Notícias

Imprensa Jovem mirim do Tamandaré realiza projeto sobre imigrantes

Alunos do terceiro ao quinto ano criam série de entrevistas com imigrantes que residem na Vila Maria.

Publicado em: 02/05/2018 16h44 | Atualizado em: 30/11/2020

tca_travessas_ocultas_740x430.jpg

Por Imprensa Jovem Rádio Calafrio

Eles têm entre sete e dez anos e, diferentemente da outra equipe que já tem anos de estrada, eles estão há apenas dois meses no Projeto Imprensa Jovem, mas já sabem a responsabilidade que têm quando o assunto é entrevistar alguém.

Foi com isso em mente que os alunos do Projeto Imprensa Jovem mirim da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Almirante Tamandaré (Diretoria Regional de Educação (DRE) Jaçanã/Tremembé), localizada no bairro da Vila Maria Alta, começaram o Projeto São Paulo de todos os povos. A iniciativa estimula a prática jornalística e audiovisual por meio de entrevistas com imigrantes locais e promove a interculturalidade, a integração e a convivência entre as pessoas.

Sob orientação da professora Ludmilla Mignaco, o Projeto Imprensa Jovem Rádio Calafrio da EMEF Almirante Tamandaré já existe há cinco anos e busca criar uma cultura de paz dentro da escola, promovendo o combate a qualquer forma de discriminação e preconceito. “O ‘Projeto São Paulo de todos os povos’ acompanha a realidade mundial e os impactos nos países que recebem esses imigrantes. Se no início do século XX tivemos a vinda de italianos e alemães para o Brasil, hoje a situação é bem diferente. São imigrantes da América do Sul como bolivianos, venezuelanos, paraguaios, peruanos e de outras regiões como a Síria, Haiti e Angola. É importante criar uma relação harmoniosa e acolhedora e, ao mesmo tempo, mostrar os motivos que levam famílias inteiras a deixar suas casas, famílias e amigos. São Paulo é uma das cidades mais multiculturais do mundo e essa realidade está presente dentro da escola”, explicou a professora.

A primeira entrevista dos jovens repórteres foi com a boliviana Virgínia Mancilla Mamani que mora no Brasil há oito anos, no bairro da Vila Medeiros, em São Paulo. Nascida em La Paz, Virgínia comentou sobre a dificuldade quando chegou ao Brasil, principalmente com a língua e costumes e sobre as diferenças culturais entre os dois países vizinhos. “Vim para o Brasil, para São Paulo, com apenas 22 anos e nem costurar sabia, nem cortar uma peça. Foi muito difícil no começo, fui aprendendo o idioma, na Bolívia falamos três idiomas, o quéchua, o aimará e o castelhano. Sentia muita falta da minha família e da Bolívia. Eu trabalho com costura em casa das 7h até quase 23h, só paro para limpar a casa e cozinhar para minha família. Precisamos trabalhar para cuidar dos nossos filhos. Na Bolívia a situação estava muito difícil. Gosto muito aqui do Brasil, mas penso em voltar um dia para meu país”, contou Virgínia.

Questionada sobre a música e ritmos bolivianos, Virgínia contou que há muitos grupos e danças folclóricas na Bolívia. “Eu gosto muito de um grupo chamado Proyeccion de Cochabamba e dos Los Kjarkas, banda tradicional de música andina. Das danças, gosto da Saya Afroboliviana, Morenada e Moceñada”, revelou a entrevistada.

Notícias Mais Recentes

Relacionadas

Cursos publicados em 4 de agosto de 2017

Cursos publicados em 14 de abril de 2018

Publicado em: 18/04/2018 2h14 - em Secretaria Municipal de Educação

Cursos publicados em 19 de agosto de 2017

Cursos publicados em 18 de abril de 2018

Publicado em: 18/04/2018 11h14 - em Secretaria Municipal de Educação

EMEF Irineu Marinho apresenta atividades em comemoração ao Dia Municipal de Luta pela Educação Inclusiva
Um livro para contar as histórias da Sala de Leitura

Um livro para contar as histórias da Sala de Leitura

Publicado em: 17/04/2018 6h24 - em Núcleo Técnico de Currículo

SME adquire hortaliças orgânicas da agricultura familiar

SME adquire hortaliças orgânicas da agricultura familiar

Publicado em: 17/04/2018 4h44 - em Alimentação Escolar

1 963 964 965 966 967 1.696