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Inspirada na Copa do Mundo, escola cria “Copa dos Pensadores” para ensinar matemática 

Projeto realizado pela EMEF Prof. Franklin Augusto de Moura Campos aproximou os estudantes da matemática de forma divertida e educativa; No dia 3 de junho será realizado o grande desafio entre os campeões 

Publicado em: 01/06/2026 9h00 | Atualizado em: 03/06/2026
Fotografia de uma sala de aula com três estudantes sentados em uma mesa durante uma atividade de matemática. Ao centro, uma aluna sorri para a câmera enquanto segura um material da “Olimpíada de Matemática”, com destaque para o matemático Arquimedes na capa. À esquerda, uma estudante usando gorro rosa e óculos apoia o rosto nas mãos e sorri. À direita, um estudante com casaco vermelho e capuz também sorri para a câmera. Sobre a mesa há estojos, cadernos, lápis, uma garrafa de água e um tablet. Ao fundo, outras alunas acompanham a atividade, e a sala apresenta estantes com livros e materiais didáticos organizados. O ambiente transmite interesse pelos estudos, participação e entusiasmo com a aprendizagem da matemática.

No Mês da Matemática, celebrado nacionalmente em 6 de maio, a EMEF Prof. Franklin Augusto de Moura Campos, da DRE Jaçanã-Tremembé, deu início a um projeto inovador que promete entrar para o calendário oficial da escola: a Olimpíada Franklin de Matemática (OFM). Inspirada na Copa do Mundo, a iniciativa incentiva o aprendizado da disciplina de forma didática, educativa e diversão. 

Idealizada pela professora de matemática Carla de Jesus Lima, a proposta da “1ª edição especial Copa do Mundo dos Pensadores” foi inspirada no clima da Copa do Mundo FIFA, que será realizada neste mês. Para a mentora, a intenção foi aproximar o universo da matemática de um elemento cultural que naturalmente mobiliza os estudantes, trazendo o espírito de competição, pertencimento e cooperação presente nos grandes torneios e substituindo o medo e a passividade pelo protagonismo, pela curiosidade e pelo senso de conquista. 

“A Matemática possui essa característica singular, que exige honestidade intelectual. Um resultado não depende de opinião, preferência ou improviso; exige demonstração, raciocínio e ordem. Na prática pedagógica, isso significa incentivar os alunos a não aceitarem respostas prontas de maneira passiva, mas a desenvolverem autonomia intelectual e capacidade de argumentação. A intenção é que a olimpíada continue crescendo não apenas em dimensão, mas principalmente em significado pedagógico e impacto na vida dos estudantes”, completa Carla. 

Desenvolvido com estudantes do 5º ao 9º ano, o projeto sobre a copa divide os participantes em 10 equipes, cujos nomes representam grandes matemáticos da história: Tales de Mileto, Pitágoras de Samos, Platão, Euclides de Alexandria, Arquimedes, Euler, Bháskara II, Fibonacci, René Descartes e Malba Tahan. 

As equipes foram organizadas em diferentes turmas, promovendo integração, cooperação, troca de conhecimentos e trabalho em equipe. Para os estudantes Olga Maria Tonza Braz (15 anos), do 9ºB, e Maria Eduarda Serra da Rocha Benevides (12 anos), do 7ºA, a coletividade foi peça fundamental durante a competição. 

“Na minha opinião, a copa pode acrescentar tanto no meu aprendizado quanto na convivência. Fiz atividade junto com o 8º ano e pude perceber que também podemos aprender com os mais novos. A olimpíada de matemática não é só uma competição. O mais importante é melhorar em temas que achávamos difíceis de uma maneira divertida, além de socializar com pessoas de outras turmas”, relata Olga. 

Já para a estudante Maria Eduarda, participar da competição ajudou na comunicação com colegas de outras turmas, com quem quase não conversava no dia a dia, além de contribuir para uma melhor compreensão da matemática. 

As atividades foram realizadas ao longo do mês de maio, com propostas voltadas ao desenvolvimento de desafios em cinco eixos da matemática: Números, Grandezas e Medidas, Geometria, Álgebra, Probabilidade e Estatística, estimulando raciocínio lógico, criatividade, estratégia, argumentação e resolução de problemas. 

Aprender os diferentes conteúdos da disciplina ainda é um desafio para muitos estudantes, mas, para Guilherme da Silva Cardoso Rodrigues (12 anos), do 6ºA, e Gislene Laura Aliaga (14 anos), do 8ºA, a troca de experiências entre as equipes tem gerado superação. 

“Preciso estudar mais Geometria. Aprendi a superar o medo das questões de Matemática. A experiência de responder junto com os meus amigos é divertida e a reação deles a cada resposta é muito legal. Minha motivação são os desafios das próximas etapas e ver como eu e meus amigos vamos nos sair. Tenho dificuldade em divisão, mas sei que posso responder com a ajuda da minha equipe”, comenta Guilherme. 

A expectativa para as próximas edições é animadora. “Minha expectativa é que os próximos desafios sejam mais difíceis, embora a parte de converter medidas, que parecia impossível, tenha sido divertida e eu tenha conseguido aprender. O que mais me motiva é que estou aprendendo coisas novas de um jeito diferente. Descobri coisas que eu não sabia e até assuntos que nem imaginava que conseguiria aprender. Achei que a competição seria muito mais difícil, mas, em grupo, conseguimos resolver tudo e a matemática tem ficado mais fácil”, comenta Gislene. 

“As minhas expectativas são avançar na competição, embora ainda tenha muitas dúvidas. Já estou ansioso para a próxima etapa. Me motivo a estudar para me preparar para as novas atividades. Eu tinha dificuldade em geometria, mas agora, com os novos colegas me ajudando, consegui compreender melhor a matéria”, comemora o estudante Diego Jorge Arrazola Torrez (14 anos), do 9ºA. 

A OFM nasce com o objetivo de valorizar a matemática e mostrar aos estudantes que aprender a disciplina pode ser uma experiência prazerosa. Para o coordenador pedagógico Douglas Dias de Siqueira Guedes, projetos como a Olimpíada Franklin de Matemática ajudam justamente a romper barreiras relacionadas ao aprendizado da disciplina. 

“A proposta aproxima os estudantes das belezas da matemática de uma forma leve, dinâmica e divertida. Eles passam a enxergar os desafios matemáticos não apenas como exercícios escolares, mas como experiências de participação, estratégia, raciocínio lógico e superação. Quando o estudante percebe que consegue participar, pensar, resolver problemas e se divertir aprendendo, a matemática deixa de ser um obstáculo e passa a ser uma possibilidade”, completa o coordenador. 

No dia 3 de junho será realizado o grande desafio entre os campeões de cada sala, além da entrega das premiações para as 10 equipes participantes. 

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