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Mulheres na Educação: conheça a Psicopedagoga da SME que dá suporte aos estudantes, famílias e docentes durante a pandemia

Marileide Santana Lima e Silva atende diariamente alunos que precisam de apoio para ter acesso aos estudos de forma segura

Publicado em: 08/03/2021 11h33 | Atualizado em: 11/03/2021
Foto da psicopedagoga da SME, Marileide

Escutar o próximo, ajudá-lo no que se refere aos aspectos da saúde mental e anseios tem sido tem sido primordial para ultrapassar esse período de pandemia que já dura um ano. Na Rede Municipal de Ensino de São Paulo não é diferente, cerca de 80 profissionais mulheres do Núcleo de Apoio e Acompanhamento para Aprendizagem (NAAPA), uma política pública que faz parte da Secretaria Municipal de Educação, estão na linha de frente no trabalho que busca fortalecer as práticas docentes para que o professor consiga atender o aluno da melhor maneira possível e, garantir o acesso e direito à aprendizagem para todos os estudantes.

Dentre essas profissionais mulheres que estão nesse suporte e reuniões de orientação, está a psicopedagoga Marileide Santana Lima e Silva, 52 anos.  “Trabalhamos diariamente para garantir que o professor ajude o aluno a ter acesso ao estudo em suas melhores condições”.

Geralmente, as questões dos alunos que têm aparecido com maior frequência durante essa pandemia se referem às ligadas à saúde mental (depressão, solidão, ansiedade, violências e automutilação). Os estudantes são encaminhados para a Rede de Proteção que atua em colaboração com a Secretaria Municipal da Educação, como o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), CRAS (Centro de Referência da Assistência Social), o Conselho Tutelar, entre outros. “Com o nosso trabalho de atendimento e mediação, sempre mostramos ao aluno que estamos aqui para acolhê-lo, acompanhá-lo, ajudá-lo e protegê-lo, e afirmar que apesar das adversidades é possível garantir sua aprendizagem”.

Além dos casos que aumentaram durante o isolamento social, a profissional afirma que outras ocorrências, que já aconteciam antes da pandemia, também prevaleceram, como gravidez na adolescência. “Nós acompanhamos essa adolescente para que ela consiga ter suporte durante a gravidez ao mesmo tempo em que a incentivamos a não abandonar os estudos”.

Durante esse período de pandemia, os professores também receberam apoio do NAAPA. Em 2020, em meio ao período de pandemia, cerca de 80 mil educadores participaram de encontros que visavam discutir a garantia do direito de aprendizagem do aluno durante o isolamento social. Nessas reuniões, os docentes eram orientados a observar o dia a dia do estudante e se atentar a fatos que poderiam colocar em risco seu rendimento escolar, tais como depressão, medo, solidão e outras questões.

“Os docentes são fundamentais para acolher os alunos nas aulas. Muitas vezes, os estudantes estão lidando com o medo, pois tiveram pessoas próximas que desenvolveram a forma mais severa da Covid ou até mesmo estão de luto por perder algum parente. Então, o professor é a pessoa com quem ele vai poder contar nesse momento, e estamos dando esse suporte ao docente para que ele consiga ajudar o estudante nesse período tão difícil”.

A jornada como mulher na Educação

A profissional conta que não sente dificuldades em seu papel como mulher na área da educação. “Não percebi ainda nenhuma resistência ao chegar às escolas e realizar meu trabalho, visto que no ambiente escolar, de acordo com dados do MEC, as mulheres são maioria nos cursos de Pedagogia e na carreira como docente na Educação Básica”.

Ela conta que essa realidade só vai ser alterada quando se refere ao número de doutores na docência do ensino superior. “Lá encontraremos um número maior de homens. Esse fato, de modo algum, representa uma suposta igualdade de gênero na educação, mas ainda é possível dizer que os cursos de psicopedagogia ainda são compostos majoritariamente por mulheres”.

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