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Estreia do documentário “O Começo da Vida” no CEU Quinta do Sol
Sessões compõem as ações de política municipal voltada à primeira infância do Programa São Paulo Carinhosa
Publicado em: 09/05/2016 17h19 | Atualizado em: 30/11/2020
Na última quinta-feira, 5 de maio, ocorreu no Centro Educacional Unificado (CEU) Quinta do Sol, a exibição de estreia do documentário “O Começo da Vida”, da diretora Estela Renner, em cartaz nas salas de cinema do Circuito Spcine e compõe ações de política municipal voltada à primeira infância do Programa São Paulo Carinhosa. Após a exibição, houve uma roda de conversa com o diretor da Diretoria Regional de Ensino (DRE) Penha, Marcos Mendonça e convidados.
O filme é baseado nas recentes descobertas da neurociência sobre a primeira infância e diz que os bebês são muito mais do que cargas genéticas e a qualidade das relações está diretamente ligada com o meio em que vivem e crescem. Pelas entrevistas com especialistas e histórias de diversos grupos familiares em países como Brasil, Itália, Índia, França, Quênia, China, entre outros, o público é convidado a refletir sobre como a sociedade está trabalhando para a formação dessas crianças.
“Todos e todas somos responsáveis com essa vinda de um novo ser para conviver com a gente. Eu me lembro de Tião Rocha falando sobre Moçambique ‘ toda aldeia cuidando da criança’, é isso, a nossa aldeia, uma criança chega para ficar com a gente, então a responsabilidade é de todo mundo que está aqui no planeta”, afirmou Miriam Mançano, da diretoria pedagógica da DRE Penha.
A Secretária Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti, dividiu a reflexão sobre o filme em quatro pontos para serem trabalhados, a importância do vínculo, o papel do pai, avós, ou de alguém que tome conta da criança, as reflexões a respeito de negligência e o cuidado compartilhado.
“O vínculo é fundamental para que a criança tenha uma boa autoestima e que ela possa avançar sozinha”, afirma Marianne Pinotti sobre a importância do vínculo. O ponto que aborda o papel de quem está junto da criança, mas não toma conta o tempo todo, mostra que o apoio que essa pessoa precisa é também um componente importante do universo da criança.
A questão da negligência e as marcas que ela pode trazer para essa criança é para a Secretária um ponto importante de ser levado à discussão. E por fim, o cuidado compartilhado “situações e famílias diferentes, mas que podem dar esse suporte para que as crianças se desenvolvam da melhor forma”, explicou a Secretária.
Foram também convidados para assistir ao documentário, profissionais da Educação, Saúde, assistentes sociais e a comunidade da região, que puderam participar da roda de conversa tirando dúvidas ou dando os seus pontos de vista acerca do filme e experiências.
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