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DRE Penha realiza a “IV Mostra Cultural Novembro Negro”
Evento teve palestra, apresentação cultural e oficina de danças e brincadeiras de influência africana
Publicado em: 22/11/2017 17h04 | Atualizado em: 30/11/2020
No dia 16 de novembro, aconteceu a “IV Mostra Cultural Novembro Negro”. O evento, que ocorreu na Biblioteca Municipal Hans Christian Andersen, foi promovido pela Divisão Pedagógica (DIPED) da Diretoria Regional de Educação (DRE) Penha.
A programação do dia teve início com as palavras das organizadoras do evento e membros do DIPED, Thalita Garcia Lopes e Alessandra Ribeiro Teixeira, e da diretora do setor, Eliana Souza da Silva Benedetti, que em sua fala afirmou que a escola é um lugar que possibilita o exercício da cidadania para crianças, jovens e adultos.
Além disso, Eliana citou o sociólogo, antropólogo e escritor Darcy Ribeiro. “Ele afirmava que a possibilidade de uma democracia racial está vinculada com a prática de uma democracia social, onde negros e brancos partilhem das mesmas oportunidades sem qualquer forma de desigualdade”, afirmou.
Em seguida, Ramatis Jacino, professor de Bacharelado em Ciências Econômicas da Universidade Federal do ABC e Mestre e Doutor em História Econômica pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), realizou a palestra “De Escravizado a Marginalizado: as práticas racistas na construção da República do Brasil”. O professor apresentou uma linha do tempo contextualizando a construção e naturalização do racismo ao longo dos séculos no mundo e a consequente marginalização da população negra no Brasil.
“Eu acredito que a discriminação precisa ser superada pela lei, com legislação e ações. Agora, o racismo não tem como combater com a lei, ele está dentro da cabeça das pessoas. A gente só o combate com a educação. É nesse sentido que acho que nós, educadores e educadoras, temos um papel fundamental para combater esse racismo. Nós podemos formar novas e mesmo algumas das atuais gerações que possam realmente ter uma visão de que todos são iguais e de que as pessoas não devem ser diferenciadas de acordo com a cor da pele”, declarou Ramatis Jacino.
Posteriormente, o Coletivo Agô Performances Negras realizou a apresentação cultural “Banzo”. Por meio de interação com o público, os atores fizeram uso da contação de história para gerar a conscientização, reflexão e o diálogo acerca de temas como as raízes da história e da cultura africana, a escravidão e o racismo estrutural.
O evento foi finalizado com a “Oficina de dança circular com brincadeiras cantadas de influência africana e músicas da cultura infantil”, ministrada por Zeneide Alves, Pedagoga, Pós-graduada em Capacitação Docente em Música Brasileira pela Universidade Anhembi Morumbi e linguagem das Artes pela Universidade de São Paulo (USP). Os inscritos aprenderam novas expressões, dialetos, brincadeiras e danças de roda advindas da cultura africana, tais como “Aya po logre”, “Ayele” de Gana, “Puxa Corrente”, “Dança do café”, entre outras.
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