Notícias

EMEF Duque de Caxias leva alunos para aulas públicas

Atividade incentiva alunos a se apropriarem do bairro e a aprenderem a partir da interação com os espaços públicos e a comunidade

Publicado em: 23/02/2017 15h32 | Atualizado em: 30/11/2020


EMEF_duque_caxias_leva_alunos_aulaspublicas_740_x_430.jpg

Na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Duque de Caxias, situada no bairro do Glicério, na zona central da cidade de São Paulo, a rua é uma extensão da sala de aula. Um projeto desenvolvido nas aulas de Geografia incentiva alunos a se apropriarem do bairro onde vivem e a aprenderem a partir da interação com os espaços públicos e a comunidade.

Atividades deste tipo são desenvolvidas pelo Professor de Geografia, Paulo Roberto Magalhães, com os alunos que cursam o Ensino Fundamental II na unidade há pelo menos seis anos. “Isso surgiu por que eu queria que meus alunos entendessem os conteúdos que eu estava trabalhando de uma forma diferenciada. O projeto começou a partir da preocupação de que meus alunos ocupassem não só o entorno da escola, mas também do bairro, que é o Glicério, violento e totalmente diferente de outros da cidade”, diz o educador.

A escola onde o professor trabalha tem uma peculiaridade: há muitos alunos imigrantes e refugiados, característica que faz com que os conhecimentos sobre urbanização, geografia e vida em sociedade se tornem cada vez mais latentes, necessários e as aulas muito mais ricas. Na unidade há estudantes da Síria, Bolívia, Haiti, Marrocos, República Dominicana, Colômbia e Síria, entre outros países.

Com conhecimento sobre a história da urbanização do bairro e um olhar apurado para a região, o professor explora o que há de mais rico em cada esquina. Em suas aulas os estudantes conhecem a Vila Suíça, local centenário de origem operária, as escadarias da Rua Anita Ferraz, considerada a primeira rua de brincar da capital paulista, passando ainda pela Paróquia Nossa Senhora da Paz, conhecida por receber centenas de imigrantes e refugiados que diariamente desembarcam em São Paulo.

Para o melhor aproveitamento de suas aulas públicas, o professor enfatiza a importância de visitar os locais com antecedência. Conversar com moradores e buscar introduzir antecipadamente os temas que serão trabalhados durante a aula. “A preparação deve ser interna e externa. Por isso, demanda-se um tempo que não apenas o da aula”, completa.

Durante as atividades é solicitado aos alunos que registrem as suas percepções, seja através de vídeos de celular, depoimentos orais ou desenhos. “Já em sala de aula, comentamos sobre aspectos positivos que aconteceram, fazemos um bate-papo sobre as dificuldades que surgiram. Deixo os estudantes bem à vontade, pergunto o que pode melhorar da próxima vez”, conta Magalhães.

Com o apoio da equipe gestora da unidade, o professor comemora a transformação da escola e da comunidade gerada por meio do projeto. Ele diz que muitos moradores locais acompanham a atividade porque querem aprender mais sobre onde vivem.

Abordagem interdisciplinar – Quanto mais professores envolvidos na Aula Pública, melhor. “Todas as áreas do conhecimento contam com a possibilidade de relacionarem seu conteúdo com o espaço público. Nossa ideia é criar uma abordagem interdisciplinar para a Aula Pública”, enfatiza o diretor da EMEF, José Mario Britto.

Além do território do Glicério, a Aula Pública já aconteceu em diversos espaços e equipamentos da cidade, como o Museu Catavento, SESC Parque Dom Pedro II, SESC Carmo, Câmara Municipal de São Paulo, Centro Cultural Banco do Brasil, Caixa Cultural, Sala São Paulo, Museu da Imigração Japonesa e Centro de Gerenciamento do Metrô.

As aulas públicas fazem sucesso com os estudantes e já renderam à escola e ao professor o Prêmio Territórios Educativos. Promovida pelo Instituto Tomie Ohtake em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, a premiação visa reconhecer e fortalecer experiências pedagógicas que explorem oportunidades educativas do território onde a escola está inserida.

Assista ao vídeo sobre o projeto clicando aqui.

Notícias Mais Recentes

Relacionadas

Fotografia de pessoas sentadas ao palco. Ao fundo, uma projeção no telão com o texto

Professores de Educação Digital participam de formação no CEU Carrão

Publicado em: 29/05/2026 3h23 - em Secretaria Municipal de Educação

Fotografia com os ganhadores do prêmio Cidades Educadoras 2026.
Fotografia de uma professora a frente dos seus alunos na sala de aula. Eles usam uniforme escolar da Prefeitura de São Paulo.

São Paulo adere à Prova Nacional Docente e amplia opções para seleção de professores

Publicado em: 29/05/2026 1h01 - em Secretaria Municipal de Educação

Fotografia de um auditório durante uma formação profissional. Em primeiro plano, uma mulher está em pé sobre o palco de madeira, de costas para a câmera, conduzindo a atividade. À sua frente, dezenas de participantes ocupam as poltronas vermelhas do auditório, acompanhando atentamente a apresentação. A maioria dos presentes veste uniformes de trabalho nas cores cinza e laranja, enquanto outros utilizam roupas casuais. O ambiente possui iluminação direcionada para o palco e arquibancadas em diferentes níveis, criando um cenário de encontro formativo e troca de conhecimentos entre os profissionais.

SME promove formação para fortalecer atuação das equipes de manutenção escolar

Publicado em: 29/05/2026 12h04 - em Secretaria Municipal de Educação

Fotografia de uma mulher negra segurando um caderno. Ela está em pé, sorri e usa camisa verde.

Últimos dias para participar da Escuta Nacional sobre Formação Continuada

Publicado em: 28/05/2026 4h49 - em Secretaria Municipal de Educação

«1 2 3 1.666