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EMEF Perimetral promove campanha de prevenção à violência contra meninas e mulheres

Ação envolve formação, rodas de conversa e produção de materiais para fortalecer respeito e a convivência no ambiente escolar

Publicado em: 07/10/2026 12h17 | Atualizado em: 08/10/2026

Parede azul com cartazes sobre a prevenção da violência contra a mulher.

A EMEF Perimetral, no território da Diretoria Regional de Educação (DRE) do Butantã, está desenvolvendo a campanha “Por uma escola sem violência”, iniciativa que envolve estudantes, professores e representantes do Grêmio Estudantil em ações de prevenção e enfrentamento às diferentes formas de violência contra meninas e mulheres no ambiente escolar.  

A campanha começou com os estudantes do Ensino Fundamental que integram o Grêmio Estudantil e atuam como Representantes de Sala. Após uma assembleia estudantil, os participantes participaram de oficinas que abordaram estereótipos de gênero e o reconhecimento de situações de violência que podem fazer parte do cotidiano. 

Na oficina “Isso é coisa de menino, isso é coisa de menina”, os estudantes refletiram sobre como ideias associadas aos gêneros e as suas problemáticas. Situações como a exclusão de meninas de partidas de futebol ou a associação entre liderança e meninos foram utilizadas para aproximar a discussão da realidade escolar. 

Já a atividade “Reconhecer para Transformar: enfrentando as violências contra meninas na escola” abordou situações de violência verbal, discriminação de gênero, violência digital e racismo. A partir de situações-problema, os estudantes discutiram a diferença entre brincadeiras, conflitos e comportamentos violentos, além de formas de interromper essas situações e buscar ajuda. 

Rodas de conversa 

A discussão chegou às demais turmas por meio de rodas de conversa conduzidas por professores parceiros em conjunto com os estudantes representantes de sala. As atividades foram adaptadas à realidade de cada turma e estimularam os estudantes a identificarem comportamentos que muitas vezes são tratados como brincadeiras, mas que podem gerar constrangimento, isolamento e impactos na aprendizagem e na convivência. 

Durante as rodas de conversa, os estudantes também produziram cartazes com suas reflexões e propostas. Os trabalhos estão reunidos em uma exposição na própria escola, dando visibilidade às discussões realizadas pelas turmas. 

A escola também prevê a distribuição de panfletos e adesivos e a divulgação do “Violentômetro Escolar”, material que apresenta diferentes situações, desde comportamentos frequentemente naturalizados como brincadeiras até casos que exigem intervenção imediata. 

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