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Segunda edição do projeto “Chama na Solução – Escolas pela Paz” mobiliza escolas da Rede Municipal  

Iniciativa fortalece a cultura de paz e o protagonismo estudantil por meio de formações e ações nas escolas    

Publicado em: 03/07/2026 12h50 | Atualizado em: 03/07/2026
Fotografia de uma menina olhando para um cartaz com as frases "Educação para paz e direitos humanos" e "A revolução não é violenta". Ao lado, um segundo cartaz com a frase "Chama na Solução - Grêmios pela Paz".

Foto: Mônica Andrade

A Secretaria Municipal de Educação (SME) de São Paulo iniciou a 2ª edição do projeto “Chama na Solução – Escolas pela Paz”, iniciativa realizada em parceria com o UNICEF e o Think Twice Brasil. A ação já chegou a cinco escolas da Rede Municipal de Ensino e busca fortalecer a cultura de paz, prevenir situações de violência no ambiente escolar e ampliar o protagonismo estudantil por meio da atuação dos Grêmios Estudantis. 

Neste ano, o projeto teve início com formações presenciais realizadas em abril para orientadores dos Grêmios Estudantis da Rede Municipal de Ensino. Em junho, os encontros continuaram em formato on-ine, aprofundando os temas relacionados à cultura de paz, convivência democrática e protagonismo estudantil, além de preparar os educadores para acompanhar os estudantes na identificação de desafios presentes em suas comunidades escolares e na construção coletiva de soluções. 

Durante as transmissões ao vivo, também foram disponibilizados os links com materiais de apoio, garantindo que todos os participantes tenham acesso aos conteúdos e possam utilizá-los no desenvolvimento das ações em suas unidades educacionais.  

Projeto chega às escolas

Ainda em junho, o projeto “Chama na Solução” foi desenvolvido em cinco Escolas Municipais de Ensino Fundamental (EMEFs): Professora Marili Dias (DRE Pirituba/Jaraguá), Vladimir Herzog (DRE Guaianases), Olívia Irene Bayerlein Silva (DRE Jaçanã/Tremembé), Pedro Américo (DRE Freguesia/Brasilândia) e Francisco Rebolo (DRE Butantã).

As atividades mobilizaram, sobretudo, gremistas e estudantes do Ciclo Autoral (7º ao 9º ano), além dos orientadores, professores e equipes gestoras.

Por meio de rodas de conversa, dinâmicas colaborativas e momentos de escuta, os estudantes foram convidados a analisar a realidade de suas escolas, identificar situações que impactam a convivência e propor caminhos para a construção de ambientes cada vez mais acolhedores, seguros e democráticos.

Mapa orienta as ações

Um dos diferenciais desta edição é a utilização do “Mapa de Intervenções”, ferramenta desenvolvida pelo Think Twice Brasil para apoiar a análise do ambiente escolar de forma integrada. O instrumento convida estudantes e educadores a observarem a escola sob quatro dimensões: Relações, Pedagogia, Espaço e Natureza, e Regras e Política, possibilitando compreender como diferentes aspectos do cotidiano influenciam a convivência e a prevenção das violências. A partir desse diagnóstico, cada escola elabora propostas de intervenção alinhadas às necessidades de sua comunidade escolar.

Próximas etapas

Nos próximos meses, os Grêmios Estudantis participantes definirão as ideias de projetos que serão desenvolvidas em suas unidades, construídas em conjunto com suas comunidades escolares.

Em setembro, as escolas selecionadas participarão de mentorias para apoiar o planejamento e o aprimoramento dessas propostas. Na sequência, os projetos serão executados até novembro, colocando em prática as aprendizagens desenvolvidas ao longo das formações.

A proposta é incentivar a participação ativa dos estudantes, representados pelos Grêmios Estudantis, na construção de soluções para desafios do cotidiano escolar, fortalecendo o protagonismo estudantil e contribuindo para escolas cada vez mais acolhedoras, democráticas e comprometidas com a cultura de paz.

Ao final do percurso, os resultados das ações desenvolvidas pelas escolas serão apresentados à Rede Municipal de  Ensino em um momento de compartilhamento de experiências e boas práticas, ampliando a troca de conhecimentos e inspirando novas iniciativas em outras unidades educacionais.

Consulte aqui o Guia de orientação para educadores. 

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