Notícias

Sarau Literário dá origem a projeto sobre culturas indígenas no CEI Jardim Três Marias

Proposta transformou a curiosidade das crianças em aprendizagem, ampliando repertórios culturais e fortalecendo o respeito à diversidade

Publicado em: 26/01/2026 12h45 | Atualizado em: 26/01/2026

O que acontece quando uma pergunta simples atravessa a unidade educacional e, em vez de pedir apenas uma resposta, convida todos a olharem o mundo com mais atenção? No CEI Jardim Três Marias, da DRE Penha, essa experiência ganhou forma no Sarau Literário durante a leitura do livro “Um curumim, uma canoa”, de Yaguarê Yamã. Os olhares atentos das crianças do MG I C/D, sob responsabilidade das professoras Dalva Moraes Santos e Rosemeire Ângelo, se encantaram com a ilustração de uma oca.  

Entre curiosidade e imaginação, veio a pergunta que mudaria o rumo do projeto: “O que é uma oca?”. Algumas crianças logo compararam a imagem à casa de palha dos Três Porquinhos e outras apenas observaram, tentando entender. Ali, naquele instante, nasceu uma oportunidade preciosa de aprendizagem, ampliando o repertório cultural e o conhecimento sobre diferentes formas de moradia e estilos de vida. 

Movida pela escuta sensível e pelo respeito ao protagonismo infantil, a equipe decidiu transformar a curiosidade em experiência concreta e a pergunta deixou de ser apenas respondida e passou a ser vivida. Surgiu, então, o projeto “O que é uma Oca? – Culturas indígenas na Educação Infantil: da curiosidade infantil à construção coletiva”, alinhado ao Projeto Político-Pedagógico da escola, à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), à Lei 11.645/2008 e ao Currículo da Cidade de São Paulo, todos comprometidos com a valorização da diversidade cultural desde a infância. 

O cotidiano da turma foi atravessado por descobertas, sensações e aprendizados compartilhados. A construção da oca aconteceu aos poucos, em etapas, sempre com a participação ativa das crianças. O bambu foi tocado, cheirado e escutado. As folhas de coqueiro viraram brincadeira, som e textura. Ao organizar os bambus em círculo e experimentar as amarrações, as crianças exercitaram a coordenação, a concentração e, sobretudo, a cooperação. Cada nó feito era também um laço criado entre elas. Em meio ao processo, surgiam exclamações cheias de encantamento: “É a casa do curumim!”. 

Conforme explica a professora Dalva Moraes Santos, a construção se ampliou quando outras crianças, do MG II B, foram convidadas a colaborar, reforçando o sentido coletivo da proposta. Ao final, a oca foi apresentada no Sarau Literário da unidade, ao lado de outros materiais produzidos durante o projeto. “As famílias se emocionaram, elogiaram e relataram que, em casa, as crianças recontavam a experiência, falando do bambu, da palha e do curumim”, destaca a profissional. 

Depois do evento, a oca ganhou morada definitiva no jardim do CEI, tornando-se um espaço vivo de brincar, imaginar e conviver, tornando-se um verdadeiro patrimônio coletivo da unidade. 

Para além da construção, o projeto se desdobrou em múltiplas vivências: brincadeiras inspiradas em práticas indígenas, músicas e instrumentos como o pau de chuva e o maracá, a canção “Yapo”, degustação de milho e mandioca, além de novas leituras literárias que ampliaram o repertório cultural das crianças. Histórias, sons, sabores e movimentos se entrelaçaram, dando forma a aprendizagens profundas e significativas. 

“Mais do que conhecer o que é uma oca, elas se aproximaram dos modos de vida, dos saberes e das culturas indígenas, rompendo estereótipos e ampliando olhares”, reforça Dalva. 

Os resultados foram visíveis: envolvimento genuíno, encantamento constante, desenvolvimento da motricidade fina, da cooperação e da concentração, além da criação de um espaço permanente de brincadeira e convivência. Mas, talvez, o maior impacto esteja no que não se mede facilmente, como a formação de crianças mais curiosas, empáticas, criativas e abertas à diversidade. 

Notícias Mais Recentes

Relacionadas

Grupo de crianças com famílias celebrando no centro de São Paulo

Escolas da região central promovem programação especial para crianças e comunidades

Publicado em: 18/09/2026 10h10 - em Secretaria Municipal de Educação

Imagem mostra uma mesa com materiais escolares e recursos utilizados em atividades de Matemática. Há mapas, régua, fita métrica, lápis, calculadora e um caderno com o desenho de um bairro planejado, além de mãos de estudantes realizando atividades. Ao fundo, aparecem uma lousa com o desenho de um globo terrestre, livros e uma paisagem urbana com casas e prédios. No céu, há um drone sobrevoando a região.

Semana da Matemática leva estudantes a investigar o entorno de escola do Butantã 

Publicado em: 17/09/2026 3h29 - em Diretoria Regional de Educação Butantã

Fotografia de várias mãos dadas em círculo.

CEU Carrão recebe Mutirão Migrante na região da Penha  

Publicado em: 16/09/2026 11h06 - em Diretoria Regional de Educação Penha

Fotografia mostra estudantes reunidos em torno de uma mesa durante uma atividade escolar. Um estudante, à direita, veste casaco preto e participa da atividade, enquanto outros estudantes, ao centro, seguram bolas coloridas, nas cores vermelha e amarela. Sobre a mesa há dois baldes, um vermelho e outro amarelo, utilizados na atividade. Ao fundo, aparecem materiais e elementos coloridos do ambiente escolar.

Violentômetro estimula reflexão sobre violências no ambiente escolar 

Publicado em: 16/09/2026 10h00 - em Diretoria Regional de Educação Capela do Socorro

Público acompanha uma atividade durante a Bienal do Livro, em espaço interno do evento. Pessoas estão sentadas diante de um palco, enquanto outras acompanham a programação ao fundo, próximo aos estandes de livros.

DRE Guaianases participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Publicado em: 15/09/2026 5h48 - em Diretoria Regional de Educação Guaianases

1 2 3 4 5 6 … 1.702