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Estudantes da Rede Municipal representam São Paulo na Conferência Nacional do Meio Ambiente

Joanna Santos da Silva e Yuri Monteiro da Silva estão entre os 23 delegados paulistas que participaram da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, em Brasília

Publicado em: 24/10/2025 17h18 | Atualizado em: 24/10/2025
Fotografia dos estudantes Joanna Santos da Silva e Yuri Monteiro da Silva no aeroporto segurando a bandeira do Estado de São Paulo.

A Rede Municipal de Ensino de São Paulo marcou presença na VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA), com a participação dos estudantes Joanna Santos da Silva e Yuri Monteiro da Silva, que ficaram entre os 23 delegados vencedores da etapa estadual. Eles representaram o estado de São Paulo no evento, realizado no início de outubro em Brasília.

Com o tema “Vamos transformar o Brasil com educação e justiça climática”, a conferência integra a agenda preparatória da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que acontecerá em Belém, no Pará. 

O processo de construção da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente envolveu 8.732 escolas de todo o país, incluindo unidades da zona rural, indígenas e quilombolas. As atividades foram realizadas de forma pedagógica e lúdica, incentivando crianças e adolescentes de 11 a 14 anos a desenvolver ações sustentáveis em seus territórios.

Justiça Climática em Ação

Fotografia na Conferência Nacional Meio Ambiente com os estudantes Joanna e Yuri e a professora Verônica.

Professora Verônica, da EMEF Marli Ferraz Torres Bonfim, com os estudantes Yuri e Joanna na VI CNIJMA, em Brasília.

Estudante do 9º ano da EMEF Antônio Duarte de Almeida, no Parque Guarani, na zona Leste da capital, Joanna Santos da Silva apresentou o projeto “Justiça Climática em Ação”. A iniciativa propõe cuidar do território no entorno da escola, destacando a importância da preservação do Parque Guarani e do Córrego Jacupeval.

O grupo realiza o monitoramento mensal da qualidade da água em parceria com a UNIFESP, dentro do programa de Ciência Cidadã da ONG SOS Mata Atlântica. Além disso, promove o plantio de mudas, o cuidado com a praça local e a criação de oficinas ambientais para a comunidade, fortalecendo o sentimento de pertencimento dos estudantes.

As informações obtidas no monitoramento são compartilhadas com os moradores da região, ampliando a consciência ambiental e transformando a praça em um espaço mais verde e vivo. O projeto é desenvolvido no contraturno escolar, com estudantes do 6º ao 9º ano, e reflete a proposta pedagógica da escola, que trabalha por projetos socioambientais e de forma crítica e colaborativa.

Ainda dentro dessa proposta de Educação Ambiental, a unidade mantém uma horta ancestral com hortaliças, temperos, Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), pluviômetro, meliponário e composteira, fortalecendo práticas sustentáveis e o vínculo dos estudantes com o território.

Conheça mais sobre o projeto na reportagem do programa Boas Práticas Escolares, da TV Cultura. 

Justiça ambiental também é justiça social

Fotografia da estudante Joanna e do professor Guilherme segurando um banner.

A estudante Joanna e o professor Guilherme, da EMEF Antônio Duarte de Almeida, na etapa estadual da VI CNIJMA, em São Paulo.

O estudante Yuri Monteiro da Silva, da EMEF Marli Ferraz Torres Bonfim, no Jardim Ângela, representou São Paulo com o projeto “Racismo Ambiental – porque justiça ambiental também é justiça social”, desenvolvido pelo coletivo Imprensa Jovem Marli Ferraz.

A proposta nasceu da necessidade de discutir os impactos da desigualdade social sobre o meio ambiente nas periferias, onde problemas ambientais e estruturais, como córregos sem manutenção, praças degradadas e descarte irregular de lixo, afetam diretamente a qualidade de vida da população.

Para enfrentar esses desafios, os estudantes criaram o aplicativo “MarliR Ambiental”, que permite registrar denúncias de descarte irregular de lixo. As informações geradas se transformam em dados que podem ser encaminhados à Prefeitura, fortalecendo o controle social e o engajamento da comunidade.

O projeto foi desenvolvido no Laboratório de Educação Digital, unindo tecnologia, educação ambiental e comunicação. A rádio escolar e as redes sociais do Imprensa Jovem divulgaram as ações para conscientizar os moradores do território e ampliar o alcance da campanha.

Conheça mais sobre o projeto na reportagem do programa Boas Práticas Escolares, da TV Cultura. 

Os projetos de Joanna e Yuri refletem o compromisso da Rede Municipal de Ensino de São Paulo com a educação ambiental, a justiça climática e a participação cidadã.  Ambos reforçam o papel das escolas como espaços de transformação social, onde os estudantes são protagonistas na construção de um futuro mais sustentável e justo.

Acompanhe todas as notícias da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.

 

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