Notícias

Nós traçamos o nosso destino?

Equipe de Imprensa Jovem da EMEF Roberto Mange conta sobre o “Rolê Científico”

Publicado em: 01/11/2018 18h47 | Atualizado em: 30/11/2020

nos_tracamos_nosso_destino_740_x_430.jpg

Matéria produzida pela equipe de Imprensa Jovem da EMEF Roberto Mange

Nos dias 17 e 18 de outubro, nós, da Imprensa Jovem da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Roberto Mange, participamos do evento “Semana de Ciência, Tecnologia e Inovação“ na Universidade de São Paulo. Lá, conhecemos a história da Dra. Mônica Lopes Ferreira, mulher nordestina que se tornou bióloga com doutorado em imunologia e que trabalha como pesquisadora do Instituto Butantã na área de imunologia, além de ser coordenadora do CeTICS – Centro de Toxinas, Resposta-Imune e Sinalização Celular. Ela escolheu estudar, pesquisar e tornou-se uma renomada cientista, que sempre teve a paisagem do mar como berço, motivação e inspiração. Sua principal descoberta foi que o veneno de um peixe tinha propriedade de curar a asma.

Ela nos contou que para se transformar em cientista, ela pensou o que queria e correu atrás do seu objetivo. Estudou muito, fez escolhas, mudanças, inclusive de estado, cidade, saiu de sua terra natal em Maceió/AL para morar em São Paulo/SP. Essa mudança foi sua primeira dificuldade: sair de sua casa, ficar longe de seus pais e seus amigos e migrar para uma cidade distante e muito maior que a sua.

Mas o mar continuava dentro dela. Suas pesquisas estão ligadas aos peixes peçonhentos. A doutora Mônica já desenvolveu uma vacina que neutraliza os efeitos do veneno desses peixes. Normalmente, as pessoas desconhecem que os peixes podem possuir veneno. Em Maceió, encontrou um peixe que o veneno chegava a aleijar quem for atingido por ele. O peixe é conhecido como niquim. Quando foi pesquisar, os pescadores diziam que não valia a pena, que era muito perigoso. Ela teve dificuldade em convencê-los que, estudando o veneno, poderia encontrar a cura.

Dessa forma, descobriu que o veneno que mata pode curar.

Se ela foi discriminada alguma vez por ser mulher? Ela disse que não permitiu. “Sempre me posicionei como pessoa, como ser humano e uma cientista”, contou Mônica. Ela também disse que percebe que existe espaço para mulheres na Ciência, mas não quando se trata de cargos importantes, pois estes cargos normalmente ficam com homens brancos e mais velhos. Portanto, há ainda muito preconceito contra a mulher sim.

Porém, nós temos que ir a luta e jamais abaixar a cabeça. Aprendemos nesse “Rolê Científico” que tem um monte de coisas que não conhecemos. Moramos perto da USP (Universidade de São Paulo), mas a gente não a conhecia. “Eu pensava assim, que os cientistas eram homens. Quer dizer, só vi mulher. Então não é, né?”, disse nossa colega Geovana Santos, 8 anos.

O mais importante que aprendemos é que temos muito que aprender. Temos que ter um objetivo e correr atrás dele, sempre estudando muito, sempre atentos, sempre curiosos, pois o nosso destino somos nós que traçamos, em qualquer lugar, inclusive na Ciência. Nós escolhemos o nosso lugar no mundo.

Por Giovanna Santos, Matheus Pontes, Natále Andrade, Rafaela Macedo, Geovana Pucci, Ygor Mendonça, Yan Carlos, Miguel Silva, Lavínnya Santos, Pollyana Alves e Vilma Nardes

EMEF. Professor Roberto Mange – Butantã

Notícias Mais Recentes

Relacionadas

EMEF cria escape room sobre mitologia grega para estimular o raciocínio lógico dos estudantes

EMEF cria escape room sobre mitologia grega para estimular o raciocínio lógico dos estudantes

Publicado em: 02/12/2022 1h47 - em Secretaria Municipal de Educação

foto ilustrativa de estágio

Prática de estágio em escola municipal é reconhecida pela Prefeitura de São Paulo

Publicado em: 02/12/2022 12h18 - em Diretoria Regional de Educação São Mateus

Educador Em Destaque

SME homenageia e premia professores da Rede Municipal no Educador em Destaque 2022

Publicado em: 01/12/2022 4h25 - em Secretaria Municipal de Educação

Uniceu

Quatro polos da Rede UniCEU estão com inscrições abertas para especialização gratuita

Publicado em: 01/12/2022 2h32 - em Secretaria Municipal de Educação

Fotofrafia de uma pessoa com jaleco branco segurando uma escova de dentes gigantes e conversando com uma criança e duas pessoas adultas ao lado dela. Todos estão sorrindo e sentados à mesa que também possui uma dentadura gigante sobre ela.

Secretarias da Saúde e da Educação oficializam Programa Saúde na Escola

Publicado em: 01/12/2022 1h08 - em Secretaria Municipal de Educação

1 2 3 1.300