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SME fortalece uso de evidências para formulação de políticas educacionais

Parceria com especialistas resulta em recomendações para formação docente e fortalecimento da relação escola-família

Publicado em: 18/03/2025 16h44 | Atualizado em: 18/03/2025
Fotografia de reunião Uso De Evidências

Desde 2024, a Secretaria Municipal de Educação (SME) de São Paulo tem promovido uma série de ações com participação de diversas equipes da Rede Municipal de Ensino para fomentar o uso de evidências na tomada de decisões. Além do envolvimento de coordenadorias do órgão central da SME, essa iniciativa também contou com a participação de servidores das Diretorias Regionais de Educação (DREs) em um seminário realizado no Centro de Formação de Professores (CEFORP), em setembro de 2024.

O projeto teve como parceira a organização Dados para um Debate Democrático em Educação (D³e) com o objetivo de apoiar as equipes da SME no uso de evidências científicas para a elaboração de estratégias educacionais. Além da utilização de pesquisas já consolidadas em oficinas de discussão com servidores sobre temas como Tecnologias para Aprendizagens, Permanência e Equidade e Volume de Trabalho Docente, a D³e elaborou, a partir de indicações da SME, duas novas sínteses de evidências que sistematizam pesquisas que tematizam a Formação Continuada dos professores e a Relação Escola-Família.

Formação Continuada de Professores

O estudo “Um debate em construção: em busca de evidências para a melhoria da formação continuada de professores”, produzido por Gabriela Miranda Moriconi e Rodnei Pereira, ambos pesquisadores da Fundação Carlos Chagas, apresenta recomendações baseadas em estudos nacionais e internacionais sobre boas práticas na capacitação docente. Entre as principais orientações, destacam-se:

  • Planejamento da formação a partir das necessidades individuais dos professores, considerando as demandas de aprendizagem dos estudantes;
  • Desenho das iniciativas formativas com base em oito características essenciais, como aprendizado ativo, modelização de práticas e apoio especializado;
  • Oferta de condições adequadas para a formação, incluindo tempo reservado na jornada de trabalho docente;
  • Qualificação e acompanhamento dos formadores, assegurando que tenham conhecimento da realidade das salas de aula;
  • Avaliação sistemática das iniciativas formativas para mensurar impacto sobre os estudantes.

Relação Escola-Família

O estudo “A relação escola e família: da comunicação para a conversação”, elaborado pelos pesquisadores Maria Virgínia Machado Dazzani e Waldomiro José Silva Filho, ambos da Universidade Federal da Bahia (UFBA), apresenta diretrizes para aprimorar o vínculo entre escola e família. O estudo propõe a criação de espaços de diálogo e cooperação com base nas seguintes recomendações:

  • Fortalecimento de espaços para discussão de temas sensíveis, como desigualdade social, racismo e sofrimento mental;
  • Promoção de debates que transcendem polarizações políticas, incentivando o respeito à diversidade de opiniões;
  • Estabelecimento de um calendário de encontros regulares entre família e escola, além da ampliação de associações de pais e mestres;
  • Criação de projetos colaborativos entre escola e comunidade para tratar temas relevantes a cada território;
  • Fortalecimento de canais digitais de comunicação, garantindo mediação adequada para evitar conflitos e promover interações produtivas.

Acesse os documentos:

Formação continuada de professores: https://d3e.com.br/wp-content/uploads/sintese_2503_evidencias-formacao-continuada-professores.pdf

A Relação escola famíliahttps://d3e.com.br/wp-content/uploads/sintese_2503_relacao-escola-familia-comunicacao.pdf

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