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Projeto trabalha artesanato, criatividade e convivência entre estudantes

Atividade da EMEF Profª Maria Aparecida Rodrigues Cintra incentiva o resgate dos trabalhos manuais e o fortalecimento de vínculos com a comunidade 

Publicado em: 21/05/2026 13h00 | Atualizado em: 28/05/2026
Projeto Artesanato

Iniciativas que valorizam a criatividade e o aprendizado coletivo têm transformado a rotina dos estudantes da Rede Municipal. Na EMEF Profª Maria Aparecida Rodrigues Cintra, na Vila Marina, o projeto Artesanato MARC desenvolvido com alunos do Ensino Fundamental promove o resgate dos trabalhos manuais, fortalece vínculos com a comunidade e estimula atividades longe das telas. 

Idealizado pela professora de História, Indara Reinthaler Mayer, o projeto está em seu terceiro ano consecutivo e surgiu a partir da percepção de que práticas pedagógicas mais criativas e concretas despertavam maior interesse dos estudantes. “Sempre procurei trazer mais materialidade e ludicidade para as aulas, propondo atividades como releitura de obras históricas, maquetes, montagens e esculturas”, explica a educadora. 

Em 2023, após deixar de atuar na jornada especial de formação, a professora transformou essas experiências em um projeto do programa Mais Educação. Antes da implantação, uma pesquisa realizada com os estudantes apontou o interesse em aprender diferentes técnicas artesanais, como crochê, bordado, pintura, gravura, costura, cerâmica e trabalhos com miçangas. 

A iniciativa também passou a aproximar a escola da comunidade local. Artesãos e moradores da região são convidados para compartilhar conhecimentos e experiências com os alunos. Além disso, visitas a exposições e feiras de artesanato também fazem parte das atividades, contribuindo para a ampliação do repertório cultural dos participantes. 

Neste ano, devido à alta procura, foram formadas duas turmas com 15 alunos cada, totalizando 30 estudantes participantes e outros 10 na lista de espera. 

O projeto de artesanato também tem colaborado para o uso mais consciente da tecnologia no ambiente escolar. Segundo a professora, a escola já incentivava práticas fora das telas antes mesmo da restrição do uso de celulares nas unidades educacionais. Durante as oficinas, o aparelho pode ser utilizado apenas como ferramenta pontual de pesquisa e inspiração para os trabalhos desenvolvidos. 

“Nossos encontros reforçam a necessidade de estar presente: sentados em roda, compartilhando materiais, ideias e saberes; as mãos ocupadas, os olhos atentos e as histórias conectadas ao fazer”, destaca Indara. 

Os aprendizados adquiridos nas oficinas ultrapassam os limites da escola. Técnicas como crochê e bordado passaram a fazer parte do cotidiano dos estudantes, sendo praticadas em casa, nos intervalos das aulas e em momentos de convivência com amigos e familiares. Além de estimular a criatividade, o projeto contribui para o desenvolvimento da concentração, organização, planejamento e habilidades motoras dos participantes. 

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