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Alunos de escola municipal se transformam em cientistas ambientais

Projeto de educação ambiental realizado no contraturno ainda contribui para a disseminação da cultura da sustentabilidade

Publicado em: 15/05/2026 10h39 | Atualizado em: 15/05/2026
estudantes vestindo jaleco jogando um jogo de tabuleiro

Com jaleco, experimentos e pesquisas no contraturno, estudantes do Ensino Fundamental da CEU EMEF Nazaré Neri Lima estão participando do projeto “Do Micro ao Macro: A Educação Ambiental como Ferramenta para Transformar Comportamentos”, no qual são incentivados a ter um olhar de cientistas ambientais e promover assim atitudes mais sustentáveis dentro e fora da escola. O projeto começou no início do ano e já é considerado um destaque na escola, em que outros alunos já aguardam em lista de espera para poderem participar.  

O mentor da ação é o professor de ciências Luiz Carlos Rodrigues, que leciona na unidade há 7 anos. “Já desenvolvemos inúmeros projetos e atividades na escola, mas esse realmente tem sido bastante transformador para os alunos”, afirmou o professor. Ao todo, são 31 alunos dos 7º, 8º e 9º anos que, após o período de aula regular, retornam à escola para participarem dos encontros desse projeto que ocorrem às terças e sextas. Mas a interação do grupo ainda segue por meio do whatsapp. O professor levanta determinados temas e envia no grupo, incentivando os alunos a pesquisarem mais, inclusive utilizando a inteligência artificial. 

Nos experimentos realizados, os alunos já criaram jogos – que reforçavam o conceito do descarte correto do lixo – e brinquedos com materiais recicláveis, confeccionaram papel semente e realizaram compostagem com as sobras da alimentação escolar. Os alunos, que são os protagonistas no projeto, relatam que pequenas atitudes podem fazer a diferença no planeta e onde moram. “Depois que ingressamos no projeto, repensamos as nossas atividades e percebemos que nosso bairro não é isolado, cuidar do meu bairro já é uma forma de cuidar do planeta”, afirmou o estudante Guilherme Pereira. 

A atividade do papel semente vai para além da reciclagem de papéis. No processo o professor ensina a realizar o processo de reciclagem e depois apresenta uma nova possibilidade para estes materiais, já que esses podem auxiliar que novos plantios sejam realizados. “Os alunos colocam a mão na massa e aprendem a identificar as fibras onde devemos colocar as sementes nestes papéis. Nossa ideia é distribuir esses papéis sementes para que novos plantios sejam feitos inclusive pelas famílias dos estudantes”, relata o professor Luiz. 

Muitos alunos até encaravam a aula de ciências como algo chato ou cheio de termos complicados, mas o projeto veio para trazer novas perspectivas sobre a disciplina. “O aprendizado real não depende apenas de anotações ou de notas bimestrais, mas do que conseguimos explicar do que compreendemos sobre o tema”, ressaltou a aluna Yasmin Dias. 

De acordo com o professor, devido ao sucesso, existe a pretensão que o projeto continue por outros anos. “Nossa intenção é contemplar ainda mais alunos e atender os que estão em fila de espera, na expectativa para ingressarem”, afirmou o professor Luiz. 

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