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Projeto AEL na EMEF Humberto de Campos promove oficina e contação de história
Atividade cultural permitiu que alunos confeccionassem e aprendessem mais sobre a boneca de pano Abayomi
Publicado em: 08/08/2017 15h33 | Atualizado em: 30/11/2020
Na segunda, 13 de março, a Academia Estudantil de Letras (AEL) João Cabral de Melo Neto, da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Humberto de Campos, da Diretoria Regional de Educação (DRE) Penha, realizou uma atividade cultural para os alunos dos 5ºs e 6ºs anos.
A atividade foi ministrada pela atriz e ativista Wanessa Sabath. Ela realizou uma contação de história e uma oficina para a confecção da boneca Abayomi. A atividade foi realizada com o objetivo de promover a representatividade afrodescendente entre os alunos, assim como valorizar as raízes brasileiras.
Wanessa explicou que a história começa abordando a árvore milenar Baobá, que havia testemunhado a escravização do seu povo na África. Ela termina com o nascimento da primeira boneca de pano do mundo, a Abayomi, que resistiu como amuleto entre as crianças africanas durante e depois da escravidão. “Hoje, a Abayomi é referência da nossa história, o melhor presente que podemos oferecer como identidade dos nossos antepassados nos dias atuais”, disse Wanessa.
Houve grande participação dos alunos, que consideraram o projeto muito importante. “Eu gostei de produzir a boneca Abayomi. Foi muito legal a atividade de hoje, porque mostrou como os negros foram resistentes e fortes por todo esse caminho que passaram. Ainda hoje sofrem muito preconceito, mas estão lutando para encerrar isso”, declarou Daniel de Amorim, do 6º ano.
A professora Renata Aparecida Silva Fico também afirmou que os trabalhos com temas sobre as questões afro-brasileiras dentro da escola são importantes para os alunos se sentirem representados, para diminuir a discriminação étnica e incentivar e estimular o respeito entre eles. “O fato de eles fazerem isso, de colocarem o olhar deles e usarem as mãos, desenvolve várias habilidades, desde a motora e a cognitiva até a criativa, além de incentivar a solidariedade, porque se um aluno não está conseguindo, o outro vai tentar fazer e ajudar. A atividade dialoga também diretamente com a literatura, porque é uma história antiga da tradição oral. Então, eles aprendem que a história não é só aquela que está no livro, mas que também existe a história passada de geração a geração”, explicou Renata.
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