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EMEF Laerte Ramos de Carvalho promove exposição de trabalhos sobre causas sociais
Questões de gênero, racismo, intolerância religiosa e fome estão entre os temas abordados nas atividades
Publicado em: 26/05/2023 16h00 | Atualizado em: 26/05/2023
Considerando o papel que a escola tem na formação cidadã dos alunos, a professora de Artes da EMEF Prof. Laerte Ramos de Carvalho, Karen Prado, organizou, no dia 16 de maio, uma exposição de trabalhos feitos pelos alunos do 9° ano.
Baseada na produção dos vídeos, profecias e estandartes do artista contemporâneo Randolpho Lamonier, a atividade tinha o objetivo de levar os estudantes a se aprofundarem nas pautas das causas sociais.
Os alunos se dividiram em 20 equipes e cada grupo escolheu o tema a ser abordado. A partir de suas respectivas pesquisas, teriam que prever o tempo necessário para resolução do problema estudado.

A produção foi objeto de exposição em um dos corredores da Unidade Escolar e a explanação foi direcionada aos alunos dos 6°s anos, que foram prestigiar os trabalhos.
Um dos trabalhos falou sobre a questão da desigualdade salarial entre homens e mulheres, citando o desfavorecimento das mulheres, e questionou por que homens com o mesmo cargo costumam receber mais.

Também foi citado o Projeto de Lei aprovado recentemente que torna obrigatória a igualdade salarial entre pessoas que exercem a mesma função, cobrando respeito a essa lei no futuro.
Outro trabalho abordou a situação dos moradores de rua. Segundo o grupo de alunos, a menos que haja um grande investimento na educação – que ampliará o repertório sociocultural e o desenvolvimento profissional dessas pessoas -, “esse problema dificilmente vai acabar”, de acordo com eles.

Além da educação, os alunos consideram como pontos importantes e essenciais o investimento na área da Saúde para a luta contra a dependência química, para a saúde mental e diálogos com crianças e adolescentes sobre os problemas causados pelo uso das drogas.
A produção desse grupo foi inspirada em um senhor, bem conhecido no entorno da escola que é morador de rua e costuma passar pela escola, e que representa uma parcela significativa da população.

A questão do racismo também foi presente em um trabalho. Os estudantes responsáveis pela abordagem do tema, perceberam a relevância social e como isso tem sido discutido frequentemente na mídia, citando os diversos movimentos sociais antirracistas que estão ocorrendo no Estados Unidos a partir dos trágicos episódios de violência, entre eles o assassinato do George Floyd.
Nelson Mandela, líder sul-africano que marcou seu nome na História na luta contra o racismo, também foi tema de pesquisa do grupo.
A produção do grupo também levantou a pauta da intolerância religiosa, a qual também está inserida no universo racista – especialmente quando se trata de religiões de matrizes africanas, como Umbanda e Candomblé.

Além dos tópicos mencionados, a fome também apareceu como uma das mazelas a serem superadas. Sabendo que o Brasil voltou a aparecer no mapa da fome da ONU em 2022 , a decisão para discorrer sobre isso aconteceu em função do consenso de que esse é um tema sensível e delicado, já que milhões de pessoas passam fome no Brasil hoje.
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