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Estudantes do Jardim Ângela ganham prêmio nacional com projeto de aplicativo para divulgar ações artísticas

Grupo de garotas da EMEF Marli Ferraz Torres Bonfim, no extremo Sul da capital paulista, foi reconhecido pelo 7º Desafio Criativos da Escola

Publicado em: 23/12/2021 13h11 | Atualizado em: 29/12/2021
foto de grupo de seis estudantes com duas professores na frente um muro escrito EME Marli Ferraz Torres Bonfin

O projeto “M.Arte”, protagonizado por garotas da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Marli Ferraz Torres Bonfim, localizada no extremo Sul de São Paulo, foi um dos premiados na última edição do Desafio Criativos da Escola. O destaque foi conquistado devido ao desenvolvimento de um projeto de aplicativo que tem o propósito de mapear, divulgar e potencializar o acesso às manifestações artísticas da região.

De forma coletiva, as adolescentes do 6º ao 9º ano levantaram alguns problemas que existem na região e tentaram pensar em ações que pudessem minimizá-los. Um dos pontos que elas perceberam foi a inexistência de um lugar que reunisse e divulgasse todas as atividades artísticas desenvolvidas no Jardim Ângela e que são disponíveis para a população. Assim, iniciaram o levantamento e categorização das atividades por linguagens e pensaram de qual forma um aplicativo poderia funcionar. Entre os desafios do Criativos na Escola estão também a tarefa de criar um nome para o projeto e uma logomarca.

Para a professora de artes Eliana Silva, a professora “Sol”, como é conhecida pelos estudantes, “a ideia das alunas foi mostrar que aqui (bairro Jardim Ângela) também tem potência. Mostrar que também se desenvolve arte – teatro, música, fotografia, artes plásticas, entre outras atividades”. Sol, juntamente com a professora Edineia Andrade, coordenou as ações em 2021. As reuniões iniciaram quando a maioria dos estudantes da escolas estavam em aulas remotas, depois os encontros passaram a ser presenciais e, para 2022, a ideia é continuar com as iniciativas que surgiram.

“A equipe mostra como é importante olharmos para a ação de crianças e adolescentes que, apesar das adversidades, conseguem transformar seus contextos e chamar atenção para problemas de toda a sociedade. Esta premiação tem o objetivo de, além de reconhecer essas iniciativas, inspirar outros jovens a também se mobilizarem em prol de um mundo melhor com muito protagonismo, criatividade, empatia e trabalho em equipe”, afirma Gabriel Maia Salgado, coordenador do Criativos da Escola.

Com essa proposta, as estudantes foram reconhecidas pelo Criativos da Escola – programa do Instituto Alana que integra o Design for Change, um movimento global que surgiu na Índia e está presente, atualmente, em 52 países, inspirando mais de 2,2 milhões de crianças e adolescentes ao redor do mundo.

Nesta 7ª edição, o Desafio destinou R$ 2 mil às iniciativas premiadas, que passam a ter uma página exclusiva no Banco de Projetos do Criativos. Além disso, os integrantes dos grupos selecionados se tornam embaixadores do Criativos da Escola e passam a compor um coletivo de estudantes e professores que atuam pela transformação social dentro e fora de suas escolas por todo o país.

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