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Estudantes realizam TCA sobre a valorização da mulher negra

Alunas da EMEF Célia Regina Lekevicius Consolin abordam a importância da representatividade e reconhecimento da mulher negra

Publicado em: 04/09/2018 15h49 | Atualizado em: 30/11/2020

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As alunas Camila Vitória, Pamela Gabriele, Cinthya Karolayne e Tatielly Camilly, da EMEF Célia Regina Lekevicius Consolin são as responsáveis pelo desenvolvimento do Trabalho Colaborativo de Autoria (TCA) “Mulheres Negras: menos racismo, mais valorização”, um estudo sobre a necessidade de enaltecer a mulher negra em nossa sociedade e de escutar suas vozes, muitas vezes, silenciadas.

Camila diz que a ideia do projeto surgiu ao observar a necessidade de valorizar e reconhecer as mulheres negras não só pelo que elas representam, como também pelo que elas são. Por meio de depoimentos e entrevistas, as alunas constroem narrativas baseadas nas vivências dessas mulheres e dão um rosto a essas vozes, humanizando as personagens como forma de valorizá-las. Quando questionada sobre como essa experiência vai influenciar a vida das estudantes de forma pessoal, Camila responde que esse trabalho “é importante para aprendermos que as mulheres negras, como todas as mulheres, devem ser valorizadas e reconhecidas”.

A professora Jéssica Oliveira é a responsável por auxiliar as alunas no desenvolvimento do projeto. Ela ressalta que, desde o início do TCA, as meninas passaram a perceber melhor certos incômodos que alunas negras sofriam no ambiente escolar e que o projeto trouxe a elas a consciência de que poderiam evidenciar a importância da identidade de cada uma dessas mulheres e garotas para, assim, fortalecer a autoestima delas.

O diretor da EMEF, Kléber William, reforça o discurso da professora e se diz feliz em proporcionar a possibilidade de trazer essa discussão para dentro da sala de aula e do ambiente escolar. “Eu, como diretor, tenho o dever de fomentar essa discussão na escola e colaborar para que os professores escutem os seus alunos”, diz Kléber.

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As quatro alunas, a professora e o diretor visitaram no dia 13 de setembro a SME com o objetivo de fazer uma entrevista com a diretora da Divisão de Normatização e Orientação Técnica da Coordenadoria de Gestão e Organização Educacional (COGED), Silvia Maria da Silva e a coordenadora do Núcleo Étnico-Racial, Vera Lúcia devido suas experiências, vivências e lutas em prol de uma sociedade justa, combatendo o racismo e o machismo.. Também participou da conversa o Secretário Municipal de Educação Alexandre Schneider.

A coordenadora do Núcleo Étnico-Racial aponta a importância dessa discussão no ambiente educacional. “Quando você percebe que essa temática começa a atravessar as escolas por meio dos alunos, observa um dado muito importante que é a mudança de valor, pois é importante que se valorize a mulher, é importante que se valorize a criança. Isso é um processo formativo”, observa Vera, dizendo ser fundamental, para a cidadania da criança, discutir e estar em contato com esse tema, até mesmo como forma de preservar a democracia e o respeito com o outro.

A diretora da Divisão de Normatização e Orientação Técnica aproveita o tópico para relembrar que esse é um tema a ser refletido por toda a rede, iniciando na Educação Infantil como parte do currículo educacional. Sílvia ainda destaca a forma com que as alunas trabalham o tema, valorizando o reconhecimento, acima de tudo, e deixando evidente que a responsabilidade pela valorização da mulher negra é de toda a sociedade. “Essa visita nos trouxe um sentimento: esperança”, finaliza a diretora.

Exposição – No dia 14 de setembro, quinta-feira, os alunos dos 8ºs anos realizaram uma exposição para os estudantes dos 6ºs anos onde foram exibidas biografias de mulheres negras influentes no Brasil e no mundo em diversas áreas, como artes, política e educação.

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