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SME produz vídeo que destaca educação antirracista e o protagonismo da mulher negra
Material audiovisual fala do Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra e destaca o trabalho de importantes mulheres para a Educação
Publicado em: 25/07/2023 20h05 | Atualizado em: 25/07/2023
O dia 25 de julho é considerado o “Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra” e é uma importante conquista na luta pelo reconhecimento das mulheres negras brasileiras e no enfrentamento das violências e desigualdades sociais que são alvos. Não se trata de data comemorativa, mas momento de dar visibilidade para as lutas ainda em curso.
Na educação, datas como essas são oportunidades de fortalecer abordagens antirracistas e aprofundar o conhecimento sobre a população negra no Brasil. A professora Ana Gilda Leocádio, da EMEF Professor Nelson Pimentel Queiroz, traz importantes reflexões sobre a data, mas alerta, citando o documento “Orientações Pedagógicas: Educação Antirracista – Povos Afro-brasileiros”: “Educação antirracista é de janeiro a janeiro”. Sendo assim, não devemos falar das questões étnico-raciais apenas em algumas datas do ano.
Professoras e professores devem tornar essas discussões parte do cotidiano das nossas Unidades Educacionais. A valorização e protagonismo da mulher negra faz parte das discussões necessárias para consolidação de uma educação antirracista.
No Brasil, o dia 25 de junho ficou instituído como “Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra”, através da lei n° 12.987 de 2 de junho de 2014.
Tereza de Benguela, também conhecida como “Rainha Tereza”, foi importante líder do Quilombo do Quariterê, localizado no Vale do Guaporé, no Mato Grosso. Sob sua liderança estavam por volta de 100 pessoas, entre negros e indígenas. Os documentos históricos existentes indicam que foi responsável por importantes reformulações no quilombo, instaurando um eficiente sistema de defesa e adotando uma espécie de Parlamento durante seu governo.
Outras mulheres de destaque
Educadora da Rede Municipal de Educação é destaque por sua atuação para uma Educação Antirracista no Prêmio Luiza Mahin. Promovido pela Secretária Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) o Prêmio Luiza Mahin homenageia anualmente 7 mulheres negras que se destacaram em suas atuações na cidade.
Nessa edição, uma das premiadas foi a educadora Tatiane Santos, que atualmente é Assistente de Direção na EMEF Professora Maria Aparecida Rodrigues Cintra onde existe um grande trabalho de acolhimento das diversidades e de Educação Antirracista. Seu trabalho, sobretudo na Educação Infantil, foi reconhecido como destaque na promoção da educação antirracista e enfrentamento do racismo no ambiente escolar.
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