esses encontros são importantes, pois proporcionam uma troca de energia enorme e é possível passar para os jovens um pouco de experiência e estimulá-los a ler cada vez mais. “Se dois ou três começarem a frequentar a biblioteca e pegar o gosto pela leitura, o encontro já valeu a pena e ajudou a transformar a vida deles”, finalizou o autor.
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