Infâncias em Foco

Infâncias em Foco leva formação para Diretores e Coordenadores Pedagógicos de CEIs Parceiros

Imagem com o logo de infâncias em foco

Iniciado em 2019, o Projeto Infâncias em Foco envolve a formação direta de 3972 mil gestores, entre Coordenadores e Diretores, e tem como foco a implementação e a consolidação de ações de formação que qualifiquem permanentemente a proposta pedagógica nas unidades educacionais, tendo como diretriz o Currículo da Cidade – Educação Infantil. O trabalho alcança indiretamente 31 mil professores e 269 mil bebês e crianças que frequentam os CEIs parceiros. Acompanhe as notícias:


Outubro/2019

Documentação pedagógica é destaque do Ciclo 7 do projeto Infâncias em Foco

Gestoras compartilharam com o grupo os registros pedagógicos feitos nos CEIs

Diretoras/es e coordenadoras/es dos Centros de Educação Infantil (CEIs) parceiros aprofundaram as discussões sobre os tipos e usos da documentação pedagógica no Ciclo 7 do projeto Infâncias em Foco. Nos encontros de formação, foi proposta a reflexão a partir dos registros elaborados pelas professoras dos CEIs, com o intuito de aprimorar a documentação dos fazeres dos bebês e crianças. A escolha desse tópico se dá no contexto da Orientação Normativa da SME nº 01/2019, que compreende as ideias fundamentais sobre os registros pedagógicos, alinhadas aos princípios do Currículo da Cidade – Educação Infantil.

Na DRE São Mateus, as diretoras/es e coordenadoras/es dividiram suas experiências de registro pedagógico, como mostrado nas imagens abaixo. A formadora Juliane Olivia, responsável pela formação do Infâncias em Foco na DRE São Mateus, conta que essa foi a primeira vez que os portfólios foram compartilhados coletivamente. “A proposta foi dividir as diretoras em grupos: nos pequenos grupos, elas viam os portfólios e, a partir de alguns parâmetros, as diretoras iam analisando o portfólio uma da outra. Entreguei alguns post-its, então elas podiam deixar alguns recados, alguns comentários de incentivo e indicações do que poderia ser aprimorado”, comenta a formadora.

 

Mulheres olhando livros que estão sobre a mesa
Foto: Juliane Olivia

Juliane Olivia também levou para o encontro algumas obras do artista Arthur Bispo do Rosário que vão ao encontro do tema proposto no Ciclo 7 de formação. Durante grande parte de sua vida, Bispo do Rosário foi internado em um hospital psiquiátrico, e contar sua própria vida por meio de seus trabalhos foi estratégia importante para dar voz a uma história esquecida e silenciada. Nas obras apresentadas ao grupo, o registro da palavra escrita é parte do método do artista para afirmar sua estética e construir sua própria narrativa. “Fui incentivando as pessoas a fazerem, a colocarem o portfólio lá exposto, como forma de também mostrar a obra delas, de também apresentar a narrativa delas que foi construída”, relatou Juliane.

 

Mulheres olhando livros que estão sobre a mesa
Foto: Juliane Olivia

 

Nos encontros realizados na DRE Capela do Socorro, a formadora Camila França trabalhou com as coordenadoras pedagógicas os desafios em organizar e sistematizar os registros feitos pelas educadoras. “Só as fotos não dão conta de comunicar sobre os processos, é importante haver legendas, narrativas, contextualização que envolvam inclusive falas das crianças que podem ser ditadas para as professoras que ficam como escribas”. Camila também ressaltou a importância de incluir nos registros, além das falas das crianças, os depoimentos da comunidade, da equipe de apoio, das professoras/es e equipe gestora.

Já na DRE Butantã, a formadora Juliana Ruschel conta que o grupo de diretoras trouxe para o encontro a questão do desafio das professoras na produção de relatórios. A solução encontrada pelas gestoras para qualificar a escrita dessa documentação residiu na leitura e na prática dos registros diários, além da necessidade de acompanhar as professoras na produção desses documentos. “Acho importante organizarmos um tempo nos encontros para que elas compartilhem estratégias de organização da rotina para horário de estudo e planejamento das professoras e das gestoras, principalmente para conseguirem ler os registros e dar devolutivas”, avalia Juliana.


Setembro/2019

Participação de crianças e familiares nos CEIs e registros são destaques da formação no Infâncias em Foco no ciclo 6

 Em setembro, o Infâncias em Foco, projeto que leva formação a diretoras/es e coordenadoras/es pedagógicas/os dos Centros de Educação Infantil (CEIs) parceiros, realizou seu sexto ciclo de ações. Entre os dias 16 e 20, quando ocorreram os encontros formativos, as duplas gestoras envolvidas no projeto discutiram a participação e a representação de bebês, crianças e seus familiares nas unidades e os processos de observação e registro das ações pedagógicas realizadas por professoras/es.

Com o grupo de coordenadoras/es pedagógicas/os, o foco das discussões foi a Orientação Normativa SME nº 01/2019, que trata dos registros na Educação Infantil. Nos encontros, os participantes discutiram os registros elaborados pelas professoras/es, relacionando as suas intencionalidades com os fazeres das crianças, e como eles se alinham aos princípios do Currículo da Cidade. Além disso, ampliaram a discussão sobre o uso da estratégia de tematização da prática e das devolutivas das coordenadoras pedagógicas junto à equipe de professores.

Já com as/os diretoras/es, o Ciclo 6 do projeto teve como foco a participação das famílias. Nos encontros, foi discutido como contemplar o uso de materiais locais e de brincadeiras regionais ao se considerar o envolvimento dos familiares nas propostas de experimentação para os bebês e crianças.

O CEI Jardim Liderança, na DRE Itaquera, realizou uma oficina de turbantes com familiares imigrantes. Localizada em uma região de grande concentração de haitianos, bolivianos e angolanos, a unidade levou para dentro de seus espaços a diversidade cultural do território convidando as famílias a compartilhar suas culturas em atividades com os bebês e as crianças. Como parte dessas ações, foi realizada uma vivência com turbantes com haitianos da comunidade, que levaram tecidos e falaram sobre o uso da peça em sua cultura.

Além dos encontros de formação com as duplas gestoras dos CEIs parceiros das 13 Diretorias Regionais de Educação (DREs), o Infâncias em Foco se utiliza da estratégia formativa de visitas pedagógicas. Trata-se de uma estratégia metodológica orientada pela observação propositiva e colaborativa nas unidades educacionais, que propicia uma aproximação com a situação cotidiana com intencionalidade de apoiar as práticas da direção e coordenação pedagógica por meio de reflexão e estudo sobre as ações planejadas e realizadas.

Essa ação era inicialmente chamada de Acompanhamento da Prática e no ciclo 4 passou a ser chamada de Visita Pedagógica, com o objetivo de alinhar as visitas já realizadas pela equipe da SME (por assessoras e formadoras das DIPEDs).

As formadoras do projeto são as responsáveis por realizar a visita pedagógica aos CEIs. Um CEI, é escolhido juntamente com DIPED e Supervisores da DRE para receber a visita. São realizadas também visitas itinerantes, nas quais a formadora realiza a visita em um CEI com um grupo de diretoras(es) e/ou coordenadoras(es).

Assista ao depoimento de professoras do CEI Leonarda (DRE Ipiranga) gravado durante visita pedagógica.


Agosto/2019

Ciclo 5 do Infâncias em Foco abre a conversa sobre a tematização da prática

Registro feito no CEI Tatuapé promove reflexões sobre papel da dupla gestora e potencialidades das brincadeiras

O ciclo 5 do Infâncias em Foco teve como temas centrais na formação de diretoras/es e coordenadoras/es pedagógicas a observação, o registro e o acompanhamento das brincadeiras e interações das crianças a partir das materialidades oferecidas; e a participação e representação dos bebês e crianças nos espaços dos Centros de Educação Infantil

Uma das estratégias para promover a reflexão sobre esses aspectos foi a exibição de um vídeo com registros das práticas no CEI Tatuapé (DRE Penha), visando o que se chama na formação de tematizar a prática, uma potente estratégia que leva o educador a analisar a prática dos colegas e a sua própria à luz da teoria. No vídeo, a diretora e a coordenadora do CEI falam do seu trabalho junto às professoras para favorecer a aprendizagem e a interação das crianças; da sua rotina de estudos de aprofundamento do Currículo da Cidade – Educação Infantil; e da escuta permanente às equipes e às criança

“A gente sempre pensa nas formações para as professoras a partir das observações e do contexto daquilo que é cotidiano. Fazendo um pouco do que inquieta as meninas (professoras), do que as crianças sentem. A gente percebe a criança no espaço e as dificuldades que surgem, daí a gente senta para esse planejamento e vai trazendo materiais que vão dar um norte para poder ajudar as meninas nesse trabalho e do que as crianças vão trazendo enquanto devolutiva: de ação, de movimento, de alegria dentro desse espaço”, relata no vídeo a diretora Rosângela Santos Barbosa.

São mostradas cenas de crianças explorando os espaços e os materiais, interagindo entre si e também com as professoras, com propostas diversificadas no espaço externo do CEI.

Clique aqui para assistir a um trecho do vídeo:

Um dos pontos destacados no vídeo que rendeu boas discussões foi a importância da parceria da dupla gestora.

Na DRE Itaquera, a tematização permitiu um bom aprofundamento acerca do papel das(os) diretoras(es) nesse processo, relatou a formadora Kelly Szabo, o grupo observou que naquela situação havia um olhar atento da diretora e da CP para todo o processo, que havia uma relação de parceria. “Foi um momento oportuno de relacionar teoria e prática”.“As coordenadoras, assim como as diretoras gostaram muito do vídeo e pediram para usar nas formações”, relatou a formadora Camila França, que atua na DRE Capela do Socorro. Na DRE Santo Amaro, os grupos também destacaram a potência do vídeo como recurso para disparar discussões e compartilhar as práticas.

“A tematização da prática gerou inúmeras reflexões, o grupo que pensou sobre as interações chamou a atenção para a comunicação não verbal entre as crianças”, disse a formadora da DRE Freguesia/Brasillândia, Caroline Rezende.

“O vídeo fez muito sucesso, conseguiram observar o papel do professor, as materialidades, o espaço, o tempo, as interações. As intenções da professora e as pesquisas das crianças. Foi uma situação que nos ajudou a ver as possibilidades da brincadeira no CEI”, afirmou a formadora Heloísa Pacheco (DRE Penha).

“Neste momento do encontro pudemos amarrar conteúdos que temos trabalhado desde o ciclo 3: materialidades, as brincadeiras dos bebês e, então, as brincadeiras das crianças e, o que tem perpassado todos os nossos encontros, as práticas de gestão”, disse Juliane Olívia DRE São Mateus.

A possibilidade de observar um recorte da prática com um olhar distanciado, de refletir sobre as condições asseguradas ou não asseguradas naquela situação, e sobre as relações que se estabelecem, oferece ao educadora(or)/gestora(or) uma oportunidade de identificar questões que muitas vezes se invisibilizam no cotidiano e propicia que repense a sua própria prática.

Agradecemos às gestoras do CEI Tatuapé por prontamente disponibilizarem seu espaço, seu tempo e sua gentileza na produção do vídeo, assim como às professoras e à todas as crianças que dão vida ao local. A tematização não sairia do papel sem a ajuda de toda a equipe do CEI.

 


Julho/2019

Revisão e aprimoramento das práticas marcam primeiro semestre do Infâncias em Foco

Diretoras (es) e Coordenadoras(es) relatam maior compreensão do Currículo da Cidade-Educação Infantil e o aumento da efetividade das suas ações junto a bebês e crianças pequenas

No primeiro semestre de 2019, a formação de diretoras/es e coordenadoras/es pedagógicas dos Centros de Educação Infantil (CEIs) parceiros, realizada no âmbito do projeto Infâncias em Foco, aprofundou os estudos sobre o Currículo da Cidade – Educação Infantil e provocou uma revisão das práticas à luz dos conceitos contidos no documento, num percurso de quatro ciclos que desencadeou uma série de ações nos CEIs e culminou na apresentação das principais aprendizagens durante a I Jornada Pedagógica (28 de junho).

“As Coordenadoras já chegam e falam que estão vendo mudanças nas práticas dos professores, o reflexo vai ser cada vez mais positivo ao longo dos encontros”, afirma a supervisora Aline Torres da DRE Campo Limpo. “Por exemplo: após a formação falando sobre o Currículo da Cidade, escuta de bebês e crianças e organização do espaço e do tempo, as professoras tiveram maior propriedade para redigir os relatórios descritivos.”

“Os conceitos são bem articulados e acabam coadunando com nossos documentos já estudados pela própria coordenadora, ampliando e articulando o conhecimento para novas ações”, diz a supervisora Aline. “O contato entre as próprias CPs trocam experiências e vão enriquecendo as reflexões, o que acaba reverberando na prática também.” Clique aqui para assistir ao depoimento da Aline.

No Ciclo 4 (junho), o projeto colocou foco nos conceitos e nas práticas de escuta dos bebês e crianças, ampliou a discussão sobre o brincar como a atividade cultural dessa faixa etária e sistematizou as variáveis da organização do processo educativo: espaços, tempos, materialidades e interações. Foram problematizadas as ações formativas que podem ser disparadas para favorecer essa discussão dentro dos CEIs e o papel da dupla gestora em criar as condições para um ambiente e uma rotina que estimulem as interações e as brincadeiras.

A culminância do semestre foi a participação de representantes de alguns CEIs parceiros na Jornada Pedagógica, com relatos de práticas desencadeadas a partir da formação.

“Agora eu e todas as diretoras também temos a nossa formação, temos o nosso espaço, até então era mais a função do coordenador estudar esse currículo, o diretor também estudava, mas como tinha muita coisa administrativa, muitas vezes ficávamos na frente do computador. Agora a gente tem que fazer lição de casa. Acho que os professores também sentem isso, ganhamos todos. A nossa linguagem vai ficando mais alinhada”, disse a diretora do CEI Cruz de Malta (DRE Santo Amaro), Luciana Lippi, durante a sua apresentação no CEU Parelheiros.

Andreia Pereira, coordenadora do CEI Jardim dos Anjos (DRE Pirituba), compartilhou com outras educadoras no CEU Jaguaré a sua experiência na ampliação e diversificação dos materiais usados no CEI, a partir das discussões sobre espaços e materialidades.

“O nosso CEI é muito grande, tem 1800 metros quadrados, 4 andares de creche, precisava encher aquela sala de novidades. Conforme eu fui vendo as possibilidades na formação, eu passei para a equipe a ideia dos não estruturados (materiais de largo alcance), que até então eram limitados”, relatou a coordenadora enquanto mostrava para as colegas fotografias das salas e um vídeo em que uma turma de B1, da professora Noemi Lima, explorava diferentes materiais. Clique aqui para assistir a um trecho do relato de Andreia.“Aos poucos, [as professoras] perceberam que eram capazes que tinham liberdade, que podiam me perguntar”

“Esses materiais foram despertando nos bebês o desejo de explorar. Aumentou a vontade e a curiosidade dos bebês, chegava um momento em que enjoavam, hoje eles brincam, têm prazer em brincar”, contou a própria Noemi, após a apresentação da coordenadora.

A Jornada também contou com relatos de práticas de CEIs parceiros da DRE Capela do Socorro. Além disso, as formadoras do projeto realizaram oficinas e palestras em diversas DREs.

Além das formações com os grupos de Diretoras(es) e Coordenadoras(es) Pedagógicas(os) dos CEIs parceiros das 13 DREs da capital, o projeto realiza reuniões de planejamento com a Divisão de Educação Infantil da SME, encontros de alinhamento com Supervisores e DIPEDs e visitas pedagógicas em diversos CEIs.

Confira outros depoimentos em vídeo:

Luciana Lippi, Diretora do CEI Cruz de Malta (DRE Santo Amaro), em sua participação durante a Jornada Pedagógica da Educação Infantil (28/06/2019)

Coordenadora Fabiana Rios Moreira da Cruz , CEI Direto Perus I (DRE Pirituba), fala sobre diversificação dos materiais e do diálogo com as professoras em torno da organização dos ambientes para a autonomia e desenvolvimento dos bebês e crianças

Dulcineia Santos, diretora do CEI Mascote (DRE Santo Amaro) diz que a mudança é possível, está ao nosso alcance, é uma questão de olhar, e compartilha que foi muito gratificante participar da Jornada.


Junho/2019

Terceiro Ciclo da formação “Infâncias em Foco” aborda o tema Materialidades

O terceiro ciclo de formações do projeto Infâncias em Foco foi dedicado ao aprofundamento da discussão sobre a importância das materialidades para a brincadeira dos bebês e crianças, a partir do que o Currículo da Cidade – Educação Infantil traz sobre esse conceito.

Coordenadoras(es) e Diretoras(es) dos Centros de Educação Infantil (CEIs) observarão, até o Ciclo 4 (junho), as interações dos bebês em suas salas de referência a partir das materialidades, como, por exemplo, as possibilidades de escolha dos objetos para brincar, como brincam com os materiais disponíveis, como se relacionam com seus pares por meio das materialidades oferecidas no meio, entre outras.

A discussão das materialidades aprofunda a concepção do espaço como ambiente de aprendizagem uma vez que, como diz o Currículo da Cidade, é fundamental “entender a organização do espaço como um parceiro pedagógico da(o) educadora(or), no qual diferentes materialidades serão disponibilizadas para as interações infantis”. Ainda segundo o Currículo, a riqueza desses espaços “está vinculada aos objetos, às imagens, aos materiais presentes e às elaborações que os bebês e as crianças fazem em seu uso que permitem múltiplas e imprevisíveis respostas às ações das crianças sobre eles”.

Durante os encontros de formação do Ciclo 3 – realizados na semana de 13 a 17 de maio – também foram discutidos, a escuta dos bebês e crianças pequenas como ponto de partida para o planejamento pela dupla gestora de ações no CEI e o potencial uso dos Indicadores de Qualidade como instrumento para essa escuta.

Além das formações com os grupos de Coordenadoras(es) e Diretoras(es) dos CEIs parceiros das 13 DREs da capital, o projeto realizou reuniões de planejamento com a Divisão de Educação Infantil da SME, encontros de alinhamento com Supervisores e DIPEDs e visitas pedagógicas em um CEI de cada DRE.

Acesse o material do Percurso Criativo neste link.

Cristiano Alcântara, Diretor da Divisão de Educação Infantil, fala sobre o projeto Infâncias em Foco.

 


Abril/2019

Primeiro Ciclo de formação discute espaços como ambientes educativos

Equipe de formadoras da CE CEDAC planejam primeiros encontros com Supervisores, Diretoras e Coordenadoras

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No primeiro Ciclo, que ocorreu em março, as diretoras foram orientadas a realizar um diagnóstico dos espaços dos CEIs como primeira etapa de um plano de ação de transformação de um espaço que favorecesse interações diversas. Foram discutidos os conteúdos: espaço como ambiente de aprendizagem, o papel dos registros na construção da memória da formação e sistematização das aprendizagens, o uso do plano de ação como instrumento de gestão e a importância do envolvimento da equipe, famílias e crianças na realização das ações do cotidiano educacional.

Com as Coordenadoras, os encontros também abordaram todos esses temas e colocaram foco nas formas como podem apoiar as professoras na busca de soluções para melhorar os espaços dos CEIs, a fim de favorecer ainda mais o desenvolvimento dos bebês e crianças, respeitando as suas necessidades e as características da faixa etária. Discutiu-se, ainda, como adequar as estratégias formativas aos objetivos do encontro de formação.

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No Ciclo 2, Diretoras e CPs compartilham registros e discutem Indicadores de Qualidade

No Ciclo 2, que aconteceu em abril, as Diretoras compartilharam com o grupo os diagnósticos dos espaços, disparados no Ciclo 1, e algumas já apresentaram uma primeira versão do plano de ação de transformação de um dos espaços. Já as Coordenadoras Pedagógicas apresentaram os registros das reuniões que realizaram com as professoras dos seus CEIs. Os grupos também discutiram os Indicadores de Qualidade da Educação Infantil Paulistana e levantaram as condições que precisariam ser asseguradas antes, durante e depois da aplicação desse processo de avaliação junto às equipes dos CEIs e às famílias dos bebês e crianças.

 

O documento propõe a construção de uma cultura de Autoavaliação Institucional Participativa que contempla o envolvimento de todos os atores que integram as práticas educativas nas Unidades de Educação Infantil: bebês, crianças, suas famílias e responsáveis, docentes, gestoras e gestores, demais educadoras e educadores e a própria Secretaria Municipal de Educação, colaborando para o fortalecimento da gestão democrática e intensificando os diálogos entre as Unidades Educacionais, famílias/responsáveis, comunidade, DREs e SME.

 

A partir da sistematização dessa discussão, Diretoras e Coordenadoras planejarão junto as suas equipes a aplicação, buscando favorecer a participação de todos os envolvidos e buscarão identificar os papéis de cada gestora (Diretora e Coordenadora Pedagógica) no processo. Para a reflexão sobre os papéis, também se basearão na leitura e no estudo de textos que analisam o trabalho da dupla gestora.

O projeto Infâncias em Foco concluiu no dia 12 de abril o segundo ciclo de formações de Diretores e Coordenadores de 1.986 CEIs parceiros.

Reunião das Coordenadoras Pedagógicas na DRE Pirituba

Vídeos

  • Infâncias em Foco: CP destaca a potência da formação em pequenos grupos Ednete (Coordenadora Pedagógica no CEI Piqueri – DRE Pirituba.

 


  • Coordenadora de CEI em Itaquera afirma que formação qualifica suas ações (Adriana, Coordenadora Pedagógica no CEI Bom Pastor 1 – DRE Itaquera)

  • CP destaca que formação favorece troca de experiências e olhares Adriana Delgado (Coordenadora Pedagógica do CEI Madre Teresa de Calcutá – DRE Penha)

  • Diretora escuta desejos das crianças de intervenções no espaço do CEI Karina (Diretora do CEI Jardim Mágico – DRE São Mateus)

  • Diretora compartilha ações planejadas com base em consulta às crianças Janete (Diretora no CEI Maria de Lourdes Goulart – DRE Santo Amaro)

  • Antes e Depois: CP mostra imagens de espaço de CEI após intervenção da dupla gestora Alecsandra Freitas (Coordenadora Pedagógica do CEI Arco Íris – DRE Santo Amaro)