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Grêmio Malala: saiba como foi criado um dos vencedores do Prêmio em Direitos Humanos

Movimento da EMEF Manoel Carlos de Figueiredo Ferraz leva o nome da ativista paquistanesa que luta pelo direito à educação das meninas

Publicado em: 09/11/2021 11h58 | Atualizado em: 09/09/2022
Foto com os estudantes que compões Grêmio Estudantil da EMEF Manoel Carlos de Figueiredo

Foto com o Grêmio Estudantil

O projeto Grêmio Malala, da EMEF Manoel Carlos de Figueiredo Ferraz, teve seu início nos primeiros meses de 2021 e começou com o objetivo de engajar os alunos em um propósito importante para a sociedade, trazendo reflexões que permitem o desenvolvimento do pensamento crítico. O projeto saiu do papel por meio da iniciativa da professora Adriana Bimbat e do assistente de direção Odilei Tavares. A escolha pelo nome Malala Yousafzai, uma ativista paquistanesa e também a pessoa mais nova a ganhar um prêmio Nobel, se deu por conta da figura de inspiração e superação que a ativista conhecida em todo o mundo representa. O Grêmio foi um dos vencedores do 8º Prêmio Municipal de Educação em Direitos Humanos.

O primeiro passo para a criação do movimento foi a leitura ou releitura por parte dos estudantes da história de Malala Yousafzai que retratou em sua biografia a importância da educação, além de demonstrar em seu próprio contexto como é falta de liberdade e educação. Posteriormente, refletir o papel de cada um na discussão sobre educação e agir a favor da promoção dela foi uma etapa importante para o desenvolvimento pessoal, que seguiu para o entendimento, a partir das aulas de Sala de Leitura, sobre o que são Grêmios Estudantis e como criar ou participar de um. Por conta da influência da ativista, o nome escolhido foi Grêmio Malala e uma parte do discurso feito por ela foi incluída no vídeo de divulgação. A diretora Jacqueline Taveira deixou claro que as aulas da Sala de Leitura foram disponibilizadas para todos os estudantes, tanto os que conseguiam ir presencialmente, tanto aqueles que ficaram para acompanhar pelo Google Classroom, Além de uma terceira modalidade para os estudantes sem possibilidade de comparecer e sem acesso a internet, que contavam com impressões do conteúdo para acompanhar.

A metodologia usada durante as aulas teve um aspecto interessante, já que os estudantes participaram de maneira ativa, com possibilidade de entender diretamente a desigualdade no tratamento de alguns. Os estudantes tiveram uma tarefa igual para todos, e após todos realizarem da melhor maneira possível, foi distribuído um prêmio melhor aos meninos do para as meninas. “Ofertei neste contexto, biografias de diferentes mulheres para que a diversidade de histórias comparadas aos preconceitos sofridos fossem evidenciados e, de fato, foi o que todos os estudantes perceberam”, disse a professora.

Enquanto essas discussões ocorriam na Sala de Leitura, o assistente de direção da unidade, Odilei Tavares, iniciou o processo de organização do Grêmio, convidando interessados e realizando encontros para apresentar a ideia e orientar sobre as etapas de desenvolvimento. Com o Grêmio pronto, a preparação de um vídeo de divulgação começou: “Em 3 semanas, recolhemos gravações de diferentes seguimentos da escola e reproduzimos parte do discurso de Malala a ONU em 2014, quando recebeu o Primo Nobel da Paz e nos inspiramos também no vídeo “Malala- Uma menina. Entre muitas.” do canal International Plan no YouTube. Utilizamos o app InShot para edição de vídeos e também as músicas Dona de Mim, da Iza, e Glory (Selma), do John Legend”.

Como resultado do projeto, cada vez mais estudantes estão interessados em fazer parte do Grêmio Malala, gerando mais engajamento dos estudantes em reflexões, debates e na luta por igualdade.

 

 

Por Arnaldo Dib

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