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Empoderamento histórico e corporal por meio da dança
Projeto da EMEF Vinicius de Moraes sobre danças populares é um dos finalistas do Prêmio Professor Destaque - 2018
Publicado em: 16/10/2018 15h37 | Atualizado em: 30/11/2020
Empoderamento histórico e corporal por meio da dança – esse é um dos objetivos de um projeto de extensão de jornada desenvolvido na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Vinicius de Moraes, localizada no Jardim Tietê e pertencente à Diretoria Regional de Educação (DRE) São Mateus, na zona leste. A ação faz parte do projeto “Danças Populares Brasileiras: Corporeidade e Movimento teatral”, coordenada pela Professora Cibelle de Paula Oliveira e que está entre as finalistas da edição de 2018 do Prêmio Professor Destaque.
O projeto ocorre na unidade há seis anos e atende 75 estudantes do 1º ao 5º ano que aderiram ao projeto. Ele está embasado na lei nº 10.639/03, que torna obrigatório a inclusão no currículo a abordagem da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”, e na lei nº 11.645/08, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional para inclusão da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. A iniciativa aborda os ritmos, os passos, as posturas e as manobras coreográficas populares. Além disso, inclui brincadeiras tradicionais da cultura brasileira e musicalidade.
A professora Cibelle conta que todo mês uma matriz de dança é trabalhada. Caboclinho, congada, frevo, coco, cavalo-marinho, jongo, ciranda, maculelê, maracatu, dança indígena e artes circenses são expressões trabalhadas com os estudantes. A formação do repertório é feito por rodas de conversa, por meio da oralidade, assim como acontece nas culturas indígenas e africanas, e que, a partir da literatura e de reflexões sobre a identidade, promovem o empoderamento histórico e corporal.

“Tenho percebido que o projeto faz com que as crianças e adolescentes conheçam mais a sua história a partir do seu corpo, tento evidenciar que cada corpo carrega uma história, uma ancestralidade. Assim, eles passam a perceber que as estruturas físicas e corporais carregam uma história cheia de potencialidades”, comemora a educadora. Ela conta que vários de seus alunos já passaram pela transição capilar (do cabelo alisado para natural).
O projeto tem contribuído de forma positiva na vida pessoal dos estudantes. Giovana tem 11 anos, cursa o 6º ano na EMEF e diz que buscou essas aulas pois procurava novas experiências em sua vida e acabou se surpreendendo com as coisas que aprendeu lá. Além de conhecer sobre turbantes, bonecas abayomi e dançar músicas que não conhecia, passou a perceber que todos precisam se aceitar e amar do jeito que são, pois são resultados da sua história. Giovana conta que a partir da participação no projeto passou a gostar mais do seu cabelo e usá-lo da forma natural, sem alisamento.
Os estudantes já fizeram apresentações de suas coreografias em eventos no território e oficinas e ensaios abertos na unidade para a toda a escola. “Nesses momentos eles são totalmente protagonistas, minha participação é mínima”, enfatiza a professora.

Sobre a professora – Cibele é Professora de Educação Infantil e Ensino Fundamental na EMEF há nove anos. Tem formação em Pedagogia e História e especialização em História da África e do Negro no Brasil. Sua formação cultural possui grande influência da cultura popular e africana da Guiné. Ela participa também do bloco afro Ilú Obá de min, grupo de maracatu, afoxé e jongo formado apenas por mulheres e que tem como objetivo difundir e aprofundar o estudo da cultura afro-brasileira e suas manifestações populares, além de desenvolver atividades para o empoderamento da mulher contra o racismo, sexismo e discriminação.
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